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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Diz ele apontando para a imensidão azul a sua frente.
- Eu não vejo nada. - Ela forçando os olhos na tentativa de conseguir ver.
- Olhe melhor. - Ele diz fechando os olhos - Eu posso ver.
- Mas está com os olhos fechados. - Ela diz sem entender.
- Experimente.
Logo fecha os olhos, a brisa do vento passa por eles serena, fazendo seus cabelos balançarem, junto com suas roupas leves e frescas. Logo uma onda de calor invade sua mão, ela sente outra mão quente sobre a sua; aperta mais os olhos mentalizando o que ele podia ver e ela ainda era incapaz. Ele aperta a mão da garota, agora com as duas mãos, e canta aos sussurros, tão baixo que apenas eles são capazes de escutar; é uma melodia suave e encantadora, de olhos fechados ela começa a movimentar a cabeça no ritmo da melodia.
- Agora pode ver? - Ele pergunta sorrindo
- Não.
- Como não? Está tão claro.
- Posso sentir.
Ele sorri, deixando o silêncio tomar o circulo de energia que os consome por igual. Logo ela abre os olhos, e ele por impulso abre seus olhos também.
- Posso saber o que vê? - ela pergunta de imediato
- A imensidão.
- Ah, - ela diz com um toque de desapontamento em sua voz - Claro, eu posso ver.
- Pode? - ele pergunta intrigado.
- Claro, o mar e o céu.
- Bobinha. - ele sorri suavemente - Mas você tem razão, o mar e o céu são bem grandes, mas eu não tinha reparado.
- Como não? - Pergunta curiosa.
- Não quando coloquei do lado do meu amor por você.
sábado, 20 de novembro de 2010
Um dia ela andava por ai, distraída, sem um rumo certo, se sentindo flutuar, mas não por estar bem e sim por se sentir morta, morta por dentro. Seus passos lentos, quase arrastados, e a cada toque ao chão era um grito interno por socorro, seus braços acompanhando o movimento largado de seu corpo, para frente, para trás, como se não tivesse controle de seus próprios movimentos.
Por um segundo passa por sua cabeça a idéia de correr, mas logo cai em desavença com seus próprios pensamentos: que ousadia, correr. - pensa, fazendo sua própria voz ecoar em sua mente vazia, contraditoriamente cheia de lembranças. Ela não precisa chorar, pelo menos está consciente de que isso só faria as coisas piorarem, os cantos de sua boca começam a levantar lentamente, com muita dificuldade e relutância, ela parece serena se levarmos em consideração sua tentativa esforçada de sorrir, mas seus olhos não podem nos enganar.
Vazios, sem vida ou brilho algum. Eram como duas perolas negras, sujas e gastas pelo tempo e pela falta de cuidado, ambas mergulhadas em um mar negro, escuro como uma noite de inverno, sem uma estrela se quer para guiar quem tanto precisa. Tropeçando, caindo, errando, tudo por causa de lembranças que permanecerão imortais, como deveria ter sido.
Logo algo distante ilumina suas duas pequenas perolas negras, não era algo desconhecido, era o brilho intenso e antigo que a seguiu por toda a vida, o brilho que a cegou quando ela não queria ver, o brilho que a guiou quando estava perdida no escuro, o brilho que iluminou suas idéias, seu brilho preferido.
Seus passos se apressaram, finalmente ela pôde sentir o vento que passava sem que ela percebesse, por estar perdida em lembranças de calor, calor tão intenso, forte e verdadeiro que a impedia de sentir qualquer outra coisa se não o calor que a invadia e a sufocava. Seus braços mais rápidos acompanham o movimento do corpo agora acelerado, seus cabelos se movimentam junto com suas vestes finas, ela pode ver.
Respirar. Era o que ela realmente precisa, precisava de espaço, qualquer brecha que tivesse seria o bastante, abstrair suas idéias e fechar os olhos, apertá-los, até que a pressão fosse grande o bastante para fazer com que as lembranças explodissem.
Logo, exausta e completamente sufocada ela vem ao chão, senta sobre seus joelhos e leva suas mãos ao rosto. São quentes, tão quentes como o fogo que ainda queima dentro de si, são quentes como o calor que guarda, são quentes como lágrimas, límpidas e claras, que escorrem sem piedade alguma, mas que no fim, lavam e levam consigo a dor que a sufoca.
Meu brilho - ela diz tão baixo que nem seus próprios ouvidos cansados seriam capazes de ouvir, mas ele, ele sim a escuta, e como de costume a levanta do chão, a segura forte e ao mesmo tempo tão delicadamente que a pressão de seu toque é quase imperceptível. Ela levanta seu rosto com apenas um dedo, as duas perolas negras encaram duas pedras lindas e brilhantes, bem polidas, como um lindo colar de diamantes; o brilho se expande assim que ele deixa que seu sorriso apareça, e como a mais doce melodia foca as duas perolas e sussurra: eu sempre estive aqui, você só precisava enxergar.
Ela, hipnotizada pelo brilho intenso continua na tentativa, agora bem sucedida se sorrir, e como uma melodia baixa, calma demais, serena e aguda diz: prometa nunca deixar de brilhar, e principalmente prometa nunca mais deixar com que eu deixe de brilhar.
Por um segundo passa por sua cabeça a idéia de correr, mas logo cai em desavença com seus próprios pensamentos: que ousadia, correr. - pensa, fazendo sua própria voz ecoar em sua mente vazia, contraditoriamente cheia de lembranças. Ela não precisa chorar, pelo menos está consciente de que isso só faria as coisas piorarem, os cantos de sua boca começam a levantar lentamente, com muita dificuldade e relutância, ela parece serena se levarmos em consideração sua tentativa esforçada de sorrir, mas seus olhos não podem nos enganar.
Vazios, sem vida ou brilho algum. Eram como duas perolas negras, sujas e gastas pelo tempo e pela falta de cuidado, ambas mergulhadas em um mar negro, escuro como uma noite de inverno, sem uma estrela se quer para guiar quem tanto precisa. Tropeçando, caindo, errando, tudo por causa de lembranças que permanecerão imortais, como deveria ter sido.
Logo algo distante ilumina suas duas pequenas perolas negras, não era algo desconhecido, era o brilho intenso e antigo que a seguiu por toda a vida, o brilho que a cegou quando ela não queria ver, o brilho que a guiou quando estava perdida no escuro, o brilho que iluminou suas idéias, seu brilho preferido.
Seus passos se apressaram, finalmente ela pôde sentir o vento que passava sem que ela percebesse, por estar perdida em lembranças de calor, calor tão intenso, forte e verdadeiro que a impedia de sentir qualquer outra coisa se não o calor que a invadia e a sufocava. Seus braços mais rápidos acompanham o movimento do corpo agora acelerado, seus cabelos se movimentam junto com suas vestes finas, ela pode ver.
Respirar. Era o que ela realmente precisa, precisava de espaço, qualquer brecha que tivesse seria o bastante, abstrair suas idéias e fechar os olhos, apertá-los, até que a pressão fosse grande o bastante para fazer com que as lembranças explodissem.
Logo, exausta e completamente sufocada ela vem ao chão, senta sobre seus joelhos e leva suas mãos ao rosto. São quentes, tão quentes como o fogo que ainda queima dentro de si, são quentes como o calor que guarda, são quentes como lágrimas, límpidas e claras, que escorrem sem piedade alguma, mas que no fim, lavam e levam consigo a dor que a sufoca.
Meu brilho - ela diz tão baixo que nem seus próprios ouvidos cansados seriam capazes de ouvir, mas ele, ele sim a escuta, e como de costume a levanta do chão, a segura forte e ao mesmo tempo tão delicadamente que a pressão de seu toque é quase imperceptível. Ela levanta seu rosto com apenas um dedo, as duas perolas negras encaram duas pedras lindas e brilhantes, bem polidas, como um lindo colar de diamantes; o brilho se expande assim que ele deixa que seu sorriso apareça, e como a mais doce melodia foca as duas perolas e sussurra: eu sempre estive aqui, você só precisava enxergar.
Ela, hipnotizada pelo brilho intenso continua na tentativa, agora bem sucedida se sorrir, e como uma melodia baixa, calma demais, serena e aguda diz: prometa nunca deixar de brilhar, e principalmente prometa nunca mais deixar com que eu deixe de brilhar.
domingo, 31 de outubro de 2010
Seu vestido era tão lindo, era o vestido dos sonhos. Seus cabelos lisos com leves e grandes cachos nas pontas, seus olhos pintados de lilás e glitter iluminavam seu rosto jovem demais para sua idade. Era uma criança, uma criança esperando que alguém a convidasse para dançar, a noite toda, a fazendo esquecer que em algumas horas todo esse sonho se dissolveria em um mar de neblina densa novamente.
Andando lentamente com seus sapatos altos demais, segurando o vestido com as duas mãos para não tropeçar, olhos fixos no chão escondendo seu rosto tão bonito e seus olhos que no fundo cintilavam junto com as luzes dançantes do salão. Segue com passos firmes ao canto do salão, aonde as luzes não chegam, apenas seus reflexos; ela se encosta-se à parede, com o olhar ainda baixo e mexe sua cabeça no ritmo da musica lenta que embala os que dançam no centro da pista.
Sua mão direita se levanta sozinha, sem que ela perceba, e sente as pontas de seus dedos se gelarem. Seu olhar se eleva, e é tomado por um sorriso tão claro quanto às luzes do salão, imediatamente é consumida pelo próprio sorriso. É puxada para frente lentamente, ela segue seus passos ao centro da pista, todos olham o movimento, mas agora é como se ninguém mais existisse, apenas ela e aquele que a salvou. Uma mão em seu ombro, a outra mão junta com a de seu par.
- Eu lhe procurei a noite toda.
- Eu te esperei a noite toda. - diz.
Agora eles poderão dançar a noite toda, até que aquele belo vestido seja tomado por um macacão jeans, seu cabelo tomado por uma fita vermelha e seus olhos sejam apagados por fios de cabelos desordenados. Até que seu paletó se torne uma camisa igualmente por dentro da causa, seu lindo sorriso tomado por um aro metálico brilhante e seus olhos ofuscados por lentes sujas. Ou podem parar o tempo, mas nada mais importa agora que finalmente se encontraram.
Andando lentamente com seus sapatos altos demais, segurando o vestido com as duas mãos para não tropeçar, olhos fixos no chão escondendo seu rosto tão bonito e seus olhos que no fundo cintilavam junto com as luzes dançantes do salão. Segue com passos firmes ao canto do salão, aonde as luzes não chegam, apenas seus reflexos; ela se encosta-se à parede, com o olhar ainda baixo e mexe sua cabeça no ritmo da musica lenta que embala os que dançam no centro da pista.
Sua mão direita se levanta sozinha, sem que ela perceba, e sente as pontas de seus dedos se gelarem. Seu olhar se eleva, e é tomado por um sorriso tão claro quanto às luzes do salão, imediatamente é consumida pelo próprio sorriso. É puxada para frente lentamente, ela segue seus passos ao centro da pista, todos olham o movimento, mas agora é como se ninguém mais existisse, apenas ela e aquele que a salvou. Uma mão em seu ombro, a outra mão junta com a de seu par.
- Eu lhe procurei a noite toda.
- Eu te esperei a noite toda. - diz.
Agora eles poderão dançar a noite toda, até que aquele belo vestido seja tomado por um macacão jeans, seu cabelo tomado por uma fita vermelha e seus olhos sejam apagados por fios de cabelos desordenados. Até que seu paletó se torne uma camisa igualmente por dentro da causa, seu lindo sorriso tomado por um aro metálico brilhante e seus olhos ofuscados por lentes sujas. Ou podem parar o tempo, mas nada mais importa agora que finalmente se encontraram.
domingo, 24 de outubro de 2010
Foi o abraço mais apertado que já recebeu, o mais longo, o mais aconchegante, o mais quente, o melhor. Não havia espaço algum entre os dois, eram como se fossem um só, olhos fechados, respirações lentas, braços entrelaçados cada vez mais apertados. Silêncio, respirações rápidas agora, sem movimentos ou pensamentos, apenas a sensação de finalmente estar completos. Um giro ainda unidos, sentimentos iguais, pensamentos iguais, partes diferentes agora unidas.
Sem abrir os olhos, ele abre os lábios lentamente e respira entre os cabelos escuros de sua outra parte completa; palavras tão baixas que só ela é capaz de entender, lentas e suaves como um sussurro: - Finalmente.
Ela não expressa nada, mas sente a energia passando das pontas de seus pés até seus ultimo fio de cabelo, enquanto os lábios dele se fecham, os dela se abrem lentamente invadidos por um sorrio, olhos ainda fechados, ela pode ouvir seu coração pulsar, está bem perto. Logo vem o sussurro: - Completos.
