Não acho que as pessoas pensem no futuro de uma forma saudável. Só pensam em coisas matérias, ter um bom carro, uma casa grande e um emprego que dê para se sustentar bem, ter mordomia. Fazer uma cirurgia plástica para igualar com o de alguém o que tens de único, financiar em mim vezes um relógio de ouro apenas para balançar o braço e exibi-lo para as pessoas que não dão a mínima importância para você.
Mas o que as pessoas não planejam ou sabem, é que quando estivermos em nossos retângulos forrados de um pano branco e coberto de flores, o carro, a casa, o seu PHD em seja lá o que for, não vai com você! Engraçado não? Você se humilha, humilha os outros, desce, sobe, perde e se machuca, apenas para conquistar algo que não levará contigo quando finalmente puder aproveitá-lo!
Penso que devemos nos focar no que está por dentro. Qual a lógica de ser mestre, se não consegue ao menos sorrir? De que vale ser rico, se não pode comprar a felicidade? De que vale ter uma dispensa cheia, se tens o coração vazio? Pessoas. Estranhas criaturas.
Aproveite. Sinta o cheiro da flor mais nova, suba a montanha mais alta, escreva um livro, recorde, guarde, leia, escute. O melhor da vida está nas coisas simples, sorria e faça alguém feliz, abrace e conforte, enxugue a lágrima que escorre, mas antes sinta seu gosto, talvez ela não volte a escorrer. Ser Humano, seja humano, viva para viver, não viva para ser vivo!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Ele está deitado na superfície de uma manhã calma de ventos fortes; a constante mudança de humor transforma o dia em um mar de sorrisos, lágrimas e suspiros de caridade a si mesmo. Caminha por entre as arvores sentindo a brisa, olhando as nuvens tristes no céu, carregadas de lágrimas, que logo cairão sobre ele, o fazendo tremer. Lágrimas quentes de um mundo frio.
Ele está só, o que não significa que está sozinho; ele está sério, o que não significa que está triste; ele está chorando, o que não significa que ele precise chorar. Ele não arrisca por medo de perder, não tenta por medo de fracassar, não ama por medo de machucar e não consegue por medo de persistir.
Pode ser que caia, e tudo o puxe para baixo com uma força maior que ele possa imaginar, e tenha que arriscar a levantar, perdendo a força. Pode ser que tente se mexer e fracasse; pode se que fique lá por tanto tempo que acaba se apaixone por uma linda pedra brilhante, ele vai amá-la, mas um dia sem querer ela pode machucá-lo e ele acabará ficando ali, por medo de persistir a levantar.
Não adianta fugir, mais cedo ou mais tarde vai ter que encarar seus medos, erguer de seus fracassos, ganhar em suas perdas, amar quem lhe machuca, arriscar o que julga perdido. Mas uma coisa eu lhe prometo: se você cair eu estarei lá para te ajudar a levantar.
Ele está só, o que não significa que está sozinho; ele está sério, o que não significa que está triste; ele está chorando, o que não significa que ele precise chorar. Ele não arrisca por medo de perder, não tenta por medo de fracassar, não ama por medo de machucar e não consegue por medo de persistir.
Pode ser que caia, e tudo o puxe para baixo com uma força maior que ele possa imaginar, e tenha que arriscar a levantar, perdendo a força. Pode ser que tente se mexer e fracasse; pode se que fique lá por tanto tempo que acaba se apaixone por uma linda pedra brilhante, ele vai amá-la, mas um dia sem querer ela pode machucá-lo e ele acabará ficando ali, por medo de persistir a levantar.
Não adianta fugir, mais cedo ou mais tarde vai ter que encarar seus medos, erguer de seus fracassos, ganhar em suas perdas, amar quem lhe machuca, arriscar o que julga perdido. Mas uma coisa eu lhe prometo: se você cair eu estarei lá para te ajudar a levantar.
Ausência.
Constante falta de algo oculto, ainda não descoberto pelo qual pensa algumas vezes durante uma ação ou outra, algo que flutua como a pétala de uma pequena flor nova, cheia de duvidas e insegura, tentando descobrir para onde o vento vai levá-la. Idéia fixa de constantes pensamentos embaçados, distantes e destorcidos; não há como ficar mais forte, a idéia é muito vaga e incompleta, incerta demais para que a veja com clareza, verdadeira demais para que a perca e falsa demais para que acredite.
Persistência.
Constante procura da razão de tal ato, tal idéia, questionamento ou pensamento; algo que afunda como uma pedra em um lago calmo e límpido, que pode ser vista descendo, distante, até que leve a mão até o fundo e a puxe novamente para a superfície quando achava que finalmente ela fosse afundar e voltar a ser o que era: apenas idéia. Você segura à pedra com toda a força, até que ela faça marcas sob a pele que a pressiona, e ficarão ali, e nunca vão se fechar a não ser que deixe que a pedra afunde novamente.
