segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tento entender o porquê, o porquê de ter nascido para ser perdida. Passar dias procurando o caminho, a solução, e quando acho que realmente encontrei ela se vira, e me mostra que não é a solução e sim mais uma opção; perco-me novamente.
Eu simplesmente cominho sem rumo, procurando algum lugar para descansar quando minha cabeça está mais pesada que todo o resto do meu corpo. Dormir é a única solução que havia, até que os caminhos começaram a se abrir em meus sonhos; mais caminhos, caminho duplicados, triplicados, quadriplicados e eu parada, ameaçando correr para um e no final corro para o que pretendia nunca fugir.
Fugir, sim, essa sim é uma palavra adequada para expressar meu maior desejo no momento. Correr, correr e não me mover um centímetro em direção a um caminho imaginário que não existe mais, que eu criei só para poder piorar as coisas. Luz no fim, não no fim do túnel, mas uma luz no fim do caminho, espero um dia poder aproveitar de seu calor, de seu brilho e de sua calma.
“Bem, eu não sei exatamente como começar. Eu poderia ir direto ao ponto e dizer logo porque estou aqui, mas não sou capaz de expressar tal sentimento em palavras ou pelo menos qualquer coisa que você possa entender. Na verdade não sei nem porque estou fazendo isso, me parece um pouco inconseqüente e precipitado, mas igualmente relaxante e necessário.
Bem... Eu não sei o que aconteceu comigo na semana passada; talvez aqueles dois drinks tenham me deixado um pouco alterada e eu não pensei em meus atos, mas sinto que tudo o que eu disse foi realmente verdade. Você pode analisar de um ponto de vista diferente, talvez possa achar que eu esteja ficando louca, mas se realmente há um problema, esse problema sem duvidas é comigo.
Olha, pode apagar, não precisa continuar, talvez eu só esteja fazendo isso porque está preso em mim, e ninguém melhor do que o próprio motivo para me libertar desse aperto. Pode ignorar, aliás, nem comece a tentar entender. Veja pelo lado bom... Agora tem motivos, talvez agora possa me odiar com razão. Sei que não cumpri minha promessa, eu sei, estou ciente que perdi toda a minha razão, mas pense bem... Se isso realmente tiver um lado bom... Mas veja, agora tem um motivo para rir de mim.
Noite passada me perdi em pensamentos de novo, e acho que imagina onde todos eles foram parar, mas me serviu de algo: as horas passaram bem rapidamente enquanto um flashback se passava pela minha mente.
A indiferente não me importa agora, o descaso também não, muito menos a ignorância e o rancor. Eu precisava fazer isso, percebo agora; eu estou ligando para dizer que ainda...’’