Sem abrir os olhos, ele abre os lábios lentamente e respira entre os cabelos escuros de sua outra parte completa; palavras tão baixas que só ela é capaz de entender, lentas e suaves como um sussurro: - Finalmente.
Ela não expressa nada, mas sente a energia passando das pontas de seus pés até seus ultimo fio de cabelo, enquanto os lábios dele se fecham, os dela se abrem lentamente invadidos por um sorrio, olhos ainda fechados, ela pode ouvir seu coração pulsar, está bem perto. Logo vem o sussurro: - Completos.
Onde está o amor da sua vida?
Ele pode estar bem perto, ao seu lado, sorrindo para você todos os dias e te fazendo sorrir. Ele pode estar distante, tão distante que se limita ao mais simples e puro amor, a amizade. Ele pode estar longe, mas não por ironia do malvado destino, ele pode estar longe porque o deixou passar, não percebeu o quanto ele era importante, não enxergou o quanto ele precisa de você, assim como você precisava dele.
Talvez você nunca conhecerá o amor da sua vida, não saberá seu nome, a cor de seus olhos, o som de sua voz; mas se contentará e aprenderá a amar alguém que te escolheu para cuidar para sempre. Tenho minhas opniões, minhas duvidas e meus questionamentos, talvez ele esteja bem aqui ao meu lado e eu só não fui capaz de percebe-lo, talvez ele esteja distante, distante demais para que eu possa toca-lo, assim tendo que me contentar com idéias, sonhos; creio que não o deixei passar e me pergunto e lamento precipitadamente se nunca puder conhece-lo.
Ele pode estar bem perto, ao seu lado, sorrindo para você todos os dias e te fazendo sorrir. Ele pode estar distante, tão distante que se limita ao mais simples e puro amor, a amizade. Ele pode estar longe, mas não por ironia do malvado destino, ele pode estar longe porque o deixou passar, não percebeu o quanto ele era importante, não enxergou o quanto ele precisa de você, assim como você precisava dele.
Talvez você nunca conhecerá o amor da sua vida, não saberá seu nome, a cor de seus olhos, o som de sua voz; mas se contentará e aprenderá a amar alguém que te escolheu para cuidar para sempre. Tenho minhas opniões, minhas duvidas e meus questionamentos, talvez ele esteja bem aqui ao meu lado e eu só não fui capaz de percebe-lo, talvez ele esteja distante, distante demais para que eu possa toca-lo, assim tendo que me contentar com idéias, sonhos; creio que não o deixei passar e me pergunto e lamento precipitadamente se nunca puder conhece-lo.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Uma carta na entrada da porta, eu sorri. Papel áspero, cor de creme assinado com letras inclinadas, redondas e incertas, a caneta preta que me parecia ainda nova, uma cor forte, poderia confundir com algo impresso. Eu peguei, ela agora está sobre a mesa da cozinha, e eu sinto um frio na barriga, não há remetente, apenas está escrito: “Alguem que precisa lhe dizer algo’’.
Eu a seguro com as pontas dos dedos das duas mãos, respirando pausadamente como se aquele pequeno e bem feito envelope fosse o olhar de alguém sobre o meu; coloco meu dedo indicador sob o pequeno adesivo que fecha o envelope com delicadeza e perfeição, eu começo a descolar e ele se solta facilmente, fazendo a ponta do envelope aberta balançar. Com a ponta de quatro dedos eu puxo um papel, cor azul bebe, pequeno, dobrado ao meio. Eu o seguro enquanto deposito o envelope já violado na mesa; a pequena folha é tão áspera quanto o envelope, pelo menos em minhas mãos, como se viesse mergulhada em milhões de pequenas lixas cor de creme novamente.
Em um movimento rápido e preciso abro a folha, escrita sem parágrafos, em um paredão de palavras que em breve encheriam minha mente; a mesma letra do envelope, agora eu podia analisar melhor: uma bela ortografia, antiga, rústica, porém igualmente delicada.
Eu foco meus olhos nas primeiras palavras, meu nome completo, começado por letra minúscula, continuo a ler, sem me importar com qualquer erro ortográfico:
“Como provar, como conseguir, como entender? Creio que palavras, escritas ou ditas, são pouco, não é o necessário; símbolos, cometas ou uma doce melodia. Uma estrela cadente poderia passar por mim, para que eu fizesse o mais simples dos pedidos: sorrisos.
Outra noite eu sonhei com alguns. Uns mais tímidos, outros mais abertos, um simples e um que me pergunto como é possível. Veja, ou melhor, sinta. Eu queria lhe provar apenas uma coisa, eu não preciso de respostas ou um de seus melhores argumentos, só gostaria de lhe provar que ainda não tenho o que existe de mais valioso, aqui, no meu mundo. Será que preciso realmente lhe provar para que eu ganhe minha recompensa eterna? Ele viverá aqui, em minha mente, para o resto dos tempo, enquanto eu respirar, enquanto eu enxergar, enquanto eu puder imaginar. Quanto tempo devo esperar, quantas horas perderei imaginando, como será um sorriso seu?’’
Eu dobro o papel novamente, como ele estava, o coloco dentro do envelope creme e selo com o adesivo que o prendia. Um minuto para assimilar. Um segundo para perceber. Uma vida para entender. Quem me dera saber onde está, queria poder lhe contar. Pego um papel, pequeno pedaço de uma folha branca, com minha grafia redonda e aveludada eu escrevo:
Eu a seguro com as pontas dos dedos das duas mãos, respirando pausadamente como se aquele pequeno e bem feito envelope fosse o olhar de alguém sobre o meu; coloco meu dedo indicador sob o pequeno adesivo que fecha o envelope com delicadeza e perfeição, eu começo a descolar e ele se solta facilmente, fazendo a ponta do envelope aberta balançar. Com a ponta de quatro dedos eu puxo um papel, cor azul bebe, pequeno, dobrado ao meio. Eu o seguro enquanto deposito o envelope já violado na mesa; a pequena folha é tão áspera quanto o envelope, pelo menos em minhas mãos, como se viesse mergulhada em milhões de pequenas lixas cor de creme novamente.
Em um movimento rápido e preciso abro a folha, escrita sem parágrafos, em um paredão de palavras que em breve encheriam minha mente; a mesma letra do envelope, agora eu podia analisar melhor: uma bela ortografia, antiga, rústica, porém igualmente delicada.
Eu foco meus olhos nas primeiras palavras, meu nome completo, começado por letra minúscula, continuo a ler, sem me importar com qualquer erro ortográfico:
“Como provar, como conseguir, como entender? Creio que palavras, escritas ou ditas, são pouco, não é o necessário; símbolos, cometas ou uma doce melodia. Uma estrela cadente poderia passar por mim, para que eu fizesse o mais simples dos pedidos: sorrisos.
Outra noite eu sonhei com alguns. Uns mais tímidos, outros mais abertos, um simples e um que me pergunto como é possível. Veja, ou melhor, sinta. Eu queria lhe provar apenas uma coisa, eu não preciso de respostas ou um de seus melhores argumentos, só gostaria de lhe provar que ainda não tenho o que existe de mais valioso, aqui, no meu mundo. Será que preciso realmente lhe provar para que eu ganhe minha recompensa eterna? Ele viverá aqui, em minha mente, para o resto dos tempo, enquanto eu respirar, enquanto eu enxergar, enquanto eu puder imaginar. Quanto tempo devo esperar, quantas horas perderei imaginando, como será um sorriso seu?’’
Eu dobro o papel novamente, como ele estava, o coloco dentro do envelope creme e selo com o adesivo que o prendia. Um minuto para assimilar. Um segundo para perceber. Uma vida para entender. Quem me dera saber onde está, queria poder lhe contar. Pego um papel, pequeno pedaço de uma folha branca, com minha grafia redonda e aveludada eu escrevo:
“Quanto tempo devo esperar, quantas horas perderei imaginando, como será que reagiria ao saber que todos os meus sorriso são por saber que você existe, e está em algum lugar, apenas me esperando”
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ele era alto, cabelos muito negros e olhos cor de céu quando chuvoso, mas aquilo era o que menos lhe importava nas pessoas. Para ele, elas são mais que isso, aliás, elas são mais do que qualquer coisa que ele possa entender; ingênuo demais, infantil no bom sentido da palavra, espontâneo e dependente. Eu poderia passar minha vida inteira apenas o observando, sorrir ao vê-lo sorrir por algo tão banal, me intrigar ao vê-lo chorar por algo tão normal.
Criança com a barba mal feita, adulto sem malícia ou ganância. Eu poderia passar todo o meu tempo com ele, apenas observando a forma como seus olhos são vazios e ao mesmo tempo tão curiosos, a forma como sua boca fica semi-aberta enquanto apenas suas sobrancelhas expressam algum tipo de emoção; é como se fosse uma parte de mim materializada, a criança que insisto em esconder.
Eu gostaria de passar um tempo com ele, aprender como faz para deixar erguidos os muros de seu mundo, como não se envergonhar, como conseguir ser ele mesmo em meio à tenta omissão.
Criança com a barba mal feita, adulto sem malícia ou ganância. Eu poderia passar todo o meu tempo com ele, apenas observando a forma como seus olhos são vazios e ao mesmo tempo tão curiosos, a forma como sua boca fica semi-aberta enquanto apenas suas sobrancelhas expressam algum tipo de emoção; é como se fosse uma parte de mim materializada, a criança que insisto em esconder.
Eu gostaria de passar um tempo com ele, aprender como faz para deixar erguidos os muros de seu mundo, como não se envergonhar, como conseguir ser ele mesmo em meio à tenta omissão.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu poderia acordar agora, levantar da cama e fazer o que eu tenho que fazer, mas disse que eu poderia e não que queria. Eu quero aprender a voar, saltar mais alto, correr mais rápido. Olhá-lo nos olhos, ver seu sorriso e o tão rouco de sua voz, eu gostaria de ter a imaginação mais fértil, talvez assim eu criaria um mundo só meu; eu queria ser menos séria, mais inteligente, menos persistente, mais decadente e mesmo assim confidente, mas ai eu desisti quando percebi que querer não é poder.
Eu poderia surtar agora, rolar no chão, comer areia, tomar banho de cachoeira, falar bobeira e escalar uma mangueira. Eu poderia gritar, sussurrar, cantar, agir, parar, seguir, mergulhar; poderia até mesmo pular uma janela baixa e dizer que me machuquei para fugir dos afazeres que me esperam, eu poderia voltar a dormir e parar de pensar, poderia chorar ao invez de sorrir, poderia roubar um carro, cortar meu cabelo, cortar o seu cabelo, ou simplesmente deixar tudo como está. Aliás, deixe estar. Deixe viver, deixe morrer, deixe acontecer.
Eu poderia surtar agora, rolar no chão, comer areia, tomar banho de cachoeira, falar bobeira e escalar uma mangueira. Eu poderia gritar, sussurrar, cantar, agir, parar, seguir, mergulhar; poderia até mesmo pular uma janela baixa e dizer que me machuquei para fugir dos afazeres que me esperam, eu poderia voltar a dormir e parar de pensar, poderia chorar ao invez de sorrir, poderia roubar um carro, cortar meu cabelo, cortar o seu cabelo, ou simplesmente deixar tudo como está. Aliás, deixe estar. Deixe viver, deixe morrer, deixe acontecer.
domingo, 3 de outubro de 2010
A carta dizia assim:
“Sinto muito por ontem, eu perdi a noção, não sabia o que fazer, só estava tentando fugir do inevitável para o momento. Eu lamento por tudo isso, não fui eu que escolhi assim, se eu pudesse estaria ai contigo, do teu lado, te dando o abraço que nunca pude dar. Eu choraria se pudesse, mas você me ensinou a ser forte, mais forte do que eu achava que podia ser, me ensinou a não me exaltar e a respirar fundo, manter sempre o controle.
E agora eu seguro um nó em minha garganta por ter certeza de que nunca vou poder olhar em seus olhos, nunca poderei ouvir sua voz e sua risada em meus ouvidos, sentir suas mãos quentes em minhas mãos frias. Agora estou longe demais, eu queria poder voltar e ter feito o que ensinou, mas eu deixei que me levassem; agora estou alto demais, não pode mais me ver, mas eu estarei acompanhando cada passo seu, nunca deixando de cumprir o que te prometi: Serei seu anjo e nunca vou deixar você cair.”
“Sinto muito por ontem, eu perdi a noção, não sabia o que fazer, só estava tentando fugir do inevitável para o momento. Eu lamento por tudo isso, não fui eu que escolhi assim, se eu pudesse estaria ai contigo, do teu lado, te dando o abraço que nunca pude dar. Eu choraria se pudesse, mas você me ensinou a ser forte, mais forte do que eu achava que podia ser, me ensinou a não me exaltar e a respirar fundo, manter sempre o controle.
