Seu vestido era tão lindo, era o vestido dos sonhos. Seus cabelos lisos com leves e grandes cachos nas pontas, seus olhos pintados de lilás e glitter iluminavam seu rosto jovem demais para sua idade. Era uma criança, uma criança esperando que alguém a convidasse para dançar, a noite toda, a fazendo esquecer que em algumas horas todo esse sonho se dissolveria em um mar de neblina densa novamente.
Andando lentamente com seus sapatos altos demais, segurando o vestido com as duas mãos para não tropeçar, olhos fixos no chão escondendo seu rosto tão bonito e seus olhos que no fundo cintilavam junto com as luzes dançantes do salão. Segue com passos firmes ao canto do salão, aonde as luzes não chegam, apenas seus reflexos; ela se encosta-se à parede, com o olhar ainda baixo e mexe sua cabeça no ritmo da musica lenta que embala os que dançam no centro da pista.
Sua mão direita se levanta sozinha, sem que ela perceba, e sente as pontas de seus dedos se gelarem. Seu olhar se eleva, e é tomado por um sorriso tão claro quanto às luzes do salão, imediatamente é consumida pelo próprio sorriso. É puxada para frente lentamente, ela segue seus passos ao centro da pista, todos olham o movimento, mas agora é como se ninguém mais existisse, apenas ela e aquele que a salvou. Uma mão em seu ombro, a outra mão junta com a de seu par.
- Eu lhe procurei a noite toda.
- Eu te esperei a noite toda. - diz.
Agora eles poderão dançar a noite toda, até que aquele belo vestido seja tomado por um macacão jeans, seu cabelo tomado por uma fita vermelha e seus olhos sejam apagados por fios de cabelos desordenados. Até que seu paletó se torne uma camisa igualmente por dentro da causa, seu lindo sorriso tomado por um aro metálico brilhante e seus olhos ofuscados por lentes sujas. Ou podem parar o tempo, mas nada mais importa agora que finalmente se encontraram.
domingo, 31 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Foi o abraço mais apertado que já recebeu, o mais longo, o mais aconchegante, o mais quente, o melhor. Não havia espaço algum entre os dois, eram como se fossem um só, olhos fechados, respirações lentas, braços entrelaçados cada vez mais apertados. Silêncio, respirações rápidas agora, sem movimentos ou pensamentos, apenas a sensação de finalmente estar completos. Um giro ainda unidos, sentimentos iguais, pensamentos iguais, partes diferentes agora unidas.
Sem abrir os olhos, ele abre os lábios lentamente e respira entre os cabelos escuros de sua outra parte completa; palavras tão baixas que só ela é capaz de entender, lentas e suaves como um sussurro: - Finalmente.
Ela não expressa nada, mas sente a energia passando das pontas de seus pés até seus ultimo fio de cabelo, enquanto os lábios dele se fecham, os dela se abrem lentamente invadidos por um sorrio, olhos ainda fechados, ela pode ouvir seu coração pulsar, está bem perto. Logo vem o sussurro: - Completos.
Sem abrir os olhos, ele abre os lábios lentamente e respira entre os cabelos escuros de sua outra parte completa; palavras tão baixas que só ela é capaz de entender, lentas e suaves como um sussurro: - Finalmente.
Ela não expressa nada, mas sente a energia passando das pontas de seus pés até seus ultimo fio de cabelo, enquanto os lábios dele se fecham, os dela se abrem lentamente invadidos por um sorrio, olhos ainda fechados, ela pode ouvir seu coração pulsar, está bem perto. Logo vem o sussurro: - Completos.
Onde está o amor da sua vida?
Ele pode estar bem perto, ao seu lado, sorrindo para você todos os dias e te fazendo sorrir. Ele pode estar distante, tão distante que se limita ao mais simples e puro amor, a amizade. Ele pode estar longe, mas não por ironia do malvado destino, ele pode estar longe porque o deixou passar, não percebeu o quanto ele era importante, não enxergou o quanto ele precisa de você, assim como você precisava dele.