Paciência.
Incessante espera, força e compreensão. Tudo parte de um aprendizado quase forçado, que te leva a sonhar com as coisas na qual persiste de uma forma mais positiva e abrangente. Tal qualidade que te eleva ao estágio de quase calma, onde você pode respirar o ar puro que mora ali. Você inspira milhões de partículas de oxigênio regadas pela certeza de que hoje é mais um dia, e que cada vez você fica mais perto.
Constante falta de algo oculto, ainda não descoberto pelo qual pensa algumas vezes durante uma ação ou outra, algo que flutua como a pétala de uma pequena flor nova, cheia de duvidas e insegura, tentando descobrir para onde o vento vai levá-la. Idéia fixa de constantes pensamentos embaçados, distantes e destorcidos; não há como ficar mais forte, a idéia é muito vaga e incompleta, incerta demais para que a veja com clareza, verdadeira demais para que a perca e falsa demais para que acredite.
Persistência.
Constante procura da razão de tal ato, tal idéia, questionamento ou pensamento; algo que afunda como uma pedra em um lago calmo e límpido, que pode ser vista descendo, distante, até que leve a mão até o fundo e a puxe novamente para a superfície quando achava que finalmente ela fosse afundar e voltar a ser o que era: apenas idéia. Você segura à pedra com toda a força, até que ela faça marcas sob a pele que a pressiona, e ficarão ali, e nunca vão se fechar a não ser que deixe que a pedra afunde novamente.
Paciência.
Incessante espera, força e compreensão. Tudo parte de um aprendizado quase forçado, que te leva a sonhar com as coisas na qual persiste de uma forma mais positiva e abrangente. Tal qualidade que te eleva ao estágio de quase calma, onde você pode respirar o ar puro que mora ali. Você inspira milhões de partículas de oxigênio regadas pela certeza de que hoje é mais um dia, e que cada vez você fica mais perto.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Eu já decidi, posso deixar da maneira como foi, tentar fazer da maneira como será e planejar a maneira como está sendo. Posso mergulhar no fogo profundo e imenso, e me queimar nas águas mais geladas, posso beber um copo da mais límpida terra e matar meu calor com um copo de café bem quente. Talvez eu deite sobre uma rocha para descansar.
Na verdade, creio que vou conseguir energia correndo, e depois a gaste dormindo por algumas horas, contando carneirinhos e ouvindo você me cantar uma canção de ninar. Tenho vontade de faze tantas coisas ao mesmo tempo, girar o mundo e correr uma maratona, ou talvez nadar por todos os oceanos, escorregar nas mais altas cachoeiras e tomar dos mais puros chás.
Eu poderia dormir, mas seria um tempo desperdiçado agora. Quero escalar essa montanha, talvez lá em cima esteja à resposta que eu procuro agora; não senhor nada sobre física, muito menos química, procuro algo que nem os mais sábios poderiam ser capazes de explicar, procuro aquilo que não se vê, não se degusta, simplesmente se sente.
Não senhor Já disse que é inexplicável, mas se quiser pode me acompanhar, aprecio sua companhia. Pode ser cansativo, eu posso me machucar, talvez eu pare no meio do caminho, ou eu posso chegar ao topo e simplesmente ver que nada há lá. Senhor, por favor, poderia andar atrás de mim? Não que eu não aprecie sua companhia, a senhor é muito gentil, mas prefiro vê-lo só quando necessário agora, eu agradeço.
Vamos subindo devagar, eu sempre mais acima. Machuco-me algumas vezes, eu tropeço e vejo você: por um segundo penso em descer e parar por aqui, mas me levanto e algo me chama ao topo da montanha, continuo a escalar. Parece que quanto mais me aproximo, mais longe eu fico, pode me explicar, senhor?
Finalmente, o topo. Nada muito diferente do que eu podia apreciar lá embaixo, mas aqui as coisas ficam mais nítidas. Senhor, porque está se afastando? Acompanhe-me, quero que o veja antes de partir. Seguimos em frente, ele está lá no fundo, está vendo? Está sorrindo para mim nesse momento! Vamos andando, mais rápido, quero lhe provar. Tudo bem senhor sonho, o senhor já pode partir agora. A senhora realidade fará questão de me guiar daqui pra frente.
Na verdade, creio que vou conseguir energia correndo, e depois a gaste dormindo por algumas horas, contando carneirinhos e ouvindo você me cantar uma canção de ninar. Tenho vontade de faze tantas coisas ao mesmo tempo, girar o mundo e correr uma maratona, ou talvez nadar por todos os oceanos, escorregar nas mais altas cachoeiras e tomar dos mais puros chás.