E agora eu seguro um nó em minha garganta por ter certeza de que nunca vou poder olhar em seus olhos, nunca poderei ouvir sua voz e sua risada em meus ouvidos, sentir suas mãos quentes em minhas mãos frias. Agora estou longe demais, eu queria poder voltar e ter feito o que ensinou, mas eu deixei que me levassem; agora estou alto demais, não pode mais me ver, mas eu estarei acompanhando cada passo seu, nunca deixando de cumprir o que te prometi: Serei seu anjo e nunca vou deixar você cair.”
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Era mais uma manha calma, Sábado e ela vestia apenas um suéter fino, o cabelo solto, voando e dançando junto com o vento, ela caminhava pela varanda, como fazia todas as manhas, respirando o ar fresco que acaba de ser filtrado pelas lindas e enormes arvores que cercam toda a casa. Era típico, andar até a grande ponte que juntava os dois lados do lago Riley, lentamente andando, com os braços cruzados aproveitando a brisa gelada do dia ainda sem sol.
A ponte de pedra está a alguns passos de distancia e ela diminui o ritmo dos passos. É uma ponte antiga e muito bonita, larga, feita de pedra cor de creme lixada, fria e úmida. Finalmente um de seus pés toca o chão da ponte, ela dando um pouco mais de impulso conforme a ponte se inclina levemente; logo ela chega ao local onde fica todos os dias, o meio da ponte, exatamente o meio da ponte, ela apóia os braços na pedra fria e fica apreciando o dia, até que o sol saia de trás das nuvens e a faça suar.
Respira, inspira, respira, inspira.
Ela olha para sua direita, e vê que lá, distante, no inicio do outro lado do lago alguém vem em sua direção, ela olhou para frente novamente e continuou a admirar o dia que começava a crescer. Passa uma de suas mãos pelo cabelo para que eles desgrudassem do suéter, com os olhos tranqüilos, fixava sua visão ao horizonte, distante.
- Uma bela manhã, não? - uma voz grave soa baixo ao seu lado
Seu coração dispara e ela se assusta, talvez estivesse tão perdida com a vista e seus pensamentos que não vira que a pessoa que caminhava sobre a ponte já estava ao seu lado.
- Sim, uma bela manha. - ela diz tentando disfarçar o susto, sem olhá-lo, nunca se desprendendo do horizonte
Eles ficam calados por um longo tempo, ela não se incomodou com a presença do homem ao seu lado, principalmente se ele continuasse em silêncio como faz agora. As nuvens cada vez mais distantes, e os primeiros raios de sol que escapam das nuvens começam a tocar a água, fazendo com que ela brilhe.
- Percebe como a água não seria tão fascinante sem o sol e que ele não seria tão agradável sem água? É como se fossem amantes, tão distantes, porém se completam da melhor forma possível. - ela diz em um tom sereno, como se falasse para si mesma
- Confesso que já pensei sobre isso, mas não fui capaz de colocar em palavras. - ele disse no mesmo tom, sem olhá-la
Ela suspirou mais uma vez, ficando em silencio. Os primeiros raios de sol chegam até ela, dominando seu braço direito e um lado de seu rosto, em um mínimo movimento ela tira seu suéter e o coloca debaixo de seus braços, segurando para que por acidente ele não caia no lago.
Ela respira fundo pela ultima vez, sorri satisfeita por mais um começo de manha agradável, ela se vira, sem olhar para o homem ao seu lado, acidentalmente seu suéter cai no chão, e antes que ela possa abaixar-se para pegar, o homem o pega.
- Obrigada. - ela disse pegando o suéter sem olhá-lo
- Não se preocupe velha amiga. - ele desse em um tom neutro
O ouvi-lo falar ela olha para cima, na expectativa de olhá-lo. Um segundo é o bastante, ela se levanta completamente e fica reta, imóvel, seus lábios levemente abertos, o homem a sua frente retira o capuz e sorri. Ela o olha ainda sem reação, seus olhos o analisam e sua cabeça é tomada por um flashback rápido demais: “foi há muito tempo, quatro anos talvez, como é possível? Não é real, não pode ser, faz tempo demais.” tudo seguido de um sorriso largo.
- Velho amigo. - ela disse respirando rapidamente
- Quantos anos, não? Mas eu sabia que nos encontraríamos em um lugar melhor, onde o sol poderia nos iluminar, onde poderíamos respirar, onde eu podia ver o quando você é bela e o quanto sentia sua falta nesses quatro anos. - ele falava rápido porem calmamente
- Desde aquela noite no metro. - ela sorriu
A ponte de pedra está a alguns passos de distancia e ela diminui o ritmo dos passos. É uma ponte antiga e muito bonita, larga, feita de pedra cor de creme lixada, fria e úmida. Finalmente um de seus pés toca o chão da ponte, ela dando um pouco mais de impulso conforme a ponte se inclina levemente; logo ela chega ao local onde fica todos os dias, o meio da ponte, exatamente o meio da ponte, ela apóia os braços na pedra fria e fica apreciando o dia, até que o sol saia de trás das nuvens e a faça suar.
Respira, inspira, respira, inspira.
Ela olha para sua direita, e vê que lá, distante, no inicio do outro lado do lago alguém vem em sua direção, ela olhou para frente novamente e continuou a admirar o dia que começava a crescer. Passa uma de suas mãos pelo cabelo para que eles desgrudassem do suéter, com os olhos tranqüilos, fixava sua visão ao horizonte, distante.
- Uma bela manhã, não? - uma voz grave soa baixo ao seu lado
Seu coração dispara e ela se assusta, talvez estivesse tão perdida com a vista e seus pensamentos que não vira que a pessoa que caminhava sobre a ponte já estava ao seu lado.
- Sim, uma bela manha. - ela diz tentando disfarçar o susto, sem olhá-lo, nunca se desprendendo do horizonte
Eles ficam calados por um longo tempo, ela não se incomodou com a presença do homem ao seu lado, principalmente se ele continuasse em silêncio como faz agora. As nuvens cada vez mais distantes, e os primeiros raios de sol que escapam das nuvens começam a tocar a água, fazendo com que ela brilhe.
- Percebe como a água não seria tão fascinante sem o sol e que ele não seria tão agradável sem água? É como se fossem amantes, tão distantes, porém se completam da melhor forma possível. - ela diz em um tom sereno, como se falasse para si mesma
- Confesso que já pensei sobre isso, mas não fui capaz de colocar em palavras. - ele disse no mesmo tom, sem olhá-la
Ela suspirou mais uma vez, ficando em silencio. Os primeiros raios de sol chegam até ela, dominando seu braço direito e um lado de seu rosto, em um mínimo movimento ela tira seu suéter e o coloca debaixo de seus braços, segurando para que por acidente ele não caia no lago.
Ela respira fundo pela ultima vez, sorri satisfeita por mais um começo de manha agradável, ela se vira, sem olhar para o homem ao seu lado, acidentalmente seu suéter cai no chão, e antes que ela possa abaixar-se para pegar, o homem o pega.
- Obrigada. - ela disse pegando o suéter sem olhá-lo
- Não se preocupe velha amiga. - ele desse em um tom neutro
O ouvi-lo falar ela olha para cima, na expectativa de olhá-lo. Um segundo é o bastante, ela se levanta completamente e fica reta, imóvel, seus lábios levemente abertos, o homem a sua frente retira o capuz e sorri. Ela o olha ainda sem reação, seus olhos o analisam e sua cabeça é tomada por um flashback rápido demais: “foi há muito tempo, quatro anos talvez, como é possível? Não é real, não pode ser, faz tempo demais.” tudo seguido de um sorriso largo.
- Velho amigo. - ela disse respirando rapidamente
- Quantos anos, não? Mas eu sabia que nos encontraríamos em um lugar melhor, onde o sol poderia nos iluminar, onde poderíamos respirar, onde eu podia ver o quando você é bela e o quanto sentia sua falta nesses quatro anos. - ele falava rápido porem calmamente
- Desde aquela noite no metro. - ela sorriu
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Não acho que as pessoas pensem no futuro de uma forma saudável. Só pensam em coisas matérias, ter um bom carro, uma casa grande e um emprego que dê para se sustentar bem, ter mordomia. Fazer uma cirurgia plástica para igualar com o de alguém o que tens de único, financiar em mim vezes um relógio de ouro apenas para balançar o braço e exibi-lo para as pessoas que não dão a mínima importância para você.
Mas o que as pessoas não planejam ou sabem, é que quando estivermos em nossos retângulos forrados de um pano branco e coberto de flores, o carro, a casa, o seu PHD em seja lá o que for, não vai com você! Engraçado não? Você se humilha, humilha os outros, desce, sobe, perde e se machuca, apenas para conquistar algo que não levará contigo quando finalmente puder aproveitá-lo!
Penso que devemos nos focar no que está por dentro. Qual a lógica de ser mestre, se não consegue ao menos sorrir? De que vale ser rico, se não pode comprar a felicidade? De que vale ter uma dispensa cheia, se tens o coração vazio? Pessoas. Estranhas criaturas.
Aproveite. Sinta o cheiro da flor mais nova, suba a montanha mais alta, escreva um livro, recorde, guarde, leia, escute. O melhor da vida está nas coisas simples, sorria e faça alguém feliz, abrace e conforte, enxugue a lágrima que escorre, mas antes sinta seu gosto, talvez ela não volte a escorrer. Ser Humano, seja humano, viva para viver, não viva para ser vivo!
Mas o que as pessoas não planejam ou sabem, é que quando estivermos em nossos retângulos forrados de um pano branco e coberto de flores, o carro, a casa, o seu PHD em seja lá o que for, não vai com você! Engraçado não? Você se humilha, humilha os outros, desce, sobe, perde e se machuca, apenas para conquistar algo que não levará contigo quando finalmente puder aproveitá-lo!
Penso que devemos nos focar no que está por dentro. Qual a lógica de ser mestre, se não consegue ao menos sorrir? De que vale ser rico, se não pode comprar a felicidade? De que vale ter uma dispensa cheia, se tens o coração vazio? Pessoas. Estranhas criaturas.
Aproveite. Sinta o cheiro da flor mais nova, suba a montanha mais alta, escreva um livro, recorde, guarde, leia, escute. O melhor da vida está nas coisas simples, sorria e faça alguém feliz, abrace e conforte, enxugue a lágrima que escorre, mas antes sinta seu gosto, talvez ela não volte a escorrer. Ser Humano, seja humano, viva para viver, não viva para ser vivo!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ele está deitado na superfície de uma manhã calma de ventos fortes; a constante mudança de humor transforma o dia em um mar de sorrisos, lágrimas e suspiros de caridade a si mesmo. Caminha por entre as arvores sentindo a brisa, olhando as nuvens tristes no céu, carregadas de lágrimas, que logo cairão sobre ele, o fazendo tremer. Lágrimas quentes de um mundo frio.
Ele está só, o que não significa que está sozinho; ele está sério, o que não significa que está triste; ele está chorando, o que não significa que ele precise chorar. Ele não arrisca por medo de perder, não tenta por medo de fracassar, não ama por medo de machucar e não consegue por medo de persistir.
Pode ser que caia, e tudo o puxe para baixo com uma força maior que ele possa imaginar, e tenha que arriscar a levantar, perdendo a força. Pode ser que tente se mexer e fracasse; pode se que fique lá por tanto tempo que acaba se apaixone por uma linda pedra brilhante, ele vai amá-la, mas um dia sem querer ela pode machucá-lo e ele acabará ficando ali, por medo de persistir a levantar.
Não adianta fugir, mais cedo ou mais tarde vai ter que encarar seus medos, erguer de seus fracassos, ganhar em suas perdas, amar quem lhe machuca, arriscar o que julga perdido. Mas uma coisa eu lhe prometo: se você cair eu estarei lá para te ajudar a levantar.
Ele está só, o que não significa que está sozinho; ele está sério, o que não significa que está triste; ele está chorando, o que não significa que ele precise chorar. Ele não arrisca por medo de perder, não tenta por medo de fracassar, não ama por medo de machucar e não consegue por medo de persistir.
Pode ser que caia, e tudo o puxe para baixo com uma força maior que ele possa imaginar, e tenha que arriscar a levantar, perdendo a força. Pode ser que tente se mexer e fracasse; pode se que fique lá por tanto tempo que acaba se apaixone por uma linda pedra brilhante, ele vai amá-la, mas um dia sem querer ela pode machucá-lo e ele acabará ficando ali, por medo de persistir a levantar.