Talvez você nunca conhecerá o amor da sua vida, não saberá seu nome, a cor de seus olhos, o som de sua voz; mas se contentará e aprenderá a amar alguém que te escolheu para cuidar para sempre. Tenho minhas opniões, minhas duvidas e meus questionamentos, talvez ele esteja bem aqui ao meu lado e eu só não fui capaz de percebe-lo, talvez ele esteja distante, distante demais para que eu possa toca-lo, assim tendo que me contentar com idéias, sonhos; creio que não o deixei passar e me pergunto e lamento precipitadamente se nunca puder conhece-lo.
Ele pode estar bem perto, ao seu lado, sorrindo para você todos os dias e te fazendo sorrir. Ele pode estar distante, tão distante que se limita ao mais simples e puro amor, a amizade. Ele pode estar longe, mas não por ironia do malvado destino, ele pode estar longe porque o deixou passar, não percebeu o quanto ele era importante, não enxergou o quanto ele precisa de você, assim como você precisava dele.
Talvez você nunca conhecerá o amor da sua vida, não saberá seu nome, a cor de seus olhos, o som de sua voz; mas se contentará e aprenderá a amar alguém que te escolheu para cuidar para sempre. Tenho minhas opniões, minhas duvidas e meus questionamentos, talvez ele esteja bem aqui ao meu lado e eu só não fui capaz de percebe-lo, talvez ele esteja distante, distante demais para que eu possa toca-lo, assim tendo que me contentar com idéias, sonhos; creio que não o deixei passar e me pergunto e lamento precipitadamente se nunca puder conhece-lo.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Uma carta na entrada da porta, eu sorri. Papel áspero, cor de creme assinado com letras inclinadas, redondas e incertas, a caneta preta que me parecia ainda nova, uma cor forte, poderia confundir com algo impresso. Eu peguei, ela agora está sobre a mesa da cozinha, e eu sinto um frio na barriga, não há remetente, apenas está escrito: “Alguem que precisa lhe dizer algo’’.
Eu a seguro com as pontas dos dedos das duas mãos, respirando pausadamente como se aquele pequeno e bem feito envelope fosse o olhar de alguém sobre o meu; coloco meu dedo indicador sob o pequeno adesivo que fecha o envelope com delicadeza e perfeição, eu começo a descolar e ele se solta facilmente, fazendo a ponta do envelope aberta balançar. Com a ponta de quatro dedos eu puxo um papel, cor azul bebe, pequeno, dobrado ao meio. Eu o seguro enquanto deposito o envelope já violado na mesa; a pequena folha é tão áspera quanto o envelope, pelo menos em minhas mãos, como se viesse mergulhada em milhões de pequenas lixas cor de creme novamente.
Em um movimento rápido e preciso abro a folha, escrita sem parágrafos, em um paredão de palavras que em breve encheriam minha mente; a mesma letra do envelope, agora eu podia analisar melhor: uma bela ortografia, antiga, rústica, porém igualmente delicada.
Eu foco meus olhos nas primeiras palavras, meu nome completo, começado por letra minúscula, continuo a ler, sem me importar com qualquer erro ortográfico:
“Como provar, como conseguir, como entender? Creio que palavras, escritas ou ditas, são pouco, não é o necessário; símbolos, cometas ou uma doce melodia. Uma estrela cadente poderia passar por mim, para que eu fizesse o mais simples dos pedidos: sorrisos.
Outra noite eu sonhei com alguns. Uns mais tímidos, outros mais abertos, um simples e um que me pergunto como é possível. Veja, ou melhor, sinta. Eu queria lhe provar apenas uma coisa, eu não preciso de respostas ou um de seus melhores argumentos, só gostaria de lhe provar que ainda não tenho o que existe de mais valioso, aqui, no meu mundo. Será que preciso realmente lhe provar para que eu ganhe minha recompensa eterna? Ele viverá aqui, em minha mente, para o resto dos tempo, enquanto eu respirar, enquanto eu enxergar, enquanto eu puder imaginar. Quanto tempo devo esperar, quantas horas perderei imaginando, como será um sorriso seu?’’
