terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eu andava lentamente por onde ninguém ousava pisar, batimentos lentos de um coração bagunçado, respiração acelerada de músculos cansados. Eu caminhava sem olhar para os lados, olhava para frente procurando o que ninguém ousava ver. Olhar fixo de olhos brilhantes, lágrimas quentes de alguém confiante. Eu procurava o que ninguém ousava achar, mente agitada, raciocino de alguém que pensa.
Brilho intenso, calor suportável em contraste com a brisa fresca e o barulho do mar, talvez eu pudesse descansar, mas temia que alguém achasse antes que eu pudesse provar sua existência. Continue caminhando em direção oposta ao vento, não seja previsível, seja incompatível.
Eu desistia exatamente onde qualquer outro teria desistido. Orgulho corrompido, mais um dia desperdiçado como outro qualquer. Alma ferida, arrependimento preso em um nó na garganta, pensamentos a mil e uma nova motivação.
Eu sigo em frente, cega pelo meu objetivo. Eu fui procurar o desconhecido, fui procurar o que para os outros não existia, fui provar a existência de algo imaginário. Muitos tropeços, quedas e ferimentos, o caminho não é simples, mas aprendo com ele a cada obstáculo.
Mais perto, eu preciso de você mais perto, eu sei que você existe, só está escondida. Eu poderia correr, mas estou certa que deixaria alguma coisa passar em vão; ando, com toda a minha calma, não tenho pressa, ao contrário dos outros eu sei que ela está lá, está lá me esperando. Pode demorar, mas eu não vou desistir de achá-la. Eu sigo, sigo cega, sigo focada, sigo cansada, porém motiva, eu sigo ao encontro da felicidade.

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