Não adianta fugir, mais cedo ou mais tarde vai ter que encarar seus medos, erguer de seus fracassos, ganhar em suas perdas, amar quem lhe machuca, arriscar o que julga perdido. Mas uma coisa eu lhe prometo: se você cair eu estarei lá para te ajudar a levantar.
Ausência.
Constante falta de algo oculto, ainda não descoberto pelo qual pensa algumas vezes durante uma ação ou outra, algo que flutua como a pétala de uma pequena flor nova, cheia de duvidas e insegura, tentando descobrir para onde o vento vai levá-la. Idéia fixa de constantes pensamentos embaçados, distantes e destorcidos; não há como ficar mais forte, a idéia é muito vaga e incompleta, incerta demais para que a veja com clareza, verdadeira demais para que a perca e falsa demais para que acredite.
Persistência.
Constante procura da razão de tal ato, tal idéia, questionamento ou pensamento; algo que afunda como uma pedra em um lago calmo e límpido, que pode ser vista descendo, distante, até que leve a mão até o fundo e a puxe novamente para a superfície quando achava que finalmente ela fosse afundar e voltar a ser o que era: apenas idéia. Você segura à pedra com toda a força, até que ela faça marcas sob a pele que a pressiona, e ficarão ali, e nunca vão se fechar a não ser que deixe que a pedra afunde novamente.
Paciência.
Incessante espera, força e compreensão. Tudo parte de um aprendizado quase forçado, que te leva a sonhar com as coisas na qual persiste de uma forma mais positiva e abrangente. Tal qualidade que te eleva ao estágio de quase calma, onde você pode respirar o ar puro que mora ali. Você inspira milhões de partículas de oxigênio regadas pela certeza de que hoje é mais um dia, e que cada vez você fica mais perto.
Constante falta de algo oculto, ainda não descoberto pelo qual pensa algumas vezes durante uma ação ou outra, algo que flutua como a pétala de uma pequena flor nova, cheia de duvidas e insegura, tentando descobrir para onde o vento vai levá-la. Idéia fixa de constantes pensamentos embaçados, distantes e destorcidos; não há como ficar mais forte, a idéia é muito vaga e incompleta, incerta demais para que a veja com clareza, verdadeira demais para que a perca e falsa demais para que acredite.
Persistência.
Constante procura da razão de tal ato, tal idéia, questionamento ou pensamento; algo que afunda como uma pedra em um lago calmo e límpido, que pode ser vista descendo, distante, até que leve a mão até o fundo e a puxe novamente para a superfície quando achava que finalmente ela fosse afundar e voltar a ser o que era: apenas idéia. Você segura à pedra com toda a força, até que ela faça marcas sob a pele que a pressiona, e ficarão ali, e nunca vão se fechar a não ser que deixe que a pedra afunde novamente.
Paciência.
Incessante espera, força e compreensão. Tudo parte de um aprendizado quase forçado, que te leva a sonhar com as coisas na qual persiste de uma forma mais positiva e abrangente. Tal qualidade que te eleva ao estágio de quase calma, onde você pode respirar o ar puro que mora ali. Você inspira milhões de partículas de oxigênio regadas pela certeza de que hoje é mais um dia, e que cada vez você fica mais perto.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Eu já decidi, posso deixar da maneira como foi, tentar fazer da maneira como será e planejar a maneira como está sendo. Posso mergulhar no fogo profundo e imenso, e me queimar nas águas mais geladas, posso beber um copo da mais límpida terra e matar meu calor com um copo de café bem quente. Talvez eu deite sobre uma rocha para descansar.
Na verdade, creio que vou conseguir energia correndo, e depois a gaste dormindo por algumas horas, contando carneirinhos e ouvindo você me cantar uma canção de ninar. Tenho vontade de faze tantas coisas ao mesmo tempo, girar o mundo e correr uma maratona, ou talvez nadar por todos os oceanos, escorregar nas mais altas cachoeiras e tomar dos mais puros chás.
Eu poderia dormir, mas seria um tempo desperdiçado agora. Quero escalar essa montanha, talvez lá em cima esteja à resposta que eu procuro agora; não senhor nada sobre física, muito menos química, procuro algo que nem os mais sábios poderiam ser capazes de explicar, procuro aquilo que não se vê, não se degusta, simplesmente se sente.
Não senhor Já disse que é inexplicável, mas se quiser pode me acompanhar, aprecio sua companhia. Pode ser cansativo, eu posso me machucar, talvez eu pare no meio do caminho, ou eu posso chegar ao topo e simplesmente ver que nada há lá. Senhor, por favor, poderia andar atrás de mim? Não que eu não aprecie sua companhia, a senhor é muito gentil, mas prefiro vê-lo só quando necessário agora, eu agradeço.
Vamos subindo devagar, eu sempre mais acima. Machuco-me algumas vezes, eu tropeço e vejo você: por um segundo penso em descer e parar por aqui, mas me levanto e algo me chama ao topo da montanha, continuo a escalar. Parece que quanto mais me aproximo, mais longe eu fico, pode me explicar, senhor?
Finalmente, o topo. Nada muito diferente do que eu podia apreciar lá embaixo, mas aqui as coisas ficam mais nítidas. Senhor, porque está se afastando? Acompanhe-me, quero que o veja antes de partir. Seguimos em frente, ele está lá no fundo, está vendo? Está sorrindo para mim nesse momento! Vamos andando, mais rápido, quero lhe provar. Tudo bem senhor sonho, o senhor já pode partir agora. A senhora realidade fará questão de me guiar daqui pra frente.
Na verdade, creio que vou conseguir energia correndo, e depois a gaste dormindo por algumas horas, contando carneirinhos e ouvindo você me cantar uma canção de ninar. Tenho vontade de faze tantas coisas ao mesmo tempo, girar o mundo e correr uma maratona, ou talvez nadar por todos os oceanos, escorregar nas mais altas cachoeiras e tomar dos mais puros chás.
Eu poderia dormir, mas seria um tempo desperdiçado agora. Quero escalar essa montanha, talvez lá em cima esteja à resposta que eu procuro agora; não senhor nada sobre física, muito menos química, procuro algo que nem os mais sábios poderiam ser capazes de explicar, procuro aquilo que não se vê, não se degusta, simplesmente se sente.
Não senhor Já disse que é inexplicável, mas se quiser pode me acompanhar, aprecio sua companhia. Pode ser cansativo, eu posso me machucar, talvez eu pare no meio do caminho, ou eu posso chegar ao topo e simplesmente ver que nada há lá. Senhor, por favor, poderia andar atrás de mim? Não que eu não aprecie sua companhia, a senhor é muito gentil, mas prefiro vê-lo só quando necessário agora, eu agradeço.
Vamos subindo devagar, eu sempre mais acima. Machuco-me algumas vezes, eu tropeço e vejo você: por um segundo penso em descer e parar por aqui, mas me levanto e algo me chama ao topo da montanha, continuo a escalar. Parece que quanto mais me aproximo, mais longe eu fico, pode me explicar, senhor?
Finalmente, o topo. Nada muito diferente do que eu podia apreciar lá embaixo, mas aqui as coisas ficam mais nítidas. Senhor, porque está se afastando? Acompanhe-me, quero que o veja antes de partir. Seguimos em frente, ele está lá no fundo, está vendo? Está sorrindo para mim nesse momento! Vamos andando, mais rápido, quero lhe provar. Tudo bem senhor sonho, o senhor já pode partir agora. A senhora realidade fará questão de me guiar daqui pra frente.
sábado, 11 de setembro de 2010
Vamos mergulhar, só que agora em águas mais profundas e escuras, eu prendo a minha respiração. Puxe-me para baixo, o mais fundo que for capaz e quando perceber que não consigo mais respirar me deixe, me deixe lá para que eu aprenda a nadar por mim mesma, que encontre oxigênio de algum lugar, ou simplesmente deixe que me afogue. Você me carregou por muito tempo quando eu estava cansada, tampou meus olhos quando tive medo de olhar, fechou meus ouvidos quando não quis ouvir e me deixou sem voz quando deveria me calar.
Agora é a minha vez, talvez eu não consiga e me perca no meio do caminho enquanto aprendo, mas vou ver o que sempre evitei, ouvir o que sempre fugi, falar o que não devia. Eu poderia gritar, mas eu não tenho mais ar, meus olhos estão fixos, bolhas de ar misturadas em sentimentos, à água fica mais salgada, lágrimas.
Não escuto mais nada, em minha mente pensamentos em branco, me sinto pesada e afundo mais... Fecho meus olhos, tampo meus ouvidos e tranco minha boca. Acelerando batimentos que sempre foram rápidos, desacelerando pensamentos que sempre foram lentos, contradição.
Agora é a minha vez, talvez eu não consiga e me perca no meio do caminho enquanto aprendo, mas vou ver o que sempre evitei, ouvir o que sempre fugi, falar o que não devia. Eu poderia gritar, mas eu não tenho mais ar, meus olhos estão fixos, bolhas de ar misturadas em sentimentos, à água fica mais salgada, lágrimas.
Não escuto mais nada, em minha mente pensamentos em branco, me sinto pesada e afundo mais... Fecho meus olhos, tampo meus ouvidos e tranco minha boca. Acelerando batimentos que sempre foram rápidos, desacelerando pensamentos que sempre foram lentos, contradição.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Lembra-se? Éramos duas crianças tolas. Você achava que amedrontava as pessoas e eu achava que era forte, doce ilusão, o mais incrível disso tudo é que durou por tanto tempo, que no fim achamos que realmente éramos aquilo que sonhávamos ser.
Caminhos diferentes, destinos diferentes, personalidades diferentes, pessoas diferentes. Eu te encontrei, ou simplesmente fiquei esperando, parada, até que você me encontrasse; você ouviu quando eu te chamei? Nem ao menos sabia o seu nome, mas eu sabia que estava vindo pra me salvar. Finalmente você chegou, e não demorou muito para perceber que era eu quem você tanto procurava, eu sorri. O sonho morreu, passamos a viver a realidade; a mais bela realidade, onde tudo se baseava em palavras lindas, versos de amor e parágrafos de felicidade. Eu era o fogo e você a minha chama, você era um oceano de imensidão azul e eu era o sol que te fazia brilhar mais do que qualquer outro. Palavras eram um mero detalhe, e eu nem precisava olhar em seus olhos para saber o que sentia.
Vivíamos a sós em um mundo de imensidão. Onde havia eu e você, versos e melodias, palavras e sorrisos, olhares e suspiros. Agora eu chego à parte contraditória: somos tão diferentes dos demais que acordamos de nossa realidade para voltar a viver o sonho, a realidade é dificil demais? Talvez. Mas a realidade acabou e você não está em meus sonhos, Se eu quiser te ver eu tenho que abrir os olhos; não posso mais te sentir, suas palavras soam como uma mera lembrança de uma realidade errada, tudo volta ao normal, te chamo de olhos abertos sem perceber. Você não é mais um sonho, é a minha realidade, mas agora eu vivo um sonho.
Pode voltar para onde veio, pode voltar para longe. Vamos voltar à estaca zero, você tem uma nova máscara e eu um novo caminho, voltamos a sonhar! Não se esqueça: eles devem sentir medo. Prometo não me esquecer que sou forte... Pare de estragar tudo! Não me tire do meu sonho! Caminhos diferentes, destinos diferentes, personalidades diferentes, pessoas diferentes. Eu te encontrei, ou simplesmente fiquei esperando, parada, até que você me encontrasse; você ouviu quando eu te chamei? Nem ao menos sabia o seu nome, mas eu sabia que estava vindo pra me salvar. Finalmente você chegou, e não demorou muito para perceber que era eu quem você tanto procurava, eu sorri. O sonho morreu, passamos a viver a realidade; a mais bela realidade, onde tudo se baseava em palavras lindas, versos de amor e parágrafos de felicidade. Eu era o fogo e você a minha chama, você era um oceano de imensidão azul e eu era o sol que te fazia brilhar mais do que qualquer outro. Palavras eram um mero detalhe, e eu nem precisava olhar em seus olhos para saber o que sentia.
Vivíamos a sós em um mundo de imensidão. Onde havia eu e você, versos e melodias, palavras e sorrisos, olhares e suspiros. Agora eu chego à parte contraditória: somos tão diferentes dos demais que acordamos de nossa realidade para voltar a viver o sonho, a realidade é dificil demais? Talvez. Mas a realidade acabou e você não está em meus sonhos, Se eu quiser te ver eu tenho que abrir os olhos; não posso mais te sentir, suas palavras soam como uma mera lembrança de uma realidade errada, tudo volta ao normal, te chamo de olhos abertos sem perceber. Você não é mais um sonho, é a minha realidade, mas agora eu vivo um sonho.Eu preciso sonhar, sonhar mais até poder mergulhar na sombra escura que me embaça a visão; lá eu só vejo a mim mesma, lá eu sou forte, lá não há lembranças, lá você não existe.