Eu dobro o papel novamente, como ele estava, o coloco dentro do envelope creme e selo com o adesivo que o prendia. Um minuto para assimilar. Um segundo para perceber. Uma vida para entender. Quem me dera saber onde está, queria poder lhe contar. Pego um papel, pequeno pedaço de uma folha branca, com minha grafia redonda e aveludada eu escrevo:
Eu a seguro com as pontas dos dedos das duas mãos, respirando pausadamente como se aquele pequeno e bem feito envelope fosse o olhar de alguém sobre o meu; coloco meu dedo indicador sob o pequeno adesivo que fecha o envelope com delicadeza e perfeição, eu começo a descolar e ele se solta facilmente, fazendo a ponta do envelope aberta balançar. Com a ponta de quatro dedos eu puxo um papel, cor azul bebe, pequeno, dobrado ao meio. Eu o seguro enquanto deposito o envelope já violado na mesa; a pequena folha é tão áspera quanto o envelope, pelo menos em minhas mãos, como se viesse mergulhada em milhões de pequenas lixas cor de creme novamente.
Em um movimento rápido e preciso abro a folha, escrita sem parágrafos, em um paredão de palavras que em breve encheriam minha mente; a mesma letra do envelope, agora eu podia analisar melhor: uma bela ortografia, antiga, rústica, porém igualmente delicada.
Eu foco meus olhos nas primeiras palavras, meu nome completo, começado por letra minúscula, continuo a ler, sem me importar com qualquer erro ortográfico:
“Como provar, como conseguir, como entender? Creio que palavras, escritas ou ditas, são pouco, não é o necessário; símbolos, cometas ou uma doce melodia. Uma estrela cadente poderia passar por mim, para que eu fizesse o mais simples dos pedidos: sorrisos.
Outra noite eu sonhei com alguns. Uns mais tímidos, outros mais abertos, um simples e um que me pergunto como é possível. Veja, ou melhor, sinta. Eu queria lhe provar apenas uma coisa, eu não preciso de respostas ou um de seus melhores argumentos, só gostaria de lhe provar que ainda não tenho o que existe de mais valioso, aqui, no meu mundo. Será que preciso realmente lhe provar para que eu ganhe minha recompensa eterna? Ele viverá aqui, em minha mente, para o resto dos tempo, enquanto eu respirar, enquanto eu enxergar, enquanto eu puder imaginar. Quanto tempo devo esperar, quantas horas perderei imaginando, como será um sorriso seu?’’
Eu dobro o papel novamente, como ele estava, o coloco dentro do envelope creme e selo com o adesivo que o prendia. Um minuto para assimilar. Um segundo para perceber. Uma vida para entender. Quem me dera saber onde está, queria poder lhe contar. Pego um papel, pequeno pedaço de uma folha branca, com minha grafia redonda e aveludada eu escrevo:
“Quanto tempo devo esperar, quantas horas perderei imaginando, como será que reagiria ao saber que todos os meus sorriso são por saber que você existe, e está em algum lugar, apenas me esperando”
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ele era alto, cabelos muito negros e olhos cor de céu quando chuvoso, mas aquilo era o que menos lhe importava nas pessoas. Para ele, elas são mais que isso, aliás, elas são mais do que qualquer coisa que ele possa entender; ingênuo demais, infantil no bom sentido da palavra, espontâneo e dependente. Eu poderia passar minha vida inteira apenas o observando, sorrir ao vê-lo sorrir por algo tão banal, me intrigar ao vê-lo chorar por algo tão normal.
Criança com a barba mal feita, adulto sem malícia ou ganância. Eu poderia passar todo o meu tempo com ele, apenas observando a forma como seus olhos são vazios e ao mesmo tempo tão curiosos, a forma como sua boca fica semi-aberta enquanto apenas suas sobrancelhas expressam algum tipo de emoção; é como se fosse uma parte de mim materializada, a criança que insisto em esconder.
Eu gostaria de passar um tempo com ele, aprender como faz para deixar erguidos os muros de seu mundo, como não se envergonhar, como conseguir ser ele mesmo em meio à tenta omissão.
