sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ele está deitado na superfície de uma manhã calma de ventos fortes; a constante mudança de humor transforma o dia em um mar de sorrisos, lágrimas e suspiros de caridade a si mesmo. Caminha por entre as arvores sentindo a brisa, olhando as nuvens tristes no céu, carregadas de lágrimas, que logo cairão sobre ele, o fazendo tremer. Lágrimas quentes de um mundo frio.
Ele está só, o que não significa que está sozinho; ele está sério, o que não significa que está triste; ele está chorando, o que não significa que ele precise chorar. Ele não arrisca por medo de perder, não tenta por medo de fracassar, não ama por medo de machucar e não consegue por medo de persistir.



Pode ser que caia, e tudo o puxe para baixo com uma força maior que ele possa imaginar, e tenha que arriscar a levantar, perdendo a força. Pode ser que tente se mexer e fracasse; pode se que fique lá por tanto tempo que acaba se apaixone por uma linda pedra brilhante, ele vai amá-la, mas um dia sem querer ela pode machucá-lo e ele acabará ficando ali, por medo de persistir a levantar.
Não adianta fugir, mais cedo ou mais tarde vai ter que encarar seus medos, erguer de seus fracassos, ganhar em suas perdas, amar quem lhe machuca, arriscar o que julga perdido. Mas uma coisa eu lhe prometo: se você cair eu estarei lá para te ajudar a levantar.

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