Deixe-me sonhar, sonhar que você não existe, e que tudo o que tínhamos realmente se foi. Não me puxe de volta, me deixe sonhar. Você finge que eu fui um erro, e eu finjo que você nunca existiu. Segue em frente, eu sou uma lembrança, sou o sonho que você esqueceu ao acordar, sou a palavra que você corrigiu, sou a realidade que insiste em querer viver.
Eu não via nada, não enxergava o que estava a minha volta. Estava de olhos vendados, mas sabia que era dia, pois os raios de sol entravam por de baixo do pano preto que me impedia de ver, deixando minha visão alaranjada. Ele andava perto de mim, eu escutava o barulho da grama amassando quando ele pisava, e eu podia sentir sua energia perto de mim.Eu me sentia um pouco insegura por não poder ver onde eu estava, mas tinha que ter confiança. Em um movimento repentino ele segurou uma de minhas mãos e deu um impulso para que eu andasse, eu segui seus passos no escuro, confiando que ele me guiaria para que eu não me machucasse.
Ele parou e sem dizer uma palavra se quer ele passou um de seus dedos sobre meu rosto, fazendo um contorno pela lateral, depois sobre meus lábios e em seguida suspirou. Eu pude sentir a respiração perto do meu rosto, assim percebendo que ele estava perto de mais.
Involuntariamente eu dei um passo para trás e pude sentir que ele sorriu, consegui ouvir o leve som de seus lábios se abrindo, seguido de um shiado divertido. Ele deu um passo para frente e pude senti-lo perto novamente, dessa vez fiquei parada.

Passei minha mão sobre a maça de seu rosto, depois um dedo em seu lábio inferior, elevei a minha mão até o seu cabelo, eles eram lisos e não muito curtos, eu tirei minha mão e grudei ao lado do meu corpo novamente. Respirei fundo, não queria sorrir, mas nesse momento era inevitável.
Ele segurou minhas duas mãos, entrelaçou nossos dedos e eu sentia que ele estava sorrindo. Eu queria tirar aquela venda e olhá-lo, ou pelo menos ver a forma como ele me olhava; eu tirei uma de minhas mãos das dele e fui em direção a venda que me cegava, mas ele foi mais rápido e segurou a minha mão novamente. Pude sentir que ele riu baixo, docemente.
Eu sorri em resposta e pude sentir que ele se aproximava mais, até chegar próximo o bastante para dizer algo em meus ouvidos: “ - Procurei você por tanto tempo, agora que eu achei não vou te perder.” Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele me abraçou forte, mais forte do que qualquer abraço que já havia recebido, percebi que não precisava falar, agora eu só precisava sentir e enxergar.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A neve era gelada demais, muito mais do que o normal, talvez porque eu já estivesse fria muito antes de vir parar aqui ou simplesmente eu tinha sido fria minha vida toda.
Eu estava sozinha deitada na neve, quem sabe do dia mais frio da estação, e eu vestia só uma calça jeans, um suéter de lã e minhas botas de neve até um pouco a baixo do joelho. Eu estava tão calma, tão serena, parecia que estaca lá por livre e espontânea a vontade, talvez eu estivesse entrando em estado de hipotermia, resolvi aceitar meu próprio diagnóstico e continuar lá, calada.
A luz quente do sol me invade e eu quase suspiro ao me sentir levemente aquecida pelos raios finos que se escondem atrás das nuvens, eu me enterro mais na neve me debatendo um pouco, a neve cobre um de meus braços, um novo arrepio me invade e logo some deixando os pelos dos meus braços arrepiados.Eu estava sozinha deitada na neve, quem sabe do dia mais frio da estação, e eu vestia só uma calça jeans, um suéter de lã e minhas botas de neve até um pouco a baixo do joelho. Eu estava tão calma, tão serena, parecia que estaca lá por livre e espontânea a vontade, talvez eu estivesse entrando em estado de hipotermia, resolvi aceitar meu próprio diagnóstico e continuar lá, calada.
Distração. Penso na lista de compras que deixei sobre a mesa da cozinha ontem pela manhã: café, pão light, yogurt, espinafre e as barras de cereal que eu tanto gostava. Coisas que nunca serão compradas, muito menos consumidas.
Meus livros e DVDs, na estante de madeira antiga e corroída pelo tempo e a umidade da cabana. Todos em ordem alfabética, mas Adam insistia em desorganizá-los quase todos os dias. Lembrara-me do DVD que assistiríamos hoje à noite assim que ele chegasse da cidade, ele viria com um sorriso infantil no rosto e com uma pizza gigante nas mãos; adorávamos fazer isso, eram sempre assim, todas as sextas-feiras. O DVD voltaria para a estante, e nunca o assistiríamos.
Debati-me novamente na neve, fazendo com que ela cobrisse uma das minhas pernas; descobri que ficava inquieta quando não estava perdida em pensamentos. Um pouco de sombra, eu sorri em agradecimento ao sol, porque por mais fracos que fossem, agora eles incomodavam os meus olhos. Eu fechei os olhos tentando deixar que os pensamentos me invadissem novamente.
Analisava a situação com calma, da mesma maneira que analisava a borra de café no fundo da caneca todas as manhãs. Não era tão ruim pensando assim, era tudo até que ‘bom de mais’: a paisagem gelada, porém a mais bela que já tinha visto em todos esses meus longos anos de vida, os raios de sol me aqueciam o suficiente para que eu conseguisse pensar e esquecer o frio, e as luzes das estrelas logo apareceriam para que eu pudesse apreciar.
Não havia o que fazer, pelo menos enquanto eu estivesse sozinha. Eu me virei de lado como costumava fazer em minha cama, eu estava bem, mas um nó em minha garganta surgiu quando percebi que Adam não estava ao meu lado.
Eu estava leve, fui perdoada e paguei por todos os meus pecados, eu ficaria ali deitada até alguém me encontrar, talvez ninguém nunca me encontraria e eu me deixaria levar quando à hora chegar. Faltava uma parte de mim, meu coração, mas ele estava a salvo, estava com Adam e eu sabia que ele cuidará bem do meu coração, como sempre fez.
Deixei a escuridão contraditória do dia me puxar, talvez eu estivesse indo. Agoniada pela dor da saudade e da não despedida. Mas tomada pela alegria mansa que a paz eterna finalmente poderia me conceder.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
"Ano 3000, a raça humana luta contra si mesma. Regride anos de racionalidade e volta a lutar com as próprias mãos em busca de sobrevivencia. A escuridão toma conta, nenhuma tecnologia resiste ao tempo e agora seguem uma nova filosofia: Os mais fortes sobrevivem."
Seus olhos eram vazios, sem brilho ou expressão alguma. Ele olhava fixamente para a parede atrás de mim, com a cabeça levemente inclinada para o lado e com um sorriso meio torto no rosto. Eu retribuía o olhar, talvez por medo de que se o perdesse aconteceria alguma coisa comigo, nada ali estava normal, absolutamente nada.
De repente ele deu um passo para a frente, lentamente, ainda com o olhar fixo e a cabeça inclinada; seus passos foram aumentando de intensidade, fazendo o chão de madeira antiga ranger. Em um impulso automático dou um passo para trás, ele para e inclina a cabeça para o outro lado, como quem me analisa.
Ele correu até mim e parou a centímetros do meu rosto, em uma ação imediata eu parei de respirar e irrigeci o meu corpo, tentando me mover o mínimo possível; ele pendeu a cabeça para o outro lado, a boca um pouco aberta, respirando devagar sem sorrir. Ele me analisava com os olhos bem abertos, como se eu fosse muito diferente dele.
Ele levanta uma mão e passa sobre o meu rosto, o sujando do sangue velho que resta em suas mãos, ele continua me analisando. Não diz nada, não demonstra nenhuma emoção, a não ser na curiosidade que agora surge em seus olhos, nada mais. Eu dou um passo para trás e automaticamente ele repete o meu movimento, eu levanto o meu braço direito e mais uma vez ele repete o movimento com pouco tempo de diferença.
Eu olho para o lado e vejo a aproximadamente três metes de distancia dos meus pés uma faca, eu olho novamente para ele que continua me analisando com curiosidade. Com receio fecho os olhos, implorando baixo para que ele também feche. Bem sucedida, abro os olhos e ele está lá parado de olhos fechados, eu corro sem pensar em direção a faca e me agacho no chão para pegá-la, a seguro forte com as duas mãos, e quando olho para frente ele está lá, novamente em minha frente.
Em um impulso sem pensar, levanto a faca no ar e o atinjo na região da barriga. Sua expressão muda e ele leva as duas mãos para o lugar de onde agora sai um sangue novo, ele me olha com uma expressão assustada, e leva uma de suas mãos as costas. Eu não pensei na lógica, ainda éramos humanos, regredidos, porém humanos. Estávamos usando basicamente a lei de ação e reação, eu fiz a ação e agora tinha que aguentar a reação.
sábado, 4 de setembro de 2010
Era uma noite fria, eu poderia ir andando até em casa, seria um bom e longo momento para eu pensar em tudo o que tinha feito nos últimos dias, mas era tarde demais, talvez eu devesse pegar o metro, era mais seguro. A estação estava quase vazia, havia poucas pessoas e os se via os seguranças mandando os moradores de rua saírem dos bancos; particularmente acho que deviam deixá-los passar a noite ali, estava muito frio lá fora.
Não demorou muito já estava no vagão, havia eu e mais duas pessoas, creio que uma delas dormia com a cabeça apoiada no vidro. Eu sentei e joguei minha bolsa no banco ao meu lado, fechei os olhos, suspirei e apoiei minha cabeça no apoio do banco.
De repente um tranco forte me empurrou para frente e eu segurei minha bolsa para que ela não caísse no chão, eu olhei para o lado e o homem que dormia antes, continuava dormindo agora, talvez ele estivesse sobre efeito de alguma coisa, era impossível ele não ter acordado. Só depois de alguns segundos percebi que estávamos parados, o metro havia parado; imediatamente o pânico me invadiu, eu me encolhi no canto abraçando a minha bolsa, rezava para que voltássemos a andar o mais rápido possível. Logo coisas horríveis começaram a se passar em minha cabeça.

A porta que divide os vagões se abriu lentamente e eu me encolhi mais e tentei manter a calma. Eram pensamentos sem o menor fundamento e completamente infantis e impossíveis, eu não sabia nem como controlar meus próprios pensamentos, eu devo estar realmente mal.
De lá saiu um homem, alto, de cabelos escuros e não muito curtos. Ele anda lentamente sem olhar para mim, vai até a porta e se apóia nela; com uma expressão séria ele olha para o chão, e descruza e cruza os braços várias vezes, como se estivesse intediado. Pelo o que parece ficaremos presos aqui por algum tempo, eu começo a me acalmar, mas logo penso no porque o maquinista não deu nenhum aviso pelo rádio do metro, ou porque ele não veio até nós, tento fechar minha mente, pensar vazio.
Eu cubro meu rosto com as mãos e me encolho mais, sem querer deixo um gemido de angustia escapar de meus lábios, eu olho para o homem parado na porta, ele parece sorrir, ou talvez - mais provávelmente - segurando uma risada.
Ele continua segurando a risada e olha para baixo antes de dar um impulso com o corpo e vir em minha direção.
Ele para e me olha, eu tento fingir que estou bem e lentamente me arrumo no acento do banco ainda abraçando a minha bolsa, eu olho para baixo.
- Posso me sentar aqui com você? ele diz apontando para o banco.
- Pode” eu respondo sem olha-lo.
- Você me parece um pouco assustada, não quer conversar? Talvez isso te distraia... - ele disse olhando para mim com cautela
Eu quase sorri enquanto olhava para o chão. Era muita bondade da parte dele se preocupar com alguém que não conhece, eu pessoalmente não faria o que ele estava fazendo, aliás, acho que 90% da população mundial não faria, já que hoje ninguém pensa em ninguém, só em si mesmo e nada mais.
- Obrigada por tentar. - eu olhei para ele sem sorrir - Mas eu creio que conversar só piore a situação, já que sem duvidas vai tocar no assunto “porque será que estamos parados?” e isso me perturbaria mais, se já me perturba os meus pensamentos imagina se juntar com os seus, que creio que são diferentes, ou seja, duas ideias girando em minha mente não é uma boa coisa no momento.
Ele me olhou com uma sobrancelha levantada: - Bom, na verdade eu ia perguntar o porque está no metro esse hora da noite, e espero que não me ache indelicado.