Uma vez suave e calma disse pausadamente com um português invejável: “ - Limite de tempo da caixa postal atingido, fim da ligação.” Eu lamentei, mas talvez eu tivesse que parar exatamente ai, antes de me sentenciar ao novo começo.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Não temo mais nada, nada pode me fazer sentir medo. Correndo ou andando, rápido ou devagar, nem a escuridão me assustava mais, nem o mais forte brilho me deixava vulnerável; não é porque não enxergo que não sinto, não é porque não sinto que não enxergo.
Ela não me conhece e eu não pretendo conhecê-la tão cedo, já que dizem ser tão má e impiedosa. Não sentirei dor, não sentirei agonia, não sentirei nada do que me ela quer que eu sinta. Sem medo, sem dor, ilogicamente lógico, sigo assim.
Vão todos pra sempre juntos, andando juntos nada será capas de nos derrotar, e se por acaso nos cansarmos, cada um segue o seu destino, pode ser que voltemos a nos ver, mas correremos o risco de isso não ser verdade, porque eu não temo mais nada, posso seguir sozinha. Do seu lado, nunca a sua frente. Somos como um só, nem melhores e nem piores que ninguém, simplesmente somos nós, caminhando e não temendo nada. Eu não temo, você não teme.
Venha conosco, não pense no “se”, pense que temos certeza, caminhe conosco, não olhe para trás, seguiremos por mais um milênio todo, e depois podemos descansar debaixo de uma alta árvore.
Não consigo segurar a minha respiração. Na xícara um pouco de chá que o vento que entra pela janela fez esfriar rapidamente enquanto pensava e me esquecia dele. Na TV pessoas que fingem ter alguma opinião, alienação e lavagem cerebral que eles preferem chamar de ‘propaganda’. No rádio uma bela melodia que me faz sorrir, mas talvez amanhã me faça chorar. 
Talvez fosse a hora de sair, mas cada vez mais isso me puxa para perto, eu tenho que ficar aqui, a não ser que queira perder tudo o que andei procurando há dias. Caindo de sono, caindo de algum lugar, caindo em uma gargalhada, caindo em lágrimas, ou simplesmente caindo. Doce melodia que me leva para fora de meus próprios pensamentos, é como se eu pudesse ouvir pensamentos alheios, aqueles pensamentos não podiam ser meus.
Doce melodia me fez sentir e ter fé. Ela era calma demais, mas me agitava de uma forma que nem o mais gritante ‘metal’ poderia conseguir, eu balançava a cabeça e um dos meus pés no ritmo devagar. Minha mente poderia viajar o mundo inteiro em um segundo, sem ao menos me mover, eu sentia que era capaz de fazer o que nunca pude. Doce melodia se cessou, procurei, mas não podia mais ouvi-la. Alguém a porta. Eu poderia ignorar, e sair para procurar a doce melodia, até que pude ouvi-la novamente. A porta se abre lentamente, sem que eu ao menos levante de onde estou e caminhe até lá, a porta se abre mais e mais, e a melodia vai ficando cada vez mais audível. Sentia-me mais poderosa do que qualquer pessoa do mundo, eu podia ver a doce melodia agora.
Doce melodia me olhava, nunca deixando de cantar, doce melodia podia me abraçar, doce melodia podia me ouvir também. Doce melodia se transformou em doce palavra, doce melodia se transformou em doce  sorriso. Doce melodia se transformou em meu doce vicio, meu doce vicio se transformou em meu doce amor. Ele era calmo, e nunca precisávamos de palavras, apenas de mais uma doce melodia.
Talvez pareça que tudo está perdido. Mas olha em volta, você tem tudo, só está de olhos fechados; acostumado com a escuridão se esconde a sua própria verdade e cria outra de olhos fechados que tem medo de perder quando abertos. Mas já é de manha e você ainda pensa na noite passada, vamos mudar, pense no futuro, no que fará amanha, em que roupa usará e quanto mostrará os dentes em seu próprio sorriso.
Deixe a luz entrar, saia um pouco da escuridão, a deixeela entrar e abra os olhos para admirá-La. E você verá o quanto ela pode te fazer diferente, o quanto ela pode te fazer brilhar e o quanto mais fácil as coisas ficarão.
Ontem foi só mais um erro de muitos, não fique ai no escuro escondido, já passou e a luz pode te consolar, não seja tímido, pessa a ela, ela vai te fazer bem. Deixe a luz entrar e te fazer melhor, ela vai levar tudo o que tem de ruim embora e te deixará leve o bastante para flutuar.
Pode voltar se quiser, eu sei o quanto se sente confortável nessa escuridão, não pode enxerar seus próprios erros, é como se não os tivesse cometido, não é? Mas quando puder enxerga-los vai ter a chances de concertá-los. Tem medo? Ela vai te mostrar exatamente o que fazer;
Luz, ilumine, aqueça e conforte. Pobre criatura da escuridão. Ele merece sorrir, merece viver, merece enxergar, entre e mude tudo. Mostre o que é o amor, mostre o que é um carinho, mostre os diferentes sons de risadas, mostre a essa pobre criatura que ela pode viver e enxergar sem se preocupar.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eu andava lentamente por onde ninguém ousava pisar, batimentos lentos de um coração bagunçado, respiração acelerada de músculos cansados. Eu caminhava sem olhar para os lados, olhava para frente procurando o que ninguém ousava ver. Olhar fixo de olhos brilhantes, lágrimas quentes de alguém confiante. Eu procurava o que ninguém ousava achar, mente agitada, raciocino de alguém que pensa.
Brilho intenso, calor suportável em contraste com a brisa fresca e o barulho do mar, talvez eu pudesse descansar, mas temia que alguém achasse antes que eu pudesse provar sua existência. Continue caminhando em direção oposta ao vento, não seja previsível, seja incompatível.
Eu desistia exatamente onde qualquer outro teria desistido. Orgulho corrompido, mais um dia desperdiçado como outro qualquer. Alma ferida, arrependimento preso em um nó na garganta, pensamentos a mil e uma nova motivação.
Eu sigo em frente, cega pelo meu objetivo. Eu fui procurar o desconhecido, fui procurar o que para os outros não existia, fui provar a existência de algo imaginário. Muitos tropeços, quedas e ferimentos, o caminho não é simples, mas aprendo com ele a cada obstáculo.
Mais perto, eu preciso de você mais perto, eu sei que você existe, só está escondida. Eu poderia correr, mas estou certa que deixaria alguma coisa passar em vão; ando, com toda a minha calma, não tenho pressa, ao contrário dos outros eu sei que ela está lá, está lá me esperando. Pode demorar, mas eu não vou desistir de achá-la. Eu sigo, sigo cega, sigo focada, sigo cansada, porém motiva, eu sigo ao encontro da felicidade.

O dia está escuro, mas algo ainda brilha, brilha mais que o sol. Estamos a milhas de distancia, mas posso ver, consigo enxergar cada detalhe. Luz distante me aqueça, me proteja, eu preciso de você agora e sempre. Eu estou longe de casa, não posso ver nada a não ser você, luz brilhante. Luz distante me guie, me indique o caminho, me dê uma solução. Mais brilhante que qualquer estrela, tão iluminada que ofusca meus olhos, radiante como o mais puro cristal.
Porque tens que estar tão distante de mim? Porque não posso te tocar? Correr não é a solução. Luz distante me de um dica, me diga como posso ser como você, quero brilhar. Luz distante chegue mais perto, quero que me cegue e me leve com você, você me parece tão feliz.
Talvez eu deva ficar aqui e simplesmente te admirar, perder meus dias procurando palavras adequadas para lhe descrever; Oh luz distante! prometa nunca me deixar. Devo a você meus sorrisos, minhas conquistas, devo a você quem sou, devo a você meus acertos. Agradeço por poder enxergar, agradeço por existir.



WTF?

domingo, 22 de agosto de 2010

Eu caminhei muito até encontrar. Eu perdi a minha fé, perdi o meu caminho e perdi a minha razão, até que tudo pudesse clarear novamente. Eu andei por lugares que me machucaram, lugares que me fizeram refletir, tudo isso até chegar onde mais quero.
Enfrentei ventos fortes, poderosas tempestades, o sol escaldante do verão e as noites mais escuras. Escalei montanhas, desci corredeiras; cortei-me no espinho da rosa mais bela e vermelha, bebi água límpida da fonte, tropecei em uma pedra e descansei sobre a sombra de uma grande arvore. Comi do fruto mais saboroso, me aqueci no fogo mais quente e admirei a estrela mais brilhante enquanto sentia a brisa mais fresca. Quebrei a rocha mais resistente, me abriguei sob a caverna mais profunda, assisti ao mais lindo por do sol e ao mais incrível eclipse.
Tudo isso simplesmente para dizer que vivi, vivo e viverei eternamente da maneira mais intensa, mais profunda e mais reconfortante. Tudo isso para dizer que cresci, cresci e não perdi nada, cresci e senti tudo de mais fantástico que me podia ser oferecido. Passei a vida, senti a dor, sentia a alegria, senti saudades e fiz companhia, tudo isso parar poder dizer que vivi, e agora, finalmente posso descansar em paz.