Eu poderia dormir, mas seria um tempo desperdiçado agora. Quero escalar essa montanha, talvez lá em cima esteja à resposta que eu procuro agora; não senhor nada sobre física, muito menos química, procuro algo que nem os mais sábios poderiam ser capazes de explicar, procuro aquilo que não se vê, não se degusta, simplesmente se sente.
Não senhor Já disse que é inexplicável, mas se quiser pode me acompanhar, aprecio sua companhia. Pode ser cansativo, eu posso me machucar, talvez eu pare no meio do caminho, ou eu posso chegar ao topo e simplesmente ver que nada há lá. Senhor, por favor, poderia andar atrás de mim? Não que eu não aprecie sua companhia, a senhor é muito gentil, mas prefiro vê-lo só quando necessário agora, eu agradeço.
Vamos subindo devagar, eu sempre mais acima. Machuco-me algumas vezes, eu tropeço e vejo você: por um segundo penso em descer e parar por aqui, mas me levanto e algo me chama ao topo da montanha, continuo a escalar. Parece que quanto mais me aproximo, mais longe eu fico, pode me explicar, senhor?
Finalmente, o topo. Nada muito diferente do que eu podia apreciar lá embaixo, mas aqui as coisas ficam mais nítidas. Senhor, porque está se afastando? Acompanhe-me, quero que o veja antes de partir. Seguimos em frente, ele está lá no fundo, está vendo? Está sorrindo para mim nesse momento! Vamos andando, mais rápido, quero lhe provar. Tudo bem senhor sonho, o senhor já pode partir agora. A senhora realidade fará questão de me guiar daqui pra frente.
sábado, 11 de setembro de 2010
Vamos mergulhar, só que agora em águas mais profundas e escuras, eu prendo a minha respiração. Puxe-me para baixo, o mais fundo que for capaz e quando perceber que não consigo mais respirar me deixe, me deixe lá para que eu aprenda a nadar por mim mesma, que encontre oxigênio de algum lugar, ou simplesmente deixe que me afogue. Você me carregou por muito tempo quando eu estava cansada, tampou meus olhos quando tive medo de olhar, fechou meus ouvidos quando não quis ouvir e me deixou sem voz quando deveria me calar.
Agora é a minha vez, talvez eu não consiga e me perca no meio do caminho enquanto aprendo, mas vou ver o que sempre evitei, ouvir o que sempre fugi, falar o que não devia. Eu poderia gritar, mas eu não tenho mais ar, meus olhos estão fixos, bolhas de ar misturadas em sentimentos, à água fica mais salgada, lágrimas.
Não escuto mais nada, em minha mente pensamentos em branco, me sinto pesada e afundo mais... Fecho meus olhos, tampo meus ouvidos e tranco minha boca. Acelerando batimentos que sempre foram rápidos, desacelerando pensamentos que sempre foram lentos, contradição.
Agora é a minha vez, talvez eu não consiga e me perca no meio do caminho enquanto aprendo, mas vou ver o que sempre evitei, ouvir o que sempre fugi, falar o que não devia. Eu poderia gritar, mas eu não tenho mais ar, meus olhos estão fixos, bolhas de ar misturadas em sentimentos, à água fica mais salgada, lágrimas.
Não escuto mais nada, em minha mente pensamentos em branco, me sinto pesada e afundo mais... Fecho meus olhos, tampo meus ouvidos e tranco minha boca. Acelerando batimentos que sempre foram rápidos, desacelerando pensamentos que sempre foram lentos, contradição.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Lembra-se? Éramos duas crianças tolas. Você achava que amedrontava as pessoas e eu achava que era forte, doce ilusão, o mais incrível disso tudo é que durou por tanto tempo, que no fim achamos que realmente éramos aquilo que sonhávamos ser.
Caminhos diferentes, destinos diferentes, personalidades diferentes, pessoas diferentes. Eu te encontrei, ou simplesmente fiquei esperando, parada, até que você me encontrasse; você ouviu quando eu te chamei? Nem ao menos sabia o seu nome, mas eu sabia que estava vindo pra me salvar. Finalmente você chegou, e não demorou muito para perceber que era eu quem você tanto procurava, eu sorri. O sonho morreu, passamos a viver a realidade; a mais bela realidade, onde tudo se baseava em palavras lindas, versos de amor e parágrafos de felicidade. Eu era o fogo e você a minha chama, você era um oceano de imensidão azul e eu era o sol que te fazia brilhar mais do que qualquer outro. Palavras eram um mero detalhe, e eu nem precisava olhar em seus olhos para saber o que sentia.