Criança com a barba mal feita, adulto sem malícia ou ganância. Eu poderia passar todo o meu tempo com ele, apenas observando a forma como seus olhos são vazios e ao mesmo tempo tão curiosos, a forma como sua boca fica semi-aberta enquanto apenas suas sobrancelhas expressam algum tipo de emoção; é como se fosse uma parte de mim materializada, a criança que insisto em esconder.
Eu gostaria de passar um tempo com ele, aprender como faz para deixar erguidos os muros de seu mundo, como não se envergonhar, como conseguir ser ele mesmo em meio à tenta omissão.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu poderia acordar agora, levantar da cama e fazer o que eu tenho que fazer, mas disse que eu poderia e não que queria. Eu quero aprender a voar, saltar mais alto, correr mais rápido. Olhá-lo nos olhos, ver seu sorriso e o tão rouco de sua voz, eu gostaria de ter a imaginação mais fértil, talvez assim eu criaria um mundo só meu; eu queria ser menos séria, mais inteligente, menos persistente, mais decadente e mesmo assim confidente, mas ai eu desisti quando percebi que querer não é poder.
Eu poderia surtar agora, rolar no chão, comer areia, tomar banho de cachoeira, falar bobeira e escalar uma mangueira. Eu poderia gritar, sussurrar, cantar, agir, parar, seguir, mergulhar; poderia até mesmo pular uma janela baixa e dizer que me machuquei para fugir dos afazeres que me esperam, eu poderia voltar a dormir e parar de pensar, poderia chorar ao invez de sorrir, poderia roubar um carro, cortar meu cabelo, cortar o seu cabelo, ou simplesmente deixar tudo como está. Aliás, deixe estar. Deixe viver, deixe morrer, deixe acontecer.
Eu poderia surtar agora, rolar no chão, comer areia, tomar banho de cachoeira, falar bobeira e escalar uma mangueira. Eu poderia gritar, sussurrar, cantar, agir, parar, seguir, mergulhar; poderia até mesmo pular uma janela baixa e dizer que me machuquei para fugir dos afazeres que me esperam, eu poderia voltar a dormir e parar de pensar, poderia chorar ao invez de sorrir, poderia roubar um carro, cortar meu cabelo, cortar o seu cabelo, ou simplesmente deixar tudo como está. Aliás, deixe estar. Deixe viver, deixe morrer, deixe acontecer.
domingo, 3 de outubro de 2010
A carta dizia assim:
“Sinto muito por ontem, eu perdi a noção, não sabia o que fazer, só estava tentando fugir do inevitável para o momento. Eu lamento por tudo isso, não fui eu que escolhi assim, se eu pudesse estaria ai contigo, do teu lado, te dando o abraço que nunca pude dar. Eu choraria se pudesse, mas você me ensinou a ser forte, mais forte do que eu achava que podia ser, me ensinou a não me exaltar e a respirar fundo, manter sempre o controle.
E agora eu seguro um nó em minha garganta por ter certeza de que nunca vou poder olhar em seus olhos, nunca poderei ouvir sua voz e sua risada em meus ouvidos, sentir suas mãos quentes em minhas mãos frias. Agora estou longe demais, eu queria poder voltar e ter feito o que ensinou, mas eu deixei que me levassem; agora estou alto demais, não pode mais me ver, mas eu estarei acompanhando cada passo seu, nunca deixando de cumprir o que te prometi: Serei seu anjo e nunca vou deixar você cair.”
“Sinto muito por ontem, eu perdi a noção, não sabia o que fazer, só estava tentando fugir do inevitável para o momento. Eu lamento por tudo isso, não fui eu que escolhi assim, se eu pudesse estaria ai contigo, do teu lado, te dando o abraço que nunca pude dar. Eu choraria se pudesse, mas você me ensinou a ser forte, mais forte do que eu achava que podia ser, me ensinou a não me exaltar e a respirar fundo, manter sempre o controle.