Pegue tudo, pele logo enquanto tem tempo. Tudo o que você derrubou no chão depois do ultimo desentendimento, pegue tudo o que quebrou quando me deixou pra traz, pegue tudo o que é seu e ainda está dentro de mim. Quando terminar entre na fila. Sim, vai ter que esperar, há muitas pessoas na sua frente, todos aqueles que pegaram um pouco de mim estão na fila. Quem é o próximo? Quem é o próximo a me julga e me colocar pra baixo, quem é o próximo que vai tirar algo de mim e fugir para longe, quem é o próximo que vai mentir?
A fila anda depressa, eu não me canso nunca de errar, é uma rotina. Andem logo, tenho pressa, amanha é um novo dia e quero que a fila diminua, preciso descansar logo. Agora é a sua vez, o que vai fazer hoje? Pode me ignorar e me poupar às palavras, apenas devolva as minhas coisas, espere pelo amanha e entre na fila novamente com novas coisas roubadas de mim; seu sorriso me impressiona, andou praticando o cinismo.
A fila está cada vez maior e eu me pergunto: será que o problema é comigo? Porque me doar tanto às pessoas se elas vão me devolver tudo aos pedaços e de má vontade? Finalmente! Enxerguei, me afastei do que me cegava, matei o que me calava e desisti do que me impedia de pensar. Livre novamente! Saiam todos da fila, ela não tem mais um objetivo. Agora é hora do objeto se divertir! Corram! Corram para seus esconderijos, a fila acabou e um novo começo se iniciou.
Não, não temam. Não sou como vocês, seguirei com indiferença e quem quiser saber onde vou chegar apenas me siga, me siga em silencio, pois para onde vou, palavras são desnecessárias, sons são opcionais, olhares são indispensáveis e os pensamentos são racionais.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Oh! Olha só, o batom está todo borrado! Eu poderia avisá-la, mas seria muita bondade da minha parte; eu apenas assistirei a tragédia que se iniciaria com o toque da primeira nota e o primeiro passo em direção ao altar. - “Bela cerimônia! ’’ disse a madrinha fingindo empolgação com um sorriso falso, mergulhado em inveja e ódio. - “sim, só lamento pelo noivo, mal sabe que sua amada é uma vadia. ’’
Oh! Olha só, pobre noivo. Ele sorri como uma criança quando ganha um brinquedo novo, eu poderia sentir dó, mas seria muita bondade da minha parte; eu apenas assistiria a tragédia que se iniciaria com toque da ultima nota e o ultimo passo em direção ao altar.
Ela caminha lentamente, solitária em direção ao seu suposto amado. Sorri como uma vadia drogada, e é tão estúpida que não repara que todos ali estão a observando com nojo, desprezos ou malicia. A um metro do altar, ela continua sorrindo, mas o pobre noivo tem uma nova expressão em seu rosto: uma mistura de nojo e tristeza.
Ela se aproxima, e ao envez de beijar-lhe a mão, ele lhe dá um tapa no rosto. Os sussurros e risadas ecoar livremente pela igreja enquanto o padre, chocado, se ajoelha e pede perdão pelo adultério da noiva. Pergunto-me quem pode ser; o melhor amigo ou o padrinho, não me admira se for o zelador. Oh! Estourem a champanhe! Isso está sendo mais divertido do que o imaginado.
Ele tira a flor que está no bolso de seu paletó, cospe com frieza, a joga no chão e pisa sobre a pobre rosa, que paga pelo mau caráter da noiva. Todos que assistem se sentam para ver o show, eu ainda espero pelo brinde dos noivos, mas é tarde demais, o noivo já se foi, e a noiva está aos prantos, de joelhos em frente ao altar, segurando seu rosto nas mãos.
“O caos está em suas mãos“, uma voz baixa sussurra em minha mente. Eu sorrio e me levanto, indo em direção a porta faço uma reverencia a imagem santa pendurada sobre a porta principal da igreja: “ - Perdoe meus pecados, amém”, digo saindo da igreja.
Eu gosto da maneira como ele se movimenta, como me toca como me faz sentir um arrepio dos pés a cabeça. Eu gosto quando está quente, e me faz suar; mas quando está frio me deixa leve, faz com que eu me sinta aconchegada. Eu gosto de como ele faz com que eu me sinta, gosto quando ele bagunça meu cabelo, isso me faz sorrir, gosto quando ele me faz tremer. Gosto da maneira como ele muda de intensidade tão repentinamente, da maneira como ele some, e logo volta, fazendo com que eu sinta outro arrepio.
Gosto como ele me diverte, como rouba minhas coisas, como me faz dançar, gosto de seu cheiro. Gosto do movimento que faz com minhas roupas e das vezes que me fez sentir como se estivesse voando; ele é tão calmo, ele é tão forte, ele não existe, ele persiste, ele é o vento.
É tudo uma questão de aprendizado, eu te ensino, você aprende e vice-versa.  Não queremos nada de mais, só nos deixe caminhar, juntos e solitários no vácuo de um caminho sem fim no qual não tememos mais. Segure a minha mão, forte, para que quando precisarmos correr eu não te perca no escuro.
Não precisamos de palavras, não. Elas são desnecessárias quando podemos sorrir, cale-se e deixe que seu sorriso e seu olhar falem por ti enquanto sonha, flutua. Não olhe para mim, não gaste tempo, posso ler seus pensamentos com mais facilidade do que imaginava, posso sentir o que sente sem ao menos te tocar, posso ver o que vê sem ao menos abrir os olhos.
Não, não solte a minha mão, ainda não estou pronta parar seguir sozinha, não me deixe aqui no escuro; não te enxergo, te procuro em vão enquanto um profundo suspiro de alivio me invade. Porque sentir alivio se não posso te ver, não posso te sentir, porque sentir alivio se me deixa sozinha antes que possa seguir?  Um segundo de desespero terminado pela certeza de sua volta, “Nunca vou te deixar”, sua voz ecoa em minha mente. 