Vivíamos a sós em um mundo de imensidão. Onde havia eu e você, versos e melodias, palavras e sorrisos, olhares e suspiros. Agora eu chego à parte contraditória: somos tão diferentes dos demais que acordamos de nossa realidade para voltar a viver o sonho, a realidade é dificil demais? Talvez. Mas a realidade acabou e você não está em meus sonhos, Se eu quiser te ver eu tenho que abrir os olhos; não posso mais te sentir, suas palavras soam como uma mera lembrança de uma realidade errada, tudo volta ao normal, te chamo de olhos abertos sem perceber. Você não é mais um sonho, é a minha realidade, mas agora eu vivo um sonho.
Pode voltar para onde veio, pode voltar para longe. Vamos voltar à estaca zero, você tem uma nova máscara e eu um novo caminho, voltamos a sonhar! Não se esqueça: eles devem sentir medo. Prometo não me esquecer que sou forte... Pare de estragar tudo! Não me tire do meu sonho! Caminhos diferentes, destinos diferentes, personalidades diferentes, pessoas diferentes. Eu te encontrei, ou simplesmente fiquei esperando, parada, até que você me encontrasse; você ouviu quando eu te chamei? Nem ao menos sabia o seu nome, mas eu sabia que estava vindo pra me salvar. Finalmente você chegou, e não demorou muito para perceber que era eu quem você tanto procurava, eu sorri. O sonho morreu, passamos a viver a realidade; a mais bela realidade, onde tudo se baseava em palavras lindas, versos de amor e parágrafos de felicidade. Eu era o fogo e você a minha chama, você era um oceano de imensidão azul e eu era o sol que te fazia brilhar mais do que qualquer outro. Palavras eram um mero detalhe, e eu nem precisava olhar em seus olhos para saber o que sentia.
Vivíamos a sós em um mundo de imensidão. Onde havia eu e você, versos e melodias, palavras e sorrisos, olhares e suspiros. Agora eu chego à parte contraditória: somos tão diferentes dos demais que acordamos de nossa realidade para voltar a viver o sonho, a realidade é dificil demais? Talvez. Mas a realidade acabou e você não está em meus sonhos, Se eu quiser te ver eu tenho que abrir os olhos; não posso mais te sentir, suas palavras soam como uma mera lembrança de uma realidade errada, tudo volta ao normal, te chamo de olhos abertos sem perceber. Você não é mais um sonho, é a minha realidade, mas agora eu vivo um sonho.Eu preciso sonhar, sonhar mais até poder mergulhar na sombra escura que me embaça a visão; lá eu só vejo a mim mesma, lá eu sou forte, lá não há lembranças, lá você não existe.
Deixe-me sonhar, sonhar que você não existe, e que tudo o que tínhamos realmente se foi. Não me puxe de volta, me deixe sonhar. Você finge que eu fui um erro, e eu finjo que você nunca existiu. Segue em frente, eu sou uma lembrança, sou o sonho que você esqueceu ao acordar, sou a palavra que você corrigiu, sou a realidade que insiste em querer viver.
Eu não via nada, não enxergava o que estava a minha volta. Estava de olhos vendados, mas sabia que era dia, pois os raios de sol entravam por de baixo do pano preto que me impedia de ver, deixando minha visão alaranjada. Ele andava perto de mim, eu escutava o barulho da grama amassando quando ele pisava, e eu podia sentir sua energia perto de mim.Eu me sentia um pouco insegura por não poder ver onde eu estava, mas tinha que ter confiança. Em um movimento repentino ele segurou uma de minhas mãos e deu um impulso para que eu andasse, eu segui seus passos no escuro, confiando que ele me guiaria para que eu não me machucasse.
Ele parou e sem dizer uma palavra se quer ele passou um de seus dedos sobre meu rosto, fazendo um contorno pela lateral, depois sobre meus lábios e em seguida suspirou. Eu pude sentir a respiração perto do meu rosto, assim percebendo que ele estava perto de mais.
Involuntariamente eu dei um passo para trás e pude sentir que ele sorriu, consegui ouvir o leve som de seus lábios se abrindo, seguido de um shiado divertido. Ele deu um passo para frente e pude senti-lo perto novamente, dessa vez fiquei parada.

Passei minha mão sobre a maça de seu rosto, depois um dedo em seu lábio inferior, elevei a minha mão até o seu cabelo, eles eram lisos e não muito curtos, eu tirei minha mão e grudei ao lado do meu corpo novamente. Respirei fundo, não queria sorrir, mas nesse momento era inevitável.