E agora eu seguro um nó em minha garganta por ter certeza de que nunca vou poder olhar em seus olhos, nunca poderei ouvir sua voz e sua risada em meus ouvidos, sentir suas mãos quentes em minhas mãos frias. Agora estou longe demais, eu queria poder voltar e ter feito o que ensinou, mas eu deixei que me levassem; agora estou alto demais, não pode mais me ver, mas eu estarei acompanhando cada passo seu, nunca deixando de cumprir o que te prometi: Serei seu anjo e nunca vou deixar você cair.”
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Era mais uma manha calma, Sábado e ela vestia apenas um suéter fino, o cabelo solto, voando e dançando junto com o vento, ela caminhava pela varanda, como fazia todas as manhas, respirando o ar fresco que acaba de ser filtrado pelas lindas e enormes arvores que cercam toda a casa. Era típico, andar até a grande ponte que juntava os dois lados do lago Riley, lentamente andando, com os braços cruzados aproveitando a brisa gelada do dia ainda sem sol.
A ponte de pedra está a alguns passos de distancia e ela diminui o ritmo dos passos. É uma ponte antiga e muito bonita, larga, feita de pedra cor de creme lixada, fria e úmida. Finalmente um de seus pés toca o chão da ponte, ela dando um pouco mais de impulso conforme a ponte se inclina levemente; logo ela chega ao local onde fica todos os dias, o meio da ponte, exatamente o meio da ponte, ela apóia os braços na pedra fria e fica apreciando o dia, até que o sol saia de trás das nuvens e a faça suar.
Respira, inspira, respira, inspira.
Ela olha para sua direita, e vê que lá, distante, no inicio do outro lado do lago alguém vem em sua direção, ela olhou para frente novamente e continuou a admirar o dia que começava a crescer. Passa uma de suas mãos pelo cabelo para que eles desgrudassem do suéter, com os olhos tranqüilos, fixava sua visão ao horizonte, distante.
- Uma bela manhã, não? - uma voz grave soa baixo ao seu lado
Seu coração dispara e ela se assusta, talvez estivesse tão perdida com a vista e seus pensamentos que não vira que a pessoa que caminhava sobre a ponte já estava ao seu lado.
- Sim, uma bela manha. - ela diz tentando disfarçar o susto, sem olhá-lo, nunca se desprendendo do horizonte
Eles ficam calados por um longo tempo, ela não se incomodou com a presença do homem ao seu lado, principalmente se ele continuasse em silêncio como faz agora. As nuvens cada vez mais distantes, e os primeiros raios de sol que escapam das nuvens começam a tocar a água, fazendo com que ela brilhe.
- Percebe como a água não seria tão fascinante sem o sol e que ele não seria tão agradável sem água? É como se fossem amantes, tão distantes, porém se completam da melhor forma possível. - ela diz em um tom sereno, como se falasse para si mesma
- Confesso que já pensei sobre isso, mas não fui capaz de colocar em palavras. - ele disse no mesmo tom, sem olhá-la
Ela suspirou mais uma vez, ficando em silencio. Os primeiros raios de sol chegam até ela, dominando seu braço direito e um lado de seu rosto, em um mínimo movimento ela tira seu suéter e o coloca debaixo de seus braços, segurando para que por acidente ele não caia no lago.
Ela respira fundo pela ultima vez, sorri satisfeita por mais um começo de manha agradável, ela se vira, sem olhar para o homem ao seu lado, acidentalmente seu suéter cai no chão, e antes que ela possa abaixar-se para pegar, o homem o pega.
- Obrigada. - ela disse pegando o suéter sem olhá-lo
- Não se preocupe velha amiga. - ele desse em um tom neutro
O ouvi-lo falar ela olha para cima, na expectativa de olhá-lo. Um segundo é o bastante, ela se levanta completamente e fica reta, imóvel, seus lábios levemente abertos, o homem a sua frente retira o capuz e sorri. Ela o olha ainda sem reação, seus olhos o analisam e sua cabeça é tomada por um flashback rápido demais: “foi há muito tempo, quatro anos talvez, como é possível? Não é real, não pode ser, faz tempo demais.” tudo seguido de um sorriso largo.