 Sigo em direção a escuridão total, sem enxergar sei exatamente onde ir; continue me puxando por seus pensamentos, continue, não deixe que me perca. A escuridão me invade, me fazendo sentir medo, mas sua voz nunca deixa de ecoar; se pudesse voaria para fora desse labirinto escuro, voaria para onde posso enxergar, ai deitaria, e a luz poderia me invadir, me fazendo flutuar.
Por mais brilhante que me pareça eu não teria o mesmo prêmio, por mais certo que me pareça, eu não teria o mesmo fim. Por pior que a escuridão pareça, ela não é má, a escuridão é uma simples misturar de cores apagadas, a simplicidade de transformar o complicado em fácil e os seus erros em conseqüências.
Me perco em pensamentos e me esqueço de seguir em frente. Dando passos longos e com segurança, como se não caminhaçe no escuro, sigo seus pensamentos que me invadem e me fazem andar cada vez mais rápido, logo me pego correndo.

Eu corro, cada vez mais rápido, seus pensamentos são fortes demais. Até que eu caio no chão, seus pensamentos somem e o medo do escuro me invade. Me encolho abraçando meus joelhos, sinto que não sou capaz de levantar, nunca mais. Lágrimas quentes escorrem pelo meu rosto gelado, a brisa escura fica a minha volta, ela me protege, o que me deixa mais calma. Seus pensamentos voltam, eu abro olhos e sinto que posso flutuar; me levanto do chão rapidamente, como se algo me puxasse pra cima com pressa. Volto a correr, e parece que algo continua a me puxar, seguimos correndo para fora da escuridão, logo sou capaz de ver.
Foi você, que me levantou quando cai, que me fez sorrir quando estava a chorar, que me curou quando estava machucada e que me guiou quando não podia enxergar. Sempre foi você o tempo todo, cumprindo sua promessa de nunca me deixar.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Seus olhos imóveis observam o vento enquanto ele brinca de pega-pega com uma folha seca de primavera, eu o observo de longe. Seus sorrisos são como pilhas de um brinquedo novo, que faz com que me sinta viva como nunca, não preciso de palavras, apenas sorria, sorria para mim, querido. Você decide brincar, brincar com o vento e a folha da primavera; se sente bobo, porém se sente livre enquanto corre atrás de algo que lhe foge das mãos no ultimo segundo.
Não tenha medo, ninguém pode te ver além de mim e eu prometo guardar segredo; não sei por que temes tanto, porque teme mostrar seu lado ingênuo, seu lado infantil, seu lado livre. Qual é o problema de ser criança por mais um dia? aproveite, logo não terás mais tempo de ser livre, a primavera vai acabar e sua folha desaparecerá. Logo o inverno chega, levando seu vento e lhe trazendo um furação, que mudará a sua vida, e será tarde demais para brincar.
Aproveite que ninguém te vê, finja que não estou aqui, seja livre pela ultima vez antes que seja tarde demais; a primavera lhe acolhe, então brinque com ela, a faça feliz pela ultima vez, logo ela lhe perderá. Querido, brinque mais uma vez, brinque sem medo, porque logo a primavera acaba, você cresce e eu finalmente poderei abraçar-te.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Imagine. Crie. Sinta.
Infinitas possibilidades de se viver, escolha e siga, siga o caminho que julgar mais fácil ou simplesmente fique onde está e espere que algo aconteça. Ou aprenda a voar e me siga, vamos caminhar onde todos costumam flutuar em seus sonhos mais secretos, vamos subir, cada vez mais alto até tocarmos onde todos imaginam ser um infinito de cores misturadas e bagunçadas que bailam ao som de uma melodia silenciosa que doem nos ouvidos.
Infinitas possibilidades de se imaginar, querer, conseguir e terminar. Não escolha, seja escolhido, não se lamente se não te agrada, agradeça e segue, segue logo, e volte para que possamos voar para longe. Eu vou fugir, o que acha de me acompanhar? Podemos correr até onde o ódio e escuridão não chegam, lá podemos dançar entre as cores que colorem o céu, ao som da melodia que me deixa tonta. Estrelas cadentes tomaram conta do lugar enquanto dançamos; iluminem mensageiras, iluminem para que a escuridão não possa nos pegar.