Ele segurou minhas duas mãos, entrelaçou nossos dedos e eu sentia que ele estava sorrindo. Eu queria tirar aquela venda e olhá-lo, ou pelo menos ver a forma como ele me olhava; eu tirei uma de minhas mãos das dele e fui em direção a venda que me cegava, mas ele foi mais rápido e segurou a minha mão novamente. Pude sentir que ele riu baixo, docemente.
Eu sorri em resposta e pude sentir que ele se aproximava mais, até chegar próximo o bastante para dizer algo em meus ouvidos: “ - Procurei você por tanto tempo, agora que eu achei não vou te perder.” Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ele me abraçou forte, mais forte do que qualquer abraço que já havia recebido, percebi que não precisava falar, agora eu só precisava sentir e enxergar.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
A neve era gelada demais, muito mais do que o normal, talvez porque eu já estivesse fria muito antes de vir parar aqui ou simplesmente eu tinha sido fria minha vida toda.
Eu estava sozinha deitada na neve, quem sabe do dia mais frio da estação, e eu vestia só uma calça jeans, um suéter de lã e minhas botas de neve até um pouco a baixo do joelho. Eu estava tão calma, tão serena, parecia que estaca lá por livre e espontânea a vontade, talvez eu estivesse entrando em estado de hipotermia, resolvi aceitar meu próprio diagnóstico e continuar lá, calada.
A luz quente do sol me invade e eu quase suspiro ao me sentir levemente aquecida pelos raios finos que se escondem atrás das nuvens, eu me enterro mais na neve me debatendo um pouco, a neve cobre um de meus braços, um novo arrepio me invade e logo some deixando os pelos dos meus braços arrepiados.Eu estava sozinha deitada na neve, quem sabe do dia mais frio da estação, e eu vestia só uma calça jeans, um suéter de lã e minhas botas de neve até um pouco a baixo do joelho. Eu estava tão calma, tão serena, parecia que estaca lá por livre e espontânea a vontade, talvez eu estivesse entrando em estado de hipotermia, resolvi aceitar meu próprio diagnóstico e continuar lá, calada.
Distração. Penso na lista de compras que deixei sobre a mesa da cozinha ontem pela manhã: café, pão light, yogurt, espinafre e as barras de cereal que eu tanto gostava. Coisas que nunca serão compradas, muito menos consumidas.
Meus livros e DVDs, na estante de madeira antiga e corroída pelo tempo e a umidade da cabana. Todos em ordem alfabética, mas Adam insistia em desorganizá-los quase todos os dias. Lembrara-me do DVD que assistiríamos hoje à noite assim que ele chegasse da cidade, ele viria com um sorriso infantil no rosto e com uma pizza gigante nas mãos; adorávamos fazer isso, eram sempre assim, todas as sextas-feiras. O DVD voltaria para a estante, e nunca o assistiríamos.
Debati-me novamente na neve, fazendo com que ela cobrisse uma das minhas pernas; descobri que ficava inquieta quando não estava perdida em pensamentos. Um pouco de sombra, eu sorri em agradecimento ao sol, porque por mais fracos que fossem, agora eles incomodavam os meus olhos. Eu fechei os olhos tentando deixar que os pensamentos me invadissem novamente.
Analisava a situação com calma, da mesma maneira que analisava a borra de café no fundo da caneca todas as manhãs. Não era tão ruim pensando assim, era tudo até que ‘bom de mais’: a paisagem gelada, porém a mais bela que já tinha visto em todos esses meus longos anos de vida, os raios de sol me aqueciam o suficiente para que eu conseguisse pensar e esquecer o frio, e as luzes das estrelas logo apareceriam para que eu pudesse apreciar.
Não havia o que fazer, pelo menos enquanto eu estivesse sozinha. Eu me virei de lado como costumava fazer em minha cama, eu estava bem, mas um nó em minha garganta surgiu quando percebi que Adam não estava ao meu lado.
Eu estava leve, fui perdoada e paguei por todos os meus pecados, eu ficaria ali deitada até alguém me encontrar, talvez ninguém nunca me encontraria e eu me deixaria levar quando à hora chegar. Faltava uma parte de mim, meu coração, mas ele estava a salvo, estava com Adam e eu sabia que ele cuidará bem do meu coração, como sempre fez.
Deixei a escuridão contraditória do dia me puxar, talvez eu estivesse indo. Agoniada pela dor da saudade e da não despedida. Mas tomada pela alegria mansa que a paz eterna finalmente poderia me conceder.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
"Ano 3000, a raça humana luta contra si mesma. Regride anos de racionalidade e volta a lutar com as próprias mãos em busca de sobrevivencia. A escuridão toma conta, nenhuma tecnologia resiste ao tempo e agora seguem uma nova filosofia: Os mais fortes sobrevivem."