- Velho amigo. - ela disse respirando rapidamente
- Quantos anos, não? Mas eu sabia que nos encontraríamos em um lugar melhor, onde o sol poderia nos iluminar, onde poderíamos respirar, onde eu podia ver o quando você é bela e o quanto sentia sua falta nesses quatro anos. - ele falava rápido porem calmamente
- Desde aquela noite no metro. - ela sorriu
A ponte de pedra está a alguns passos de distancia e ela diminui o ritmo dos passos. É uma ponte antiga e muito bonita, larga, feita de pedra cor de creme lixada, fria e úmida. Finalmente um de seus pés toca o chão da ponte, ela dando um pouco mais de impulso conforme a ponte se inclina levemente; logo ela chega ao local onde fica todos os dias, o meio da ponte, exatamente o meio da ponte, ela apóia os braços na pedra fria e fica apreciando o dia, até que o sol saia de trás das nuvens e a faça suar.
Respira, inspira, respira, inspira.
Ela olha para sua direita, e vê que lá, distante, no inicio do outro lado do lago alguém vem em sua direção, ela olhou para frente novamente e continuou a admirar o dia que começava a crescer. Passa uma de suas mãos pelo cabelo para que eles desgrudassem do suéter, com os olhos tranqüilos, fixava sua visão ao horizonte, distante.
- Uma bela manhã, não? - uma voz grave soa baixo ao seu lado
Seu coração dispara e ela se assusta, talvez estivesse tão perdida com a vista e seus pensamentos que não vira que a pessoa que caminhava sobre a ponte já estava ao seu lado.
- Sim, uma bela manha. - ela diz tentando disfarçar o susto, sem olhá-lo, nunca se desprendendo do horizonte
Eles ficam calados por um longo tempo, ela não se incomodou com a presença do homem ao seu lado, principalmente se ele continuasse em silêncio como faz agora. As nuvens cada vez mais distantes, e os primeiros raios de sol que escapam das nuvens começam a tocar a água, fazendo com que ela brilhe.
- Percebe como a água não seria tão fascinante sem o sol e que ele não seria tão agradável sem água? É como se fossem amantes, tão distantes, porém se completam da melhor forma possível. - ela diz em um tom sereno, como se falasse para si mesma
- Confesso que já pensei sobre isso, mas não fui capaz de colocar em palavras. - ele disse no mesmo tom, sem olhá-la
Ela suspirou mais uma vez, ficando em silencio. Os primeiros raios de sol chegam até ela, dominando seu braço direito e um lado de seu rosto, em um mínimo movimento ela tira seu suéter e o coloca debaixo de seus braços, segurando para que por acidente ele não caia no lago.
Ela respira fundo pela ultima vez, sorri satisfeita por mais um começo de manha agradável, ela se vira, sem olhar para o homem ao seu lado, acidentalmente seu suéter cai no chão, e antes que ela possa abaixar-se para pegar, o homem o pega.
- Obrigada. - ela disse pegando o suéter sem olhá-lo
- Não se preocupe velha amiga. - ele desse em um tom neutro
O ouvi-lo falar ela olha para cima, na expectativa de olhá-lo. Um segundo é o bastante, ela se levanta completamente e fica reta, imóvel, seus lábios levemente abertos, o homem a sua frente retira o capuz e sorri. Ela o olha ainda sem reação, seus olhos o analisam e sua cabeça é tomada por um flashback rápido demais: “foi há muito tempo, quatro anos talvez, como é possível? Não é real, não pode ser, faz tempo demais.” tudo seguido de um sorriso largo.
- Velho amigo. - ela disse respirando rapidamente
- Quantos anos, não? Mas eu sabia que nos encontraríamos em um lugar melhor, onde o sol poderia nos iluminar, onde poderíamos respirar, onde eu podia ver o quando você é bela e o quanto sentia sua falta nesses quatro anos. - ele falava rápido porem calmamente
- Desde aquela noite no metro. - ela sorriu
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