Sonhe mais criança, sonhe. Não deixe despertar, não deixe que tudo volte a ser branco e preto, corra logo, corra rápido, criança. Segure a minha mão, dois pensamentos amplificados fazem um sonho maior e mais real; suba logo, suba e viage antes que seja tarde, eu sei que vai despertar, nem todos conseguem viver um sonho, nem mesmo eu, criança. Mas faça dele verdadeiro, por mais improvável que seja: torne o branco em uma explosão de cores, torne o preto em um brilho intenção, torne uma lágrima em um sorriso, torne sua mágoa em amor e torne seu sonho em realidade, antes que acorde. Acredite criança, você pode.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Faça um pedido, reze, acredite.
O sol está se pondo, com toda a luz que me resta. Olhe e aproveite o calor antes que o vento e a brisa que te fazem tremer te invada, trazendo consigo uma explosão de pensamentos vazios. Seu arrependimento será o preço a pagar pelas palavras que desperdiçou, suas lágrimas serão a sentença por esnobar tal sorriso e esse vazio nada mais é que a conseqüência de um dia mal aproveitado. Ria da tristeza, comemore o fracasso e faça um pedido, reze. Corra em direção ao muro que te enfrenta sem temer, tema o perigo que te afronta, afronte o medo que te invade, invada a tristeza e a transforme em alegria.
Sorria enquanto sua garganta é consumida por um nó, ria enquanto seus olhos brilham e lutam contra as lagrimas que querem escorrer, comemore enquanto debocham de teu fracaço, segure a voz enquanto ela te corroi querendo fugir em um grito afobado. Abrece, beije, sinta, viva, almeje. Faça planos sem expectativas, acredite, faça um pedido sem medo da resposta, mesmo que a dúvida te invadir fazendo sua cabeça girar. E se por acaso nada disso funcionar, não se preocupe, você tem a vida toda para acertar.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eu penso em caminhar sobre a areia, sentindo a brisa. Eu corro pela brisa, sentindo a areia caminhar comigo; sou cega, mas enxergo tudo o que você ao pode ver. Sou muda, mas digo tudo o que queres dizer, mas não tens coragem. Eu canto, celebrando a luz que me invade toda vez que o sol se poê, celebro a escuridão que trás consigo toda a luz das estrelas, contemplo o entardecer, dançando sozinha. Eu erro concertando seus erros, eu concerto tudo enquanto quebro meu mundo, eu tiro uma pétala de rosa para dançar comigo. Sou pobre, mas compro o que não pode ter, sou sozinha, mas abuso de sua companhia. Sou consciente, mas mesmo assim me perco em ilusões. Ó pétala, dance comigo, não perca seu ritmo, voe alto, voe longe, voe comigo.
Eu temo, mas enfrento. Eu canto, mas não digo palavras, eu estou certa e viajo em uma duvida de infindáveis palavras incompletas. Eu paro, mas não deixo de seguir, enquanto rio de minhas lágrimas. A água e o fogo dançam comigo, me acolham, pois minha pétala já se foi.
Eu estou pendurada por uma corda. É tarde demais, você está aqui, mas eu só quero fugir, dançar; venha dançar comigo na neblina que me embaça a vista e me deixa zonza. Dançar enquanto o céu cai sobre nossas cabeças e o chão foge lentamente de nossos pés. A brisa fresca nos leva para um lugar tranqüilo dance comigo querido, dance, porque é tarde demais para se desculpar. Eu estou sumindo diante dos seus olhos, a neblina me consome lentamente enquanto eu danço, eu a sigo em seus movimentos calmos e perfeitamente simétricos. Dance comigo querido, dance, porque é tarde demais para se desculpar. Eu estou em uma corda a dois metros do chão, quero que ela me derrube logo; eu sumo na brisa, lamente-se querido, porque é tarde demais para se desculpar.
Meus pés saem do chão, a neblina me engole abruptamente em uma explosão de desespero, lentamente terminada em um suspiro de alivio, meu ultimo suspiro. A escuridão consome meus olhos, me sinto leve, continuo a dançar enquanto fecho meus olhos e finalizo meu longo e ultimo suspiro. Chore querido, chore, porque é tarde demais para se desculpar.

sábado, 14 de agosto de 2010

O que é amizade pra você?
Passar momentos bons, sorrir, rir de piadas? Atender a ligação do seu amigo quando ele precisa desabafar? Ou apoiá-lo quando ele precisa de ajuda?
Para mim vai muito além dessas pequenas e simples coisas, e que comparadas ao verdadeiro significado de amizade, não passa nem perto, e podemos julgá-los como fúteis. Amizade se resume a um tipo de amor modificado, se posso dizer assim; que não controlamos a intensidade, mas podemos escolher quem será digno de poder recebê-lo de nossos corações.
Amizade não é somente passar bons momentos juntos, essa é só uma das vantagens da amizade. O verdadeiro significado dessa palavra é estar preparado para as piores situações que possam aparecer; estar lá para enxugar as lágrimas que cairão ouvir os piores gritos de raiva e de dor, ouvir palavras ditas te machucarem e em seguida sorrir e dizer: ‘’eu te perdôo’’.
Amizade é apoiar e entender, sofrer ou vê-lo sofrer, apenas na tentativa de dividir a dor para fazer com que o sentimento diminua, é sentir que mesmo longe, no fim de tudo sempre vai ter alguém lá te esperando, que irá sorrir e depois dizer: ‘’Tudo está bem agora’’. Amizade é certeza, certeza de que independente de qualquer coisa, você SEMPRE vai ter alguém com você, que nunca vai deixar que se sinta sozinho. Sinônimo de sorrisos e risadas tão poderosos que serão capazes de repelir qualquer tristeza ou negatividade, o amor mais puro e sincero do mundo, chamado amizade.
Inocência corrompida, destruída e exterminada por palavras duras e desnecessárias. Ingenuidade em extinção, onde uma simples e pura palavra se torna motivo de tanta discussão e espanto. Pergunto-me muitas vezes onde está a verdadeira magia das palavras e ações; depois me lembro que na verdade ela se perdeu, está perdida em meio à malícia e a corrupção de pensamentos antes puros, agora poluídos. Queria poder saber onde isso vai parar, tenho medo que corrompam os meus pensamentos. Preservo minha ingenuidade o máximo que posso, porque sei que um dia ela não existirá mais. Medo de crescer? Não, na verdade tenho medo de deixar de ser quem sou ser tomada pela onda de terror e falsidade que se manifesta cada vez mais; quero me manter na verdade, na busca de algo maior e mais poderoso, longe de toda essa negatividade e possessividade de atenção e poder. O mundo está perdido, e eu corro. Corro para um lugar aonde o ódio e a destruição de idéias não chega, e sei que sou capaz de fugir dessa máquina que propaga o caos, dessa máquina que os fracos querem mandar em busca de atenção; não são nada, mas acham que tendo status será alguém, e depois dizem que não são ingênuos. Pobres criaturas.
Dizem que cada um já nasce com sua historia escrita e destinada. Grande almas habitam pequenos corpos e crescem juntos com eles; mas quando duas almas totalmente opostas se perdem do seu caminho original e vão em direção a um corpo menos evoluído para habitar, algo ruim pode acontecer, por ironia de suas próprias historias e o imutável destino eles podem se encontrar.
Essas duas almas completamente opostas e perdidas, podem viver em plena paz; mas também podem viver em guerra e causar o caos por onde passarem. Seriam almas opostas demais; como positivo e negativo, alto e baixo, então, chego a conclusão de que são duas almas, uma do bem e outra do mal que se perderam durante o caminho pra luz e o caminho pra escuridão eterna.
Podem ser forças poderosas demais para habitar o corpo de um mero mortal frágil e fútil, mas mesmo fora de um hospedeiro, elas foram fortes e sábias o bastante para escolherem os hospedeiros perfeitos para serem habitados para que possa cumprir sua missão. (...)
Não sei como posso classificá-los é, seriam anjos do mal? Anjos que gostam da escuridão, da agonia e do caos que assola a humanidade, sim, mas essas criaturinhas também tem seu lado bom, por mais fundo que estejam gravados em seu pequeno coração de pedra. Como nós humanos, temos nossos defeitos e qualidades, medos e alegrias, e cada um de nós escolhe por quem correr: pro bem ou pro mal.
Ela tinha medo de tudo o que colocavam a frente dela. Ela era cega em meio à mutidão, tinha medo de ver a verdade, enxergar as coisas como elas realmente eram ela era uma perdida. Vagando pela vida como uma folha solta ao vento, sem escolhas e sempre ter como voltar. Ela ouvia os sons, sons maravilhosos que a podiam guiar novamente para onde tudo ficaria bem, ela iria até onde o ódio e a solidão não podiam chegar, mas ela tampava seus ouvidos, ela não queria se encontrar, não antes de encontrá-lo. Foi ai que percebi que ela estava perdida para tentar se achar, mas só se encontraria se o achasse primeiro. Ela não o tinha, não mais, mas o encontrou preso nos olhos de outra pessoa que chorava, ele escapava correndo junto com lágrimas quentes de olhos vazios, sem esperança ou qualquer brilho que a pudesse guiar. Então ela encostou suas mãos sobre o rosto frio onde lágrimas quentes escorriam e caiam ao chão sem nenhuma piedade. Ela as secou com um beijo suave e quente; lágrimas se transformaram em um sorriso, toda aquela escuridão se transformou em brilho e agora ela podia enxergar, e libertá-lo. Ela o havia salvado do fim, ela libertou o amor, para que ele pudesse ser cultivado novamente, e cuidado. Ela não estava mais sozinha, ela tinha um olhar e um sorriso que brilhavam, e agora a guiavam, a caminho da felicidade novamente.