Seus olhos eram vazios, sem brilho ou expressão alguma. Ele olhava fixamente para a parede atrás de mim, com a cabeça levemente inclinada para o lado e com um sorriso meio torto no rosto. Eu retribuía o olhar, talvez por medo de que se o perdesse aconteceria alguma coisa comigo, nada ali estava normal, absolutamente nada.
De repente ele deu um passo para a frente, lentamente, ainda com o olhar fixo e a cabeça inclinada; seus passos foram aumentando de intensidade, fazendo o chão de madeira antiga ranger. Em um impulso automático dou um passo para trás, ele para e inclina a cabeça para o outro lado, como quem me analisa.
Ele correu até mim e parou a centímetros do meu rosto, em uma ação imediata eu parei de respirar e irrigeci o meu corpo, tentando me mover o mínimo possível; ele pendeu a cabeça para o outro lado, a boca um pouco aberta, respirando devagar sem sorrir. Ele me analisava com os olhos bem abertos, como se eu fosse muito diferente dele.
Ele levanta uma mão e passa sobre o meu rosto, o sujando do sangue velho que resta em suas mãos, ele continua me analisando. Não diz nada, não demonstra nenhuma emoção, a não ser na curiosidade que agora surge em seus olhos, nada mais. Eu dou um passo para trás e automaticamente ele repete o meu movimento, eu levanto o meu braço direito e mais uma vez ele repete o movimento com pouco tempo de diferença.
Eu olho para o lado e vejo a aproximadamente três metes de distancia dos meus pés uma faca, eu olho novamente para ele que continua me analisando com curiosidade. Com receio fecho os olhos, implorando baixo para que ele também feche. Bem sucedida, abro os olhos e ele está lá parado de olhos fechados, eu corro sem pensar em direção a faca e me agacho no chão para pegá-la, a seguro forte com as duas mãos, e quando olho para frente ele está lá, novamente em minha frente.
Em um impulso sem pensar, levanto a faca no ar e o atinjo na região da barriga. Sua expressão muda e ele leva as duas mãos para o lugar de onde agora sai um sangue novo, ele me olha com uma expressão assustada, e leva uma de suas mãos as costas. Eu não pensei na lógica, ainda éramos humanos, regredidos, porém humanos. Estávamos usando basicamente a lei de ação e reação, eu fiz a ação e agora tinha que aguentar a reação.
sábado, 4 de setembro de 2010
Era uma noite fria, eu poderia ir andando até em casa, seria um bom e longo momento para eu pensar em tudo o que tinha feito nos últimos dias, mas era tarde demais, talvez eu devesse pegar o metro, era mais seguro. A estação estava quase vazia, havia poucas pessoas e os se via os seguranças mandando os moradores de rua saírem dos bancos; particularmente acho que deviam deixá-los passar a noite ali, estava muito frio lá fora.
Não demorou muito já estava no vagão, havia eu e mais duas pessoas, creio que uma delas dormia com a cabeça apoiada no vidro. Eu sentei e joguei minha bolsa no banco ao meu lado, fechei os olhos, suspirei e apoiei minha cabeça no apoio do banco.
De repente um tranco forte me empurrou para frente e eu segurei minha bolsa para que ela não caísse no chão, eu olhei para o lado e o homem que dormia antes, continuava dormindo agora, talvez ele estivesse sobre efeito de alguma coisa, era impossível ele não ter acordado. Só depois de alguns segundos percebi que estávamos parados, o metro havia parado; imediatamente o pânico me invadiu, eu me encolhi no canto abraçando a minha bolsa, rezava para que voltássemos a andar o mais rápido possível. Logo coisas horríveis começaram a se passar em minha cabeça.

A porta que divide os vagões se abriu lentamente e eu me encolhi mais e tentei manter a calma. Eram pensamentos sem o menor fundamento e completamente infantis e impossíveis, eu não sabia nem como controlar meus próprios pensamentos, eu devo estar realmente mal.
De lá saiu um homem, alto, de cabelos escuros e não muito curtos. Ele anda lentamente sem olhar para mim, vai até a porta e se apóia nela; com uma expressão séria ele olha para o chão, e descruza e cruza os braços várias vezes, como se estivesse intediado. Pelo o que parece ficaremos presos aqui por algum tempo, eu começo a me acalmar, mas logo penso no porque o maquinista não deu nenhum aviso pelo rádio do metro, ou porque ele não veio até nós, tento fechar minha mente, pensar vazio.
Eu cubro meu rosto com as mãos e me encolho mais, sem querer deixo um gemido de angustia escapar de meus lábios, eu olho para o homem parado na porta, ele parece sorrir, ou talvez - mais provávelmente - segurando uma risada.