- Estou voltando da biblioteca, perdi a hora enquanto fazia algumas pesquisas, não sou muito adepta da tecnologia, acho Internet um atraso intelectual, sem falar que livros são bem mais confiáveis. - eu respondi rápido e depois dei uma pausa
Essa não era eu, eu não dava papo assim tão facilmente para um estranho, mas eu me sentia a vontade perto daquele estranho; eu poderia cortar a conversa, mas ela estava realmente me fazendo bem, por um minuto esqueci das ideias em minha mente que antes me atormentavam.
- Hmm, muito interessante. - ele me analisou por um segundo - Você me é familiar, eu não me lembro exatamente de onde a conheço, eu posso estar enganado, mas é como se lhe conhecesse a muito tempo. Sinto muito se isso parece uma cantada, mas não é. - ele sorriu envergonhado - Não que eu não te cantaria! Mas é que não quero dar essa impressão tosca... Ér.
Eu ri baixo e brevemente. Eu o olhei diretamente nos olhos pela primeira vez, e percebi que eu também tinha aquela sensação, talvez por isso que me sentia tão a vontade em contar sobre mim, havia alguma coisa ali, uma ligação.
De repente, com um novo tranco, o metro começou a andar novamente e eu soltei um suspiro de alivio involuntário. Ele me olhou e sorrio docemente, como se se sentisse aliviado por mim. Eu olhei para o chão e novamente para ele.
- Não interpretei como uma cantada, já que sinto que lhe conheço de algum lugar também, é estranho, por não me recordo de nada a seu respeito.
- Também não me recordo, mas é algo muito forte. - ele desviou o olhar - Enfim, está é minha estação, preciso ir, minha avó deve estar preocupada, estou hospedado na casa dela, e ela disse que se eu não chegasse até as 2:30 ela chamaria a policia, - ele riu baixo
- Oh, - eu ri brevemente - Tenha uma boa noite.
clichê para qualquer uma, acho que pareceria para mim mesma se eu não me sentisse tão intima daquele estranho. Eu sorri um pouco envergonhada. Ele deu um passo para trás e sorriu mais.
- Espero um dia poder revê-la. Tenha uma boa noite. - ele foi saindo do metro
Eu o vi partir e a porta se fechar rapidamente. Um aperto no coração, estranho, eu não deveria sentir aquilo, mas não pude controlar. Foi pouco tempo, e eu demorei a entender que deveria aproveita-lo, e agora eu lamento por isso. Espero realmente que possamos nos ver novamente, logo.
Não demorou muito já estava no vagão, havia eu e mais duas pessoas, creio que uma delas dormia com a cabeça apoiada no vidro. Eu sentei e joguei minha bolsa no banco ao meu lado, fechei os olhos, suspirei e apoiei minha cabeça no apoio do banco.
De repente um tranco forte me empurrou para frente e eu segurei minha bolsa para que ela não caísse no chão, eu olhei para o lado e o homem que dormia antes, continuava dormindo agora, talvez ele estivesse sobre efeito de alguma coisa, era impossível ele não ter acordado. Só depois de alguns segundos percebi que estávamos parados, o metro havia parado; imediatamente o pânico me invadiu, eu me encolhi no canto abraçando a minha bolsa, rezava para que voltássemos a andar o mais rápido possível. Logo coisas horríveis começaram a se passar em minha cabeça.

A porta que divide os vagões se abriu lentamente e eu me encolhi mais e tentei manter a calma. Eram pensamentos sem o menor fundamento e completamente infantis e impossíveis, eu não sabia nem como controlar meus próprios pensamentos, eu devo estar realmente mal.
De lá saiu um homem, alto, de cabelos escuros e não muito curtos. Ele anda lentamente sem olhar para mim, vai até a porta e se apóia nela; com uma expressão séria ele olha para o chão, e descruza e cruza os braços várias vezes, como se estivesse intediado. Pelo o que parece ficaremos presos aqui por algum tempo, eu começo a me acalmar, mas logo penso no porque o maquinista não deu nenhum aviso pelo rádio do metro, ou porque ele não veio até nós, tento fechar minha mente, pensar vazio.
Eu cubro meu rosto com as mãos e me encolho mais, sem querer deixo um gemido de angustia escapar de meus lábios, eu olho para o homem parado na porta, ele parece sorrir, ou talvez - mais provávelmente - segurando uma risada.
Ele continua segurando a risada e olha para baixo antes de dar um impulso com o corpo e vir em minha direção.

- Posso me sentar aqui com você? ele diz apontando para o banco.
- Pode” eu respondo sem olha-lo.
- Você me parece um pouco assustada, não quer conversar? Talvez isso te distraia... - ele disse olhando para mim com cautela
Eu quase sorri enquanto olhava para o chão. Era muita bondade da parte dele se preocupar com alguém que não conhece, eu pessoalmente não faria o que ele estava fazendo, aliás, acho que 90% da população mundial não faria, já que hoje ninguém pensa em ninguém, só em si mesmo e nada mais.
- Obrigada por tentar. - eu olhei para ele sem sorrir - Mas eu creio que conversar só piore a situação, já que sem duvidas vai tocar no assunto “porque será que estamos parados?” e isso me perturbaria mais, se já me perturba os meus pensamentos imagina se juntar com os seus, que creio que são diferentes, ou seja, duas ideias girando em minha mente não é uma boa coisa no momento.
Ele me olhou com uma sobrancelha levantada: - Bom, na verdade eu ia perguntar o porque está no metro esse hora da noite, e espero que não me ache indelicado.
- Estou voltando da biblioteca, perdi a hora enquanto fazia algumas pesquisas, não sou muito adepta da tecnologia, acho Internet um atraso intelectual, sem falar que livros são bem mais confiáveis. - eu respondi rápido e depois dei uma pausa
Essa não era eu, eu não dava papo assim tão facilmente para um estranho, mas eu me sentia a vontade perto daquele estranho; eu poderia cortar a conversa, mas ela estava realmente me fazendo bem, por um minuto esqueci das ideias em minha mente que antes me atormentavam.
- Hmm, muito interessante. - ele me analisou por um segundo - Você me é familiar, eu não me lembro exatamente de onde a conheço, eu posso estar enganado, mas é como se lhe conhecesse a muito tempo. Sinto muito se isso parece uma cantada, mas não é. - ele sorriu envergonhado - Não que eu não te cantaria! Mas é que não quero dar essa impressão tosca... Ér.
Eu ri baixo e brevemente. Eu o olhei diretamente nos olhos pela primeira vez, e percebi que eu também tinha aquela sensação, talvez por isso que me sentia tão a vontade em contar sobre mim, havia alguma coisa ali, uma ligação.
De repente, com um novo tranco, o metro começou a andar novamente e eu soltei um suspiro de alivio involuntário. Ele me olhou e sorrio docemente, como se se sentisse aliviado por mim. Eu olhei para o chão e novamente para ele.
- Não interpretei como uma cantada, já que sinto que lhe conheço de algum lugar também, é estranho, por não me recordo de nada a seu respeito.
- Também não me recordo, mas é algo muito forte. - ele desviou o olhar - Enfim, está é minha estação, preciso ir, minha avó deve estar preocupada, estou hospedado na casa dela, e ela disse que se eu não chegasse até as 2:30 ela chamaria a policia, - ele riu baixo
- Oh, - eu ri brevemente - Tenha uma boa noite.
clichê para qualquer uma, acho que pareceria para mim mesma se eu não me sentisse tão intima daquele estranho. Eu sorri um pouco envergonhada. Ele deu um passo para trás e sorriu mais.
- Espero um dia poder revê-la. Tenha uma boa noite. - ele foi saindo do metro
Eu o vi partir e a porta se fechar rapidamente. Um aperto no coração, estranho, eu não deveria sentir aquilo, mas não pude controlar. Foi pouco tempo, e eu demorei a entender que deveria aproveita-lo, e agora eu lamento por isso. Espero realmente que possamos nos ver novamente, logo.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Tento entender o porquê, o porquê de ter nascido para ser perdida. Passar dias procurando o caminho, a solução, e quando acho que realmente encontrei ela se vira, e me mostra que não é a solução e sim mais uma opção; perco-me novamente.
Eu simplesmente cominho sem rumo, procurando algum lugar para descansar quando minha cabeça está mais pesada que todo o resto do meu corpo. Dormir é a única solução que havia, até que os caminhos começaram a se abrir em meus sonhos; mais caminhos, caminho duplicados, triplicados, quadriplicados e eu parada, ameaçando correr para um e no final corro para o que pretendia nunca fugir.
Fugir, sim, essa sim é uma palavra adequada para expressar meu maior desejo no momento. Correr, correr e não me mover um centímetro em direção a um caminho imaginário que não existe mais, que eu criei só para poder piorar as coisas. Luz no fim, não no fim do túnel, mas uma luz no fim do caminho, espero um dia poder aproveitar de seu calor, de seu brilho e de sua calma.
Eu simplesmente cominho sem rumo, procurando algum lugar para descansar quando minha cabeça está mais pesada que todo o resto do meu corpo. Dormir é a única solução que havia, até que os caminhos começaram a se abrir em meus sonhos; mais caminhos, caminho duplicados, triplicados, quadriplicados e eu parada, ameaçando correr para um e no final corro para o que pretendia nunca fugir.
Fugir, sim, essa sim é uma palavra adequada para expressar meu maior desejo no momento. Correr, correr e não me mover um centímetro em direção a um caminho imaginário que não existe mais, que eu criei só para poder piorar as coisas. Luz no fim, não no fim do túnel, mas uma luz no fim do caminho, espero um dia poder aproveitar de seu calor, de seu brilho e de sua calma.
“Bem, eu não sei exatamente como começar. Eu poderia ir direto ao ponto e dizer logo porque estou aqui, mas não sou capaz de expressar tal sentimento em palavras ou pelo menos qualquer coisa que você possa entender. Na verdade não sei nem porque estou fazendo isso, me parece um pouco inconseqüente e precipitado, mas igualmente relaxante e necessário.
Bem... Eu não sei o que aconteceu comigo na semana passada; talvez aqueles dois drinks tenham me deixado um pouco alterada e eu não pensei em meus atos, mas sinto que tudo o que eu disse foi realmente verdade. Você pode analisar de um ponto de vista diferente, talvez possa achar que eu esteja ficando louca, mas se realmente há um problema, esse problema sem duvidas é comigo.
Olha, pode apagar, não precisa continuar, talvez eu só esteja fazendo isso porque está preso em mim, e ninguém melhor do que o próprio motivo para me libertar desse aperto. Pode ignorar, aliás, nem comece a tentar entender. Veja pelo lado bom... Agora tem motivos, talvez agora possa me odiar com razão. Sei que não cumpri minha promessa, eu sei, estou ciente que perdi toda a minha razão, mas pense bem... Se isso realmente tiver um lado bom... Mas veja, agora tem um motivo para rir de mim.
Noite passada me perdi em pensamentos de novo, e acho que imagina onde todos eles foram parar, mas me serviu de algo: as horas passaram bem rapidamente enquanto um flashback se passava pela minha mente.
A indiferente não me importa agora, o descaso também não, muito menos a ignorância e o rancor. Eu precisava fazer isso, percebo agora; eu estou ligando para dizer que ainda...’’
Uma vez suave e calma disse pausadamente com um português invejável: “ - Limite de tempo da caixa postal atingido, fim da ligação.” Eu lamentei, mas talvez eu tivesse que parar exatamente ai, antes de me sentenciar ao novo começo.
Bem... Eu não sei o que aconteceu comigo na semana passada; talvez aqueles dois drinks tenham me deixado um pouco alterada e eu não pensei em meus atos, mas sinto que tudo o que eu disse foi realmente verdade. Você pode analisar de um ponto de vista diferente, talvez possa achar que eu esteja ficando louca, mas se realmente há um problema, esse problema sem duvidas é comigo.
Olha, pode apagar, não precisa continuar, talvez eu só esteja fazendo isso porque está preso em mim, e ninguém melhor do que o próprio motivo para me libertar desse aperto. Pode ignorar, aliás, nem comece a tentar entender. Veja pelo lado bom... Agora tem motivos, talvez agora possa me odiar com razão. Sei que não cumpri minha promessa, eu sei, estou ciente que perdi toda a minha razão, mas pense bem... Se isso realmente tiver um lado bom... Mas veja, agora tem um motivo para rir de mim.
Noite passada me perdi em pensamentos de novo, e acho que imagina onde todos eles foram parar, mas me serviu de algo: as horas passaram bem rapidamente enquanto um flashback se passava pela minha mente.
A indiferente não me importa agora, o descaso também não, muito menos a ignorância e o rancor. Eu precisava fazer isso, percebo agora; eu estou ligando para dizer que ainda...’’