~ Opostos se atraem ou Semelhantes se repelem?


É algo a se pensar. Já que se os semelhantes não podem ficar juntos pelo fato de se repelirem, a única coisa a se fazer é atrair um oposto, não é? Talvez, opostos ficam juntos pelo fato de se completarem, já que nada se aprende com alguém que já sabe tudo o que você tem a ensinar e vice-versa. Opostos tem o que ensinar e automaticamente o que aprender, um com o outro, a cada dia e a cada situação.
Já semelhantes podem se cansar. Sempre as mesmas piadas, rir das mesmas coisas, pensar da mesma maneira, agir da mesma forma; por um lado pode parecer bom, e bem útil, mas por outro lado me parece perda de tempo.
A vida é feita de aprendizado, então a cada dia temos que aprender uma coisa nova: um sentimentos, uma palavra, uma forma de pensar ou até mesmo uma nova forma de amar; ou seja, opostos se atraem pelo simples fato de semelhantes se repelirem, pelo menos é o que eu acho. Já que para aprendermos algo de verdade temos que sair da nossa zona de conforto, e o que nos é semelhante nos conforta, o que é oposto nos atrai e nos deixa curioso, o que me parece bem divertido.
Nada vai mudar, mesmo que se queira entender; Mesmo que seu coração diga para seguir, mesmo que seu coração diga para aprender. E ele nunca vai entender o que realmente é melhor pra você. Siga o caminho, não deixe que ele te siga; use pensamentos, os que sempre procurava, ate aqueles que ignorava. Sua mente não diz nada, nada que você queira escutar; sua mente lhe diz o que o coração não quer compreender, ela te diz o que você realmente deve fazer. É difícil quando a mente contaria o coração e você não sabe quem realmente tem razão; agora é hora de pensar, agora é hora de amar, agora é hora de ganhar o que sempre quis ou deixar passar a chance de ser feliz. Quem disse que te amo? Mas quem disse que te odeio? Amor não se mede, se sente. Ódio não se cria, se destrói. Verdades não se escondem, se omitem e tudo o que digo não se questiona, se acredit
- Quem dera poder transformar um sentimento. Se pudesse eu transformaria em um milhão de borboletas, já que borboletas são tão sinceras, aparentemente frágeis, porém fortes o bastante. Pequenas borboletas azuis, e uma delas sempre te seguiria, onde quer que esteja. E se por acaso alguém a matesse, surgiria uma nova e mais bela borboleta, e isso nunca acabaria, você sempre teria uma pequena borboleta azul como prova do meu sentimento. Mas como não sou capaz de transformar meu amor em algo que seja completamente visível, que eu pudesse realmente te provar sem que tenha dúdiva. Eu apenas digo: eu te amo, e espero que borboletas apareçam, toda vez que me ouvir dizer, para que eu tenha certeza que te provei do meu mais doce e puro amor