Ele continua segurando a risada e olha para baixo antes de dar um impulso com o corpo e vir em minha direção.
Ele para e me olha, eu tento fingir que estou bem e lentamente me arrumo no acento do banco ainda abraçando a minha bolsa, eu olho para baixo.
- Posso me sentar aqui com você? ele diz apontando para o banco.
- Pode” eu respondo sem olha-lo.
- Você me parece um pouco assustada, não quer conversar? Talvez isso te distraia... - ele disse olhando para mim com cautela
Eu quase sorri enquanto olhava para o chão. Era muita bondade da parte dele se preocupar com alguém que não conhece, eu pessoalmente não faria o que ele estava fazendo, aliás, acho que 90% da população mundial não faria, já que hoje ninguém pensa em ninguém, só em si mesmo e nada mais.
- Obrigada por tentar. - eu olhei para ele sem sorrir - Mas eu creio que conversar só piore a situação, já que sem duvidas vai tocar no assunto “porque será que estamos parados?” e isso me perturbaria mais, se já me perturba os meus pensamentos imagina se juntar com os seus, que creio que são diferentes, ou seja, duas ideias girando em minha mente não é uma boa coisa no momento.
Ele me olhou com uma sobrancelha levantada: - Bom, na verdade eu ia perguntar o porque está no metro esse hora da noite, e espero que não me ache indelicado.
- Estou voltando da biblioteca, perdi a hora enquanto fazia algumas pesquisas, não sou muito adepta da tecnologia, acho Internet um atraso intelectual, sem falar que livros são bem mais confiáveis. - eu respondi rápido e depois dei uma pausa
Essa não era eu, eu não dava papo assim tão facilmente para um estranho, mas eu me sentia a vontade perto daquele estranho; eu poderia cortar a conversa, mas ela estava realmente me fazendo bem, por um minuto esqueci das ideias em minha mente que antes me atormentavam.
- Hmm, muito interessante. - ele me analisou por um segundo - Você me é familiar, eu não me lembro exatamente de onde a conheço, eu posso estar enganado, mas é como se lhe conhecesse a muito tempo. Sinto muito se isso parece uma cantada, mas não é. - ele sorriu envergonhado - Não que eu não te cantaria! Mas é que não quero dar essa impressão tosca... Ér.
Eu ri baixo e brevemente. Eu o olhei diretamente nos olhos pela primeira vez, e percebi que eu também tinha aquela sensação, talvez por isso que me sentia tão a vontade em contar sobre mim, havia alguma coisa ali, uma ligação.
De repente, com um novo tranco, o metro começou a andar novamente e eu soltei um suspiro de alivio involuntário. Ele me olhou e sorrio docemente, como se se sentisse aliviado por mim. Eu olhei para o chão e novamente para ele.
- Não interpretei como uma cantada, já que sinto que lhe conheço de algum lugar também, é estranho, por não me recordo de nada a seu respeito.
- Também não me recordo, mas é algo muito forte. - ele desviou o olhar - Enfim, está é minha estação, preciso ir, minha avó deve estar preocupada, estou hospedado na casa dela, e ela disse que se eu não chegasse até as 2:30 ela chamaria a policia, - ele riu baixo
- Oh, - eu ri brevemente - Tenha uma boa noite.
clichê para qualquer uma, acho que pareceria para mim mesma se eu não me sentisse tão intima daquele estranho. Eu sorri um pouco envergonhada. Ele deu um passo para trás e sorriu mais.
- Espero um dia poder revê-la. Tenha uma boa noite. - ele foi saindo do metro
Eu o vi partir e a porta se fechar rapidamente. Um aperto no coração, estranho, eu não deveria sentir aquilo, mas não pude controlar. Foi pouco tempo, e eu demorei a entender que deveria aproveita-lo, e agora eu lamento por isso. Espero realmente que possamos nos ver novamente, logo.
Não demorou muito já estava no vagão, havia eu e mais duas pessoas, creio que uma delas dormia com a cabeça apoiada no vidro. Eu sentei e joguei minha bolsa no banco ao meu lado, fechei os olhos, suspirei e apoiei minha cabeça no apoio do banco.
De repente um tranco forte me empurrou para frente e eu segurei minha bolsa para que ela não caísse no chão, eu olhei para o lado e o homem que dormia antes, continuava dormindo agora, talvez ele estivesse sobre efeito de alguma coisa, era impossível ele não ter acordado. Só depois de alguns segundos percebi que estávamos parados, o metro havia parado; imediatamente o pânico me invadiu, eu me encolhi no canto abraçando a minha bolsa, rezava para que voltássemos a andar o mais rápido possível. Logo coisas horríveis começaram a se passar em minha cabeça.

A porta que divide os vagões se abriu lentamente e eu me encolhi mais e tentei manter a calma. Eram pensamentos sem o menor fundamento e completamente infantis e impossíveis, eu não sabia nem como controlar meus próprios pensamentos, eu devo estar realmente mal.
De lá saiu um homem, alto, de cabelos escuros e não muito curtos. Ele anda lentamente sem olhar para mim, vai até a porta e se apóia nela; com uma expressão séria ele olha para o chão, e descruza e cruza os braços várias vezes, como se estivesse intediado. Pelo o que parece ficaremos presos aqui por algum tempo, eu começo a me acalmar, mas logo penso no porque o maquinista não deu nenhum aviso pelo rádio do metro, ou porque ele não veio até nós, tento fechar minha mente, pensar vazio.
Eu cubro meu rosto com as mãos e me encolho mais, sem querer deixo um gemido de angustia escapar de meus lábios, eu olho para o homem parado na porta, ele parece sorrir, ou talvez - mais provávelmente - segurando uma risada.
Ele continua segurando a risada e olha para baixo antes de dar um impulso com o corpo e vir em minha direção.

- Posso me sentar aqui com você? ele diz apontando para o banco.
- Pode” eu respondo sem olha-lo.
- Você me parece um pouco assustada, não quer conversar? Talvez isso te distraia... - ele disse olhando para mim com cautela
Eu quase sorri enquanto olhava para o chão. Era muita bondade da parte dele se preocupar com alguém que não conhece, eu pessoalmente não faria o que ele estava fazendo, aliás, acho que 90% da população mundial não faria, já que hoje ninguém pensa em ninguém, só em si mesmo e nada mais.
- Obrigada por tentar. - eu olhei para ele sem sorrir - Mas eu creio que conversar só piore a situação, já que sem duvidas vai tocar no assunto “porque será que estamos parados?” e isso me perturbaria mais, se já me perturba os meus pensamentos imagina se juntar com os seus, que creio que são diferentes, ou seja, duas ideias girando em minha mente não é uma boa coisa no momento.
Ele me olhou com uma sobrancelha levantada: - Bom, na verdade eu ia perguntar o porque está no metro esse hora da noite, e espero que não me ache indelicado.
- Estou voltando da biblioteca, perdi a hora enquanto fazia algumas pesquisas, não sou muito adepta da tecnologia, acho Internet um atraso intelectual, sem falar que livros são bem mais confiáveis. - eu respondi rápido e depois dei uma pausa
Essa não era eu, eu não dava papo assim tão facilmente para um estranho, mas eu me sentia a vontade perto daquele estranho; eu poderia cortar a conversa, mas ela estava realmente me fazendo bem, por um minuto esqueci das ideias em minha mente que antes me atormentavam.
- Hmm, muito interessante. - ele me analisou por um segundo - Você me é familiar, eu não me lembro exatamente de onde a conheço, eu posso estar enganado, mas é como se lhe conhecesse a muito tempo. Sinto muito se isso parece uma cantada, mas não é. - ele sorriu envergonhado - Não que eu não te cantaria! Mas é que não quero dar essa impressão tosca... Ér.
Eu ri baixo e brevemente. Eu o olhei diretamente nos olhos pela primeira vez, e percebi que eu também tinha aquela sensação, talvez por isso que me sentia tão a vontade em contar sobre mim, havia alguma coisa ali, uma ligação.
De repente, com um novo tranco, o metro começou a andar novamente e eu soltei um suspiro de alivio involuntário. Ele me olhou e sorrio docemente, como se se sentisse aliviado por mim. Eu olhei para o chão e novamente para ele.
- Não interpretei como uma cantada, já que sinto que lhe conheço de algum lugar também, é estranho, por não me recordo de nada a seu respeito.
- Também não me recordo, mas é algo muito forte. - ele desviou o olhar - Enfim, está é minha estação, preciso ir, minha avó deve estar preocupada, estou hospedado na casa dela, e ela disse que se eu não chegasse até as 2:30 ela chamaria a policia, - ele riu baixo
- Oh, - eu ri brevemente - Tenha uma boa noite.
clichê para qualquer uma, acho que pareceria para mim mesma se eu não me sentisse tão intima daquele estranho. Eu sorri um pouco envergonhada. Ele deu um passo para trás e sorriu mais.
- Espero um dia poder revê-la. Tenha uma boa noite. - ele foi saindo do metro
Eu o vi partir e a porta se fechar rapidamente. Um aperto no coração, estranho, eu não deveria sentir aquilo, mas não pude controlar. Foi pouco tempo, e eu demorei a entender que deveria aproveita-lo, e agora eu lamento por isso. Espero realmente que possamos nos ver novamente, logo.
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