segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eu poderia acordar agora, levantar da cama e fazer o que eu tenho que fazer, mas disse que eu poderia e não que queria. Eu quero aprender a voar, saltar mais alto, correr mais rápido. Olhá-lo nos olhos, ver seu sorriso e o tão rouco de sua voz, eu gostaria de ter a imaginação mais fértil, talvez assim eu criaria um mundo só meu; eu queria ser menos séria, mais inteligente, menos persistente, mais decadente e mesmo assim confidente, mas ai eu desisti quando percebi que querer não é poder.
Eu poderia surtar agora, rolar no chão, comer areia, tomar banho de cachoeira, falar bobeira e escalar uma mangueira. Eu poderia gritar, sussurrar, cantar, agir, parar, seguir, mergulhar; poderia até mesmo pular uma janela baixa e dizer que me machuquei para fugir dos afazeres que me esperam, eu poderia voltar a dormir e parar de pensar, poderia chorar ao invez de sorrir, poderia roubar um carro, cortar meu cabelo, cortar o seu cabelo, ou simplesmente deixar tudo como está. Aliás, deixe estar. Deixe viver, deixe morrer, deixe acontecer.


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