 ~ De Samantha para Tommy, <3

O amor dizia que a felicidade nao existia se ele não existisse; a felicidade brigava, dizendo que podia existir sim sem o amor. O amor se sentiu ofendido, não aguentava a verdade de que não precisava existir para que a felicidade estivesse ali.
Ele saiu pelo mundo, viajando junto com grandes ventos; “como ousa dizer que não existo, a felicidade não sabe o que fala”; ele parou em um beco, onde um senhor, de barba por fazer, um olhar triste e olhos vermelhos falava sozinho:” Julieta, como pode me deixar, eu te amo tanto meu amor, quem me dera poder fazer o amor desaparecer!.” O amor parou para olhá-lo, ele nao parecia nem um pouco feliz, mas ele a amava tanto! Ele achou que o senhor no beco era uma mal agradecido, quem era ele para pedir que o amor vá embora! Andou mais um pouco, não muito a frente uma senhora, com um vestido longo e preto, um vel tampando seu rosto com rugas de idade, olhava pro céu e de mãos juntas dizia: “Meu Deus, como pude amá-lo? Nunca fui feliz ao lado dele”,
O amor se sentia cada vez mais fraco, sentou-se na calçada. Olhando para seus pés pensou: “ a felicidade tinha razão. Mas como pode, o amor que sentiam apenas afastou a felicidade,” ele não entendeu, eles amavam, mas nao eram felizes, o que sentiam então?
Pessoas são estranhas, como podem ter um amor, um amor que pode amá-las para o resto de suas vidas e disperdisá-los por dinheiro, fama ou status; pessoas são estranhas, abrem mão da felicidade para morarem em casas enormes com carros gigantes na garagem.
“Mas o homem que viu no beco nao era rico, nao tinha uma casa, um carro, ele só tinha uma ferida” - disse o amor; “ferida de AMOR,” - disse a felicidade. “Os ingratos são assassinos de felicidade, matam a felicidade e fazem o amor parecer o vilão da historia”; A ingratidão, rondava a conversa dos dois a algum tempo: “não sou assassina! Sou a manifestação do amor não correspondido, e simplesmente a evolução da felicidade comprada”, o amor e a felicidade se entreolharam, pensando no que a ingratidão havia dito, depois de muita reflexão a felicidade disse: felicidade comprada? Você quer dizer uma felicidade comprada com interesse? A felicidade criada para tentar corresponder o sentimento não correspondido?” a ingratidão fez que sim com a cabeça: “ eu não sou nada mais que a felicidade falsa e o amor não correspondido; sou fortalecida pelos egoistas que amam por dinheiro, pelos falsos que amam por interesse, pelos mesquinhos que amam para que outros não possam amar quem desejam, e pelos verdadeiros felizes que nunca agradecem a aqueles que os fazem feliz; sou o reflexo de meia humanidade,”
Amor e felicidade chegaram a conclusão de que não poderiam existir sem o outro, mas estavam ocupados demais tentando ver quem era melhor e se esqueçeram de agradeçer um ao outro por fazer com que existissem. A ingratidão chegou a conclusão de que muito mais visivel que o amor e a felicidade, é a ingratidão por seus próprios, lindos e verdadeiros sentimentos. A ferida feita pela ingratidão de sua amada.

~ Típicos Funerais

Assim como nos típicos funerais. Regados de lágrimas, lamentos e o sentimento de perda que te corroe a cada troca de olhar, a cada toque no corpo cercado de flores amarelas, com as mãos cruzadas e repousadas na altura do peito, ali gelado e com uma aparência aparentemente tranqüila.
Assim como nos típicos funerais. A culpa ocupa o lugar, deixando-o cada vez mais sufocante, junto com o arrependimento que faz sua cabeça ficar pesada e o nó na sua garganta te sufocar, você quase pede para estar no lugar daquela alma que finalmente pode descançar em paz.
Mas diferente dos funerais não há alguém sorrindo, não há alguém calmamente cantarolando um canção alegre e dando leves passos de valsa simulando dançar com um outro alguém. Aquilo era completamente normal. Diferente dos funerais o corpo não está no chão, deitado sobre uma cama feita de sangue ainda quente. Seus olhos ainda estão abertos, mas seu coração junto com seus outros órgãos não funcionam mais. Ela de uma forma tão natural, mas não menos quase malígna deixou-o de olhos abertos, não podia ocultar nada.
Os cortes não eram tão profundos, mas a faca que usava era digna o bastante de fazer um estrago que a fizesse sorrir. Ela não sentiu repulsa do que fazia, ela não sentiu culpa, ela não sentiu o vazio, muito pelo contrário, depois de tantos meses finalmente ela se sentia completa. Afinal, aquilo não era um típico funeral.
O frio que sempre sentiu agora dava lugar ao calor do sangue quente de outro em sua pele, agora levemente avermelhada. Ela queria poder gritar, mas não queria chamar a atenção. Finalmente satisfeita, olhando para o corpo estirado no chão, com cortes no rosto e pescoço, ela sorrio friamente pela ultima vez. Ela se ajoelhou do lado do belo corpo que agora era frio e branco demais, se inclinou para olhado pela ultima vez nos olhos, mesmo sabendo que o olhar não seria retribuído, e sim mais uma vez ignorado.
Ela passou um de suas mãos sobre os olhos do belo rapaz, deu um leve beijo em seus lábios, fazendo com que pudesse sentir o gosto do sangue já antigo. Ela ficou mais próxima, até que pudesse sussurar algo no ouvido de sua maior alegria no momento. Ela suspirou, respirou fundo sentindo o pouco de perfume antigo que ainda lhe restava atrás da orelha, ela foi abrindo lentamente seus lábios, e da maneira mais calma, acompanhada de um sorriso de vitória, sussurra: - Se não será meu não será de outra.  Ela se levanta, agora com uma expressão séria, suas sobrancelhas unidas e sua respiração afobada, enquanto ela evitava respirar. Ela o deixa lá, sozinho, como sempre achou que deveria ter ficado , para por um segundo, mas reluta em olhar para trás e segue seu caminho, afinal, não quer estar aqui quando os convidados do verdadeiro funeral chegarem. 

São como fogos de artifício, explodindo. Dentro da minha cabeça sons embaralhados me perturbam impedindo que pegue no sono, sinto as batidas de meu coração oscilar, de zero á cem em poucos segundos. Tão morta, mas ao mesmo tempo viva demais para deixar morrer assim, tão linda e rapidamente. Fechar os olhos já não me serve mais de nada, a agonia profunda de idéias confusas, gritos de medo, e palavras que não sei de onde vêem, me levam a um estado de profundo cansaço. Tento respirar devagar na tentativa de que meu coração desacelere, meu cérebro diminua a atividade e eu finalmente possa descansar. Três pequenas palavras talvez, sete letras embaralhadas e perdidas de si mesmas, jamais estarão juntas novamente. Elas correm em minha mente, tão rapidamente que não consigo distinguir significados. Colocar as mãos na cabeça e rezar, tentativa fútil na qual ainda me sujeito a usar, mas elas ainda continuam ali, explodindo em mil cores, inúmeras luzes e os mais perturbadores barulhos como verdadeiros fogos de artifício em minha mente.