Uma vez suave e calma disse pausadamente com um português invejável: “ - Limite de tempo da caixa postal atingido, fim da ligação.” Eu lamentei, mas talvez eu tivesse que parar exatamente ai, antes de me sentenciar ao novo começo.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Não temo mais nada, nada pode me fazer sentir medo. Correndo ou andando, rápido ou devagar, nem a escuridão me assustava mais, nem o mais forte brilho me deixava vulnerável; não é porque não enxergo que não sinto, não é porque não sinto que não enxergo.
Ela não me conhece e eu não pretendo conhecê-la tão cedo, já que dizem ser tão má e impiedosa. Não sentirei dor, não sentirei agonia, não sentirei nada do que me ela quer que eu sinta. Sem medo, sem dor, ilogicamente lógico, sigo assim.
Vão todos pra sempre juntos, andando juntos nada será capas de nos derrotar, e se por acaso nos cansarmos, cada um segue o seu destino, pode ser que voltemos a nos ver, mas correremos o risco de isso não ser verdade, porque eu não temo mais nada, posso seguir sozinha. Do seu lado, nunca a sua frente. Somos como um só, nem melhores e nem piores que ninguém, simplesmente somos nós, caminhando e não temendo nada. Eu não temo, você não teme.
Venha conosco, não pense no “se”, pense que temos certeza, caminhe conosco, não olhe para trás, seguiremos por mais um milênio todo, e depois podemos descansar debaixo de uma alta árvore.
Ela não me conhece e eu não pretendo conhecê-la tão cedo, já que dizem ser tão má e impiedosa. Não sentirei dor, não sentirei agonia, não sentirei nada do que me ela quer que eu sinta. Sem medo, sem dor, ilogicamente lógico, sigo assim.
Vão todos pra sempre juntos, andando juntos nada será capas de nos derrotar, e se por acaso nos cansarmos, cada um segue o seu destino, pode ser que voltemos a nos ver, mas correremos o risco de isso não ser verdade, porque eu não temo mais nada, posso seguir sozinha. Do seu lado, nunca a sua frente. Somos como um só, nem melhores e nem piores que ninguém, simplesmente somos nós, caminhando e não temendo nada. Eu não temo, você não teme.
Venha conosco, não pense no “se”, pense que temos certeza, caminhe conosco, não olhe para trás, seguiremos por mais um milênio todo, e depois podemos descansar debaixo de uma alta árvore.
Não consigo segurar a minha respiração. Na xícara um pouco de chá que o vento que entra pela janela fez esfriar rapidamente enquanto pensava e me esquecia dele. Na TV pessoas que fingem ter alguma opinião, alienação e lavagem cerebral que eles preferem chamar de ‘propaganda’. No rádio uma bela melodia que me faz sorrir, mas talvez amanhã me faça chorar.
Talvez fosse a hora de sair, mas cada vez mais isso me puxa para perto, eu tenho que ficar aqui, a não ser que queira perder tudo o que andei procurando há dias. Caindo de sono, caindo de algum lugar, caindo em uma gargalhada, caindo em lágrimas, ou simplesmente caindo. Doce melodia que me leva para fora de meus próprios pensamentos, é como se eu pudesse ouvir pensamentos alheios, aqueles pensamentos não podiam ser meus.
Doce melodia me fez sentir e ter fé. Ela era calma demais, mas me agitava de uma forma que nem o mais gritante ‘metal’ poderia conseguir, eu balançava a cabeça e um dos meus pés no ritmo devagar. Minha mente poderia viajar o mundo inteiro em um segundo, sem ao menos me mover, eu sentia que era capaz de fazer o que nunca pude. Doce melodia se cessou, procurei, mas não podia mais ouvi-la. Alguém a porta. Eu poderia ignorar, e sair para procurar a doce melodia, até que pude ouvi-la novamente. A porta se abre lentamente, sem que eu ao menos levante de onde estou e caminhe até lá, a porta se abre mais e mais, e a melodia vai ficando cada vez mais audível. Sentia-me mais poderosa do que qualquer pessoa do mundo, eu podia ver a doce melodia agora.
Doce melodia me olhava, nunca deixando de cantar, doce melodia podia me abraçar, doce melodia podia me ouvir também. Doce melodia se transformou em doce palavra, doce melodia se transformou em doce sorriso. Doce melodia se transformou em meu doce vicio, meu doce vicio se transformou em meu doce amor. Ele era calmo, e nunca precisávamos de palavras, apenas de mais uma doce melodia.
Talvez pareça que tudo está perdido. Mas olha em volta, você tem tudo, só está de olhos fechados; acostumado com a escuridão se esconde a sua própria verdade e cria outra de olhos fechados que tem medo de perder quando abertos. Mas já é de manha e você ainda pensa na noite passada, vamos mudar, pense no futuro, no que fará amanha, em que roupa usará e quanto mostrará os dentes em seu próprio sorriso.
Deixe a luz entrar, saia um pouco da escuridão, a deixeela entrar e abra os olhos para admirá-La. E você verá o quanto ela pode te fazer diferente, o quanto ela pode te fazer brilhar e o quanto mais fácil as coisas ficarão.
Ontem foi só mais um erro de muitos, não fique ai no escuro escondido, já passou e a luz pode te consolar, não seja tímido, pessa a ela, ela vai te fazer bem. Deixe a luz entrar e te fazer melhor, ela vai levar tudo o que tem de ruim embora e te deixará leve o bastante para flutuar.
Pode voltar se quiser, eu sei o quanto se sente confortável nessa escuridão, não pode enxerar seus próprios erros, é como se não os tivesse cometido, não é? Mas quando puder enxerga-los vai ter a chances de concertá-los. Tem medo? Ela vai te mostrar exatamente o que fazer;
Luz, ilumine, aqueça e conforte. Pobre criatura da escuridão. Ele merece sorrir, merece viver, merece enxergar, entre e mude tudo. Mostre o que é o amor, mostre o que é um carinho, mostre os diferentes sons de risadas, mostre a essa pobre criatura que ela pode viver e enxergar sem se preocupar.
Deixe a luz entrar, saia um pouco da escuridão, a deixeela entrar e abra os olhos para admirá-La. E você verá o quanto ela pode te fazer diferente, o quanto ela pode te fazer brilhar e o quanto mais fácil as coisas ficarão.
Ontem foi só mais um erro de muitos, não fique ai no escuro escondido, já passou e a luz pode te consolar, não seja tímido, pessa a ela, ela vai te fazer bem. Deixe a luz entrar e te fazer melhor, ela vai levar tudo o que tem de ruim embora e te deixará leve o bastante para flutuar.
Pode voltar se quiser, eu sei o quanto se sente confortável nessa escuridão, não pode enxerar seus próprios erros, é como se não os tivesse cometido, não é? Mas quando puder enxerga-los vai ter a chances de concertá-los. Tem medo? Ela vai te mostrar exatamente o que fazer;
Luz, ilumine, aqueça e conforte. Pobre criatura da escuridão. Ele merece sorrir, merece viver, merece enxergar, entre e mude tudo. Mostre o que é o amor, mostre o que é um carinho, mostre os diferentes sons de risadas, mostre a essa pobre criatura que ela pode viver e enxergar sem se preocupar.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Eu andava lentamente por onde ninguém ousava pisar, batimentos lentos de um coração bagunçado, respiração acelerada de músculos cansados. Eu caminhava sem olhar para os lados, olhava para frente procurando o que ninguém ousava ver. Olhar fixo de olhos brilhantes, lágrimas quentes de alguém confiante. Eu procurava o que ninguém ousava achar, mente agitada, raciocino de alguém que pensa.
Brilho intenso, calor suportável em contraste com a brisa fresca e o barulho do mar, talvez eu pudesse descansar, mas temia que alguém achasse antes que eu pudesse provar sua existência. Continue caminhando em direção oposta ao vento, não seja previsível, seja incompatível.
Eu desistia exatamente onde qualquer outro teria desistido. Orgulho corrompido, mais um dia desperdiçado como outro qualquer. Alma ferida, arrependimento preso em um nó na garganta, pensamentos a mil e uma nova motivação.
Eu sigo em frente, cega pelo meu objetivo. Eu fui procurar o desconhecido, fui procurar o que para os outros não existia, fui provar a existência de algo imaginário. Muitos tropeços, quedas e ferimentos, o caminho não é simples, mas aprendo com ele a cada obstáculo.
Mais perto, eu preciso de você mais perto, eu sei que você existe, só está escondida. Eu poderia correr, mas estou certa que deixaria alguma coisa passar em vão; ando, com toda a minha calma, não tenho pressa, ao contrário dos outros eu sei que ela está lá, está lá me esperando. Pode demorar, mas eu não vou desistir de achá-la. Eu sigo, sigo cega, sigo focada, sigo cansada, porém motiva, eu sigo ao encontro da felicidade.
Brilho intenso, calor suportável em contraste com a brisa fresca e o barulho do mar, talvez eu pudesse descansar, mas temia que alguém achasse antes que eu pudesse provar sua existência. Continue caminhando em direção oposta ao vento, não seja previsível, seja incompatível.
Eu desistia exatamente onde qualquer outro teria desistido. Orgulho corrompido, mais um dia desperdiçado como outro qualquer. Alma ferida, arrependimento preso em um nó na garganta, pensamentos a mil e uma nova motivação.
Eu sigo em frente, cega pelo meu objetivo. Eu fui procurar o desconhecido, fui procurar o que para os outros não existia, fui provar a existência de algo imaginário. Muitos tropeços, quedas e ferimentos, o caminho não é simples, mas aprendo com ele a cada obstáculo.
Mais perto, eu preciso de você mais perto, eu sei que você existe, só está escondida. Eu poderia correr, mas estou certa que deixaria alguma coisa passar em vão; ando, com toda a minha calma, não tenho pressa, ao contrário dos outros eu sei que ela está lá, está lá me esperando. Pode demorar, mas eu não vou desistir de achá-la. Eu sigo, sigo cega, sigo focada, sigo cansada, porém motiva, eu sigo ao encontro da felicidade.
O dia está escuro, mas algo ainda brilha, brilha mais que o sol. Estamos a milhas de distancia, mas posso ver, consigo enxergar cada detalhe. Luz distante me aqueça, me proteja, eu preciso de você agora e sempre. Eu estou longe de casa, não posso ver nada a não ser você, luz brilhante. Luz distante me guie, me indique o caminho, me dê uma solução. Mais brilhante que qualquer estrela, tão iluminada que ofusca meus olhos, radiante como o mais puro cristal.
Porque tens que estar tão distante de mim? Porque não posso te tocar? Correr não é a solução. Luz distante me de um dica, me diga como posso ser como você, quero brilhar. Luz distante chegue mais perto, quero que me cegue e me leve com você, você me parece tão feliz.
Talvez eu deva ficar aqui e simplesmente te admirar, perder meus dias procurando palavras adequadas para lhe descrever; Oh luz distante! prometa nunca me deixar. Devo a você meus sorrisos, minhas conquistas, devo a você quem sou, devo a você meus acertos. Agradeço por poder enxergar, agradeço por existir.
WTF?
Porque tens que estar tão distante de mim? Porque não posso te tocar? Correr não é a solução. Luz distante me de um dica, me diga como posso ser como você, quero brilhar. Luz distante chegue mais perto, quero que me cegue e me leve com você, você me parece tão feliz.
Talvez eu deva ficar aqui e simplesmente te admirar, perder meus dias procurando palavras adequadas para lhe descrever; Oh luz distante! prometa nunca me deixar. Devo a você meus sorrisos, minhas conquistas, devo a você quem sou, devo a você meus acertos. Agradeço por poder enxergar, agradeço por existir.
WTF?
domingo, 22 de agosto de 2010
Eu caminhei muito até encontrar. Eu perdi a minha fé, perdi o meu caminho e perdi a minha razão, até que tudo pudesse clarear novamente. Eu andei por lugares que me machucaram, lugares que me fizeram refletir, tudo isso até chegar onde mais quero.
Enfrentei ventos fortes, poderosas tempestades, o sol escaldante do verão e as noites mais escuras. Escalei montanhas, desci corredeiras; cortei-me no espinho da rosa mais bela e vermelha, bebi água límpida da fonte, tropecei em uma pedra e descansei sobre a sombra de uma grande arvore. Comi do fruto mais saboroso, me aqueci no fogo mais quente e admirei a estrela mais brilhante enquanto sentia a brisa mais fresca. Quebrei a rocha mais resistente, me abriguei sob a caverna mais profunda, assisti ao mais lindo por do sol e ao mais incrível eclipse.
Tudo isso simplesmente para dizer que vivi, vivo e viverei eternamente da maneira mais intensa, mais profunda e mais reconfortante. Tudo isso para dizer que cresci, cresci e não perdi nada, cresci e senti tudo de mais fantástico que me podia ser oferecido. Passei a vida, senti a dor, sentia a alegria, senti saudades e fiz companhia, tudo isso parar poder dizer que vivi, e agora, finalmente posso descansar em paz.
Enfrentei ventos fortes, poderosas tempestades, o sol escaldante do verão e as noites mais escuras. Escalei montanhas, desci corredeiras; cortei-me no espinho da rosa mais bela e vermelha, bebi água límpida da fonte, tropecei em uma pedra e descansei sobre a sombra de uma grande arvore. Comi do fruto mais saboroso, me aqueci no fogo mais quente e admirei a estrela mais brilhante enquanto sentia a brisa mais fresca. Quebrei a rocha mais resistente, me abriguei sob a caverna mais profunda, assisti ao mais lindo por do sol e ao mais incrível eclipse.
Tudo isso simplesmente para dizer que vivi, vivo e viverei eternamente da maneira mais intensa, mais profunda e mais reconfortante. Tudo isso para dizer que cresci, cresci e não perdi nada, cresci e senti tudo de mais fantástico que me podia ser oferecido. Passei a vida, senti a dor, sentia a alegria, senti saudades e fiz companhia, tudo isso parar poder dizer que vivi, e agora, finalmente posso descansar em paz.
Pegue tudo, pele logo enquanto tem tempo. Tudo o que você derrubou no chão depois do ultimo desentendimento, pegue tudo o que quebrou quando me deixou pra traz, pegue tudo o que é seu e ainda está dentro de mim. Quando terminar entre na fila. Sim, vai ter que esperar, há muitas pessoas na sua frente, todos aqueles que pegaram um pouco de mim estão na fila. Quem é o próximo? Quem é o próximo a me julga e me colocar pra baixo, quem é o próximo que vai tirar algo de mim e fugir para longe, quem é o próximo que vai mentir?A fila anda depressa, eu não me canso nunca de errar, é uma rotina. Andem logo, tenho pressa, amanha é um novo dia e quero que a fila diminua, preciso descansar logo. Agora é a sua vez, o que vai fazer hoje? Pode me ignorar e me poupar às palavras, apenas devolva as minhas coisas, espere pelo amanha e entre na fila novamente com novas coisas roubadas de mim; seu sorriso me impressiona, andou praticando o cinismo.

A fila está cada vez maior e eu me pergunto: será que o problema é comigo? Porque me doar tanto às pessoas se elas vão me devolver tudo aos pedaços e de má vontade? Finalmente! Enxerguei, me afastei do que me cegava, matei o que me calava e desisti do que me impedia de pensar. Livre novamente! Saiam todos da fila, ela não tem mais um objetivo. Agora é hora do objeto se divertir! Corram! Corram para seus esconderijos, a fila acabou e um novo começo se iniciou.
Não, não temam. Não sou como vocês, seguirei com indiferença e quem quiser saber onde vou chegar apenas me siga, me siga em silencio, pois para onde vou, palavras são desnecessárias, sons são opcionais, olhares são indispensáveis e os pensamentos são racionais.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Oh! Olha só, o batom está todo borrado! Eu poderia avisá-la, mas seria muita bondade da minha parte; eu apenas assistirei a tragédia que se iniciaria com o toque da primeira nota e o primeiro passo em direção ao altar. - “Bela cerimônia! ’’ disse a madrinha fingindo empolgação com um sorriso falso, mergulhado em inveja e ódio. - “sim, só lamento pelo noivo, mal sabe que sua amada é uma vadia. ’’
Oh! Olha só, pobre noivo. Ele sorri como uma criança quando ganha um brinquedo novo, eu poderia sentir dó, mas seria muita bondade da minha parte; eu apenas assistiria a tragédia que se iniciaria com toque da ultima nota e o ultimo passo em direção ao altar.
Ela caminha lentamente, solitária em direção ao seu suposto amado. Sorri como uma vadia drogada, e é tão estúpida que não repara que todos ali estão a observando com nojo, desprezos ou malicia. A um metro do altar, ela continua sorrindo, mas o pobre noivo tem uma nova expressão em seu rosto: uma mistura de nojo e tristeza.
Ela se aproxima, e ao envez de beijar-lhe a mão, ele lhe dá um tapa no rosto. Os sussurros e risadas ecoar livremente pela igreja enquanto o padre, chocado, se ajoelha e pede perdão pelo adultério da noiva. Pergunto-me quem pode ser; o melhor amigo ou o padrinho, não me admira se for o zelador. Oh! Estourem a champanhe! Isso está sendo mais divertido do que o imaginado.
Ele tira a flor que está no bolso de seu paletó, cospe com frieza, a joga no chão e pisa sobre a pobre rosa, que paga pelo mau caráter da noiva. Todos que assistem se sentam para ver o show, eu ainda espero pelo brinde dos noivos, mas é tarde demais, o noivo já se foi, e a noiva está aos prantos, de joelhos em frente ao altar, segurando seu rosto nas mãos.
“O caos está em suas mãos“, uma voz baixa sussurra em minha mente. Eu sorrio e me levanto, indo em direção a porta faço uma reverencia a imagem santa pendurada sobre a porta principal da igreja: “ - Perdoe meus pecados, amém”, digo saindo da igreja.
Oh! Olha só, pobre noivo. Ele sorri como uma criança quando ganha um brinquedo novo, eu poderia sentir dó, mas seria muita bondade da minha parte; eu apenas assistiria a tragédia que se iniciaria com toque da ultima nota e o ultimo passo em direção ao altar.
Ela caminha lentamente, solitária em direção ao seu suposto amado. Sorri como uma vadia drogada, e é tão estúpida que não repara que todos ali estão a observando com nojo, desprezos ou malicia. A um metro do altar, ela continua sorrindo, mas o pobre noivo tem uma nova expressão em seu rosto: uma mistura de nojo e tristeza.
Ela se aproxima, e ao envez de beijar-lhe a mão, ele lhe dá um tapa no rosto. Os sussurros e risadas ecoar livremente pela igreja enquanto o padre, chocado, se ajoelha e pede perdão pelo adultério da noiva. Pergunto-me quem pode ser; o melhor amigo ou o padrinho, não me admira se for o zelador. Oh! Estourem a champanhe! Isso está sendo mais divertido do que o imaginado.
Ele tira a flor que está no bolso de seu paletó, cospe com frieza, a joga no chão e pisa sobre a pobre rosa, que paga pelo mau caráter da noiva. Todos que assistem se sentam para ver o show, eu ainda espero pelo brinde dos noivos, mas é tarde demais, o noivo já se foi, e a noiva está aos prantos, de joelhos em frente ao altar, segurando seu rosto nas mãos.
“O caos está em suas mãos“, uma voz baixa sussurra em minha mente. Eu sorrio e me levanto, indo em direção a porta faço uma reverencia a imagem santa pendurada sobre a porta principal da igreja: “ - Perdoe meus pecados, amém”, digo saindo da igreja.
Eu gosto da maneira como ele se movimenta, como me toca como me faz sentir um arrepio dos pés a cabeça. Eu gosto quando está quente, e me faz suar; mas quando está frio me deixa leve, faz com que eu me sinta aconchegada. Eu gosto de como ele faz com que eu me sinta, gosto quando ele bagunça meu cabelo, isso me faz sorrir, gosto quando ele me faz tremer. Gosto da maneira como ele muda de intensidade tão repentinamente, da maneira como ele some, e logo volta, fazendo com que eu sinta outro arrepio.
Gosto como ele me diverte, como rouba minhas coisas, como me faz dançar, gosto de seu cheiro. Gosto do movimento que faz com minhas roupas e das vezes que me fez sentir como se estivesse voando; ele é tão calmo, ele é tão forte, ele não existe, ele persiste, ele é o vento.
Gosto como ele me diverte, como rouba minhas coisas, como me faz dançar, gosto de seu cheiro. Gosto do movimento que faz com minhas roupas e das vezes que me fez sentir como se estivesse voando; ele é tão calmo, ele é tão forte, ele não existe, ele persiste, ele é o vento.
É tudo uma questão de aprendizado, eu te ensino, você aprende e vice-versa. Não queremos nada de mais, só nos deixe caminhar, juntos e solitários no vácuo de um caminho sem fim no qual não tememos mais. Segure a minha mão, forte, para que quando precisarmos correr eu não te perca no escuro.
Não precisamos de palavras, não. Elas são desnecessárias quando podemos sorrir, cale-se e deixe que seu sorriso e seu olhar falem por ti enquanto sonha, flutua. Não olhe para mim, não gaste tempo, posso ler seus pensamentos com mais facilidade do que imaginava, posso sentir o que sente sem ao menos te tocar, posso ver o que vê sem ao menos abrir os olhos.
Não, não solte a minha mão, ainda não estou pronta parar seguir sozinha, não me deixe aqui no escuro; não te enxergo, te procuro em vão enquanto um profundo suspiro de alivio me invade. Porque sentir alivio se não posso te ver, não posso te sentir, porque sentir alivio se me deixa sozinha antes que possa seguir? Um segundo de desespero terminado pela certeza de sua volta, “Nunca vou te deixar”, sua voz ecoa em minha mente.
Por mais brilhante que me pareça eu não teria o mesmo prêmio, por mais certo que me pareça, eu não teria o mesmo fim. Por pior que a escuridão pareça, ela não é má, a escuridão é uma simples misturar de cores apagadas, a simplicidade de transformar o complicado em fácil e os seus erros em conseqüências.
Me perco em pensamentos e me esqueço de seguir em frente. Dando passos longos e com segurança, como se não caminhaçe no escuro, sigo seus pensamentos que me invadem e me fazem andar cada vez mais rápido, logo me pego correndo.
Foi você, que me levantou quando cai, que me fez sorrir quando estava a chorar, que me curou quando estava machucada e que me guiou quando não podia enxergar. Sempre foi você o tempo todo, cumprindo sua promessa de nunca me deixar.
Não precisamos de palavras, não. Elas são desnecessárias quando podemos sorrir, cale-se e deixe que seu sorriso e seu olhar falem por ti enquanto sonha, flutua. Não olhe para mim, não gaste tempo, posso ler seus pensamentos com mais facilidade do que imaginava, posso sentir o que sente sem ao menos te tocar, posso ver o que vê sem ao menos abrir os olhos.
Não, não solte a minha mão, ainda não estou pronta parar seguir sozinha, não me deixe aqui no escuro; não te enxergo, te procuro em vão enquanto um profundo suspiro de alivio me invade. Porque sentir alivio se não posso te ver, não posso te sentir, porque sentir alivio se me deixa sozinha antes que possa seguir? Um segundo de desespero terminado pela certeza de sua volta, “Nunca vou te deixar”, sua voz ecoa em minha mente.
Sigo em direção a escuridão total, sem enxergar sei exatamente onde ir; continue me puxando por seus pensamentos, continue, não deixe que me perca. A escuridão me invade, me fazendo sentir medo, mas sua voz nunca deixa de ecoar; se pudesse voaria para fora desse labirinto escuro, voaria para onde posso enxergar, ai deitaria, e a luz poderia me invadir, me fazendo flutuar.
Por mais brilhante que me pareça eu não teria o mesmo prêmio, por mais certo que me pareça, eu não teria o mesmo fim. Por pior que a escuridão pareça, ela não é má, a escuridão é uma simples misturar de cores apagadas, a simplicidade de transformar o complicado em fácil e os seus erros em conseqüências.
Me perco em pensamentos e me esqueço de seguir em frente. Dando passos longos e com segurança, como se não caminhaçe no escuro, sigo seus pensamentos que me invadem e me fazem andar cada vez mais rápido, logo me pego correndo.
Eu corro, cada vez mais rápido, seus pensamentos são fortes demais. Até que eu caio no chão, seus pensamentos somem e o medo do escuro me invade. Me encolho abraçando meus joelhos, sinto que não sou capaz de levantar, nunca mais. Lágrimas quentes escorrem pelo meu rosto gelado, a brisa escura fica a minha volta, ela me protege, o que me deixa mais calma. Seus pensamentos voltam, eu abro olhos e sinto que posso flutuar; me levanto do chão rapidamente, como se algo me puxasse pra cima com pressa. Volto a correr, e parece que algo continua a me puxar, seguimos correndo para fora da escuridão, logo sou capaz de ver.
Foi você, que me levantou quando cai, que me fez sorrir quando estava a chorar, que me curou quando estava machucada e que me guiou quando não podia enxergar. Sempre foi você o tempo todo, cumprindo sua promessa de nunca me deixar.
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