Ele era alto, cabelos muito negros e olhos cor de céu quando chuvoso, mas aquilo era o que menos lhe importava nas pessoas. Para ele, elas são mais que isso, aliás, elas são mais do que qualquer coisa que ele possa entender; ingênuo demais, infantil no bom sentido da palavra, espontâneo e dependente. Eu poderia passar minha vida inteira apenas o observando, sorrir ao vê-lo sorrir por algo tão banal, me intrigar ao vê-lo chorar por algo tão normal.
Criança com a barba mal feita, adulto sem malícia ou ganância. Eu poderia passar todo o meu tempo com ele, apenas observando a forma como seus olhos são vazios e ao mesmo tempo tão curiosos, a forma como sua boca fica semi-aberta enquanto apenas suas sobrancelhas expressam algum tipo de emoção; é como se fosse uma parte de mim materializada, a criança que insisto em esconder.
Eu gostaria de passar um tempo com ele, aprender como faz para deixar erguidos os muros de seu mundo, como não se envergonhar, como conseguir ser ele mesmo em meio à tenta omissão.
Oi, Marcella... tudo bom?
ResponderExcluirMuuito bom o seu blog, suas idéias, seu bom gosto e sensibilidade. Parabéns pelo trabalho.
Estou te seguindo.
Beijos no coração,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)