~ Era uma noite fria lá fora,


nublada e o vento estava úmido. Ela estava sozinha, usando seu velho suéter azul claro que ganhara de sua avó há alguns anos atrás no natal. A lareira estava com pouca lenha, mas quente o suficiente para aquecer o pequeno cômodo em que ela estava sentada no chão, apoiando as costas na parede gelada e com uma taça meio cheia de vinho na mão.
Ela cantarolava uma canção lenta, sua voz baixa, prejudicada pela garganta seca, mas o pequeno incomodou não a impediu de continuar sua bela canção. Ela suspirou, e bebeu mais um gole, deixando uma mancha perfeitamente desenhada de batom vermelho na borda da taça. A campainha toca e lentamente ela se levanta do chão, deixando a taça sobre a mesinha de centro. Vai até a porta com passos lentos e curtos, já que não esperava alguém essa noite; não perde tempo olhando no olho mágico, não poderia ser ninguém tão importante que a fizesse se preocupar com suas vestes simples.
Ela abre a porta lentamente, não está ansiosa em ver quem vai receber, apenas abre por educação. Olha lentamente para cima, e vê alguém sorrindo. Automaticamente ela abre um leve sorriso e sem que diga nada o visitante entra e fecha a porta a suas costas. Ela segura a mão de seu visitante e o guia até o cômodo quente, aquecido pela lareira, no fundo da pequena casa; eles andam em silêncio, mas o sorriso não lhes some do rosto.
Ele para próximo a lareira e a guia para que fique a sua frente, seus olhares não fogem um do outro, não mais. Ele repousa uma mão no rosto delicado da anfitriã, seus dedos acariciam as maças rosadas do rosto dela. Nem uma palavra precisa ser dita, eles são capazes de se comunicar por simples olhares. Agora é a vez dela, ela levanta lentamente seu braço e passa um dedo delicadamente sobre os lábios do visitante, trazendo um sorriso como conseqüência. 
Num movimento urgente e rápido ele a abraça, a ação não a assusta já que ela lhe disse sim com olhar e dois sorrisos, esse era o sinal. Ambos de olhos fechados, em silêncio, tão quietos que suas respirações eram audíveis. Ela lentamente abriu seus lábios e ele a impediu de continuar com um chiado. Ela suspirou e o abraçou novamente. Ele acariciava os ombros da anfitriã, tão calma e delicadamente que ela quase não podia sentir.
Finalmente se afastaram nunca deixando o sorriso e o brilho no olhar sumir; se olharam sem expressar ou dizer nada por um longo tempo. Ele se inclinou e lhe deu um beijo suave e demorado na bochecha, segurou suas duas mãos e suavemente, num tom baixo, que só ela podia escutar, disse: " - Obrigado porque me mostrar a pureza do amor. ’’ Ela sorriu mais, e nesse mesmo tom o respondeu: "- Obrigada por me mostrar o significado de amar.  ''

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

~ Mente e Amor.

Nada vai mudar, mesmo que se queira entender; Mesmo que seu coração diga para seguir, mesmo que seu coração diga para aprender. E ele nunca vai entender o que realmente é melhor pra você. Siga o caminho, não deixe que ele te siga; use pensamentos, os que sempre procurava, ate aqueles que ignorava. Sua mente não diz nada, nada que você queira escutar; sua mente lhe diz o que o coração não quer compreender, ela te diz o que você realmente deve fazer. É difícil quando a mente contaria o coração e você não sabe quem realmente tem razão; agora é hora de pensar, agora é hora de amar, agora é hora de ganhar o que sempre quis ou deixar passar a chance de ser feliz. Quem disse que te amo? Mas quem disse que te odeio? Amor não se mede, se sente. Ódio não se cria, se destrói. Verdades não se escondem, se omitem e tudo o que digo não se questiona, se acredita.

~ encontrando o amor.

Ela tinha medo de tudo o que colocavam a frente dela. Ela era cega em meio à mutidão, tinha medo de ver a verdade, enxergar as coisas como elas realmente eram ela era uma perdida. Vagando pela vida como uma folha solta ao vento, sem escolhas e sempre ter como voltar. Ela ouvia os sons, sons maravilhosos que a podiam guiar novamente para onde tudo ficaria bem, ela iria até onde o ódio e a solidão não podiam chegar, mas ela tampava seus ouvidos, ela não queria se encontrar, não antes de encontrá-lo. Foi ai que percebi que ela estava perdida para tentar se achar, mas só se encontraria se o achasse primeiro. Ela não o tinha, não mais, mas o encontrou preso nos olhos de outra pessoa que chorava, ele escapava correndo junto com lágrimas quentes de olhos vazios, sem esperança ou qualquer brilho que a pudesse guiar. Então ela encostou suas mãos sobre o rosto frio onde lágrimas quentes escorriam e caiam ao chão sem nenhuma piedade. Ela as secou com um beijo suave e quente; lágrimas se transformaram em um sorriso, toda aquela escuridão se transformou em brilho e agora ela podia enxergar, e libertá-lo. Ela o havia salvado do fim, ela libertou o amor, para que ele pudesse ser cultivado novamente, e cuidado. Ela não estava mais sozinha, ela tinha um olhar e um sorriso que brilhavam, e agora a guiavam, a caminho da felicidade novamente.

A pessoa no escuro;

   ~ Meu nome é Marcella Blass, creio em minha mente que tenho 16 anos. Escrever é mais do que um hobby, pra mim, escrever é uma terapia muito eficaz. Escrevo desde sempre, tanto que aprendi a escrever antes da maioria das crianças da minha primeira escola, enfim. Não vou ficar falando de mim, porque são as vozes que falam, e não eu. Deixe que elas te levem e faça que a conheçam, logo verá o quanto podem ser